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exportações

Business

Porto do Rio Grande tem crescimento de 6% nas movimentações

Por Marina Klein Telles 26/06/2023
Por Marina Klein Telles

A movimentação de granéis sólidos foi destaque no período de janeiro a maio deste ano nos portos públicos do Rio Grande do Sul, atingindo mais dez milhões de toneladas. Os resultados foram divulgados na manhã da última quinta-feira (22) pela Portos RS, a partir de dados coletados e compilados pelo setor de estatística da Empresa Pública.

O Porto do Rio Grande apresentou crescimento de 6,04% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 15.833.814 toneladas. Ao longo desses cinco meses, passaram pelo cais público e pelos terminais privados do distrito industrial 1.280 embarcações, total que engloba navios mercantes e barcaças.

A lista de mercadorias com variação positiva das movimentações é puxada pela soja em grão, com aumento de 88,64%, seguida pela ureia (32,91%), pelo fosfato (31,56%), pelo farelo de soja (19,05%) e pelo cloreto de potássio (11,44%). O fluxo de contêineres também apresentou aumento de 10,21% e atingiu 244.649 unidades.

Com relação à origem das importações, a Argentina segue na liderança, com 456.247 toneladas. Ela é acompanhada pela China (398.655t), Canadá (283.904t), Marrocos (236.153t), Arábia Saudita (233.202t), Estados Unidos (227.933t), Rússia (207.704t), Peru (173.901), Alemanha (135.049t) e Argélia (132.602t), nessa ordem.

Quanto ao destino das exportações, a China é a primeira colocada com 2.032.401 toneladas movimentadas. A lista é seguida pela Indonésia (765.623t), Vietnã (434.679t), Portugal (397.950t), Estados Unidos (391.559t), Arábia Saudita (358.601t), Marrocos (336.021t), Espanha (281.470t), México (230.155t) e Tailândia (229.936t).

Porto de Pelotas

O Porto de Pelotas recebeu, ao longo desse período, 214 embarcações, todas elas barcaças utilizadas para o transporte de mercadorias na hidrovia da Lagoa dos Patos. No total, foram 520.554 toneladas, divididas entre 436.732 toneladas de toras de madeira e outras 83.822 toneladas de clínquer, o cimento em sua fase bruta de fabricação.

Porto de Porto Alegre

De janeiro a maio de 2023, passaram pelo Porto de Porto Alegre 52 embarcações, transportando mercadorias e insumos considerados importantes para a economia. Nesse período, foram 216.082 toneladas de insumos para a produção de fertilizantes, 36.854 toneladas de cevada, 28.577 toneladas de sebo bovino, 7.703 toneladas de trigo e outras 219 toneladas de carga geral.

Granéis sólidos no topo das movimentações

Entre as principais movimentações dos portos públicos gaúchos nos cinco primeiros meses do ano estão os granéis sólidos, que atingiram 10.058.915 toneladas. No Porto do Rio Grande, foram 9.714.454 toneladas, em Pelotas 83.822 toneladas e em Porto Alegre 260.639 toneladas. Na sequência, aparecem as cargas gerais, com 4.445.461 toneladas, e granel líquido, com 1.702.476 toneladas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2023 0 Comentários 487 Visualizações
Business

Exportações de calçados caíram em maio

Por Marina Klein Telles 15/06/2023
Por Marina Klein Telles

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em maio, foram embarcados 8,53 milhões de pares por US$ 98,2 milhões para o exterior. Os resultados são inferiores tanto em volume (-18,7%) quanto em receita (-5,6%) em relação ao mesmo mês de 2022. Já no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações somaram 57,29 milhões de pares e US$ 538,4 milhões, resultado 10,8% inferior em volume e estável em receita no comparativo com o período correspondente do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o resultado já era esperado pela entidade, diante da desvalorização do dólar – que torna o calçado brasileiro mais caro no exterior -, do desaquecimento da economia mundial e do incremento das exportações chinesas. “Nos últimos dois meses, as exportações de calçados chineses já aumentaram mais de 20%. Quando o maior player do mercado mundial, que somente até abril já exportou 2,8 bilhões de pares, retoma seu espaço, a tendência é que outros países produtores percam espaço”, avalia o executivo. O dólar também tem sido uma “pedra no calçado” brasileiro, já que com a moeda norte-americana em desvalorização ante o real a tendência é de um aumento no preço médio do par exportado pelo Brasil. “Por fim, temos o desaquecimento da economia internacional, principalmente dos Estados Unidos e países da Europa, grandes consumidores de calçados”, acrescenta.

Destinos

O principal destino do calçado brasileiro exportado nos primeiros cinco meses do ano foi a Argentina. Até maio, os hermanos importaram 6,58 milhões de pares verde-amarelos por US$ 106,6 milhões, queda de 3,6% em volume e incremento de 43% em receita ante o mesmo ínterim do ano passado.

O segundo destino do calçado brasileiro no exterior foi os Estados Unidos. Nos cinco meses, os norte-americanos importaram 4,56 milhões de pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$ 92 milhões, quedas tanto em volume (-54,7%) quanto em receita (-37%) em relação ao mesmo período de 2022.

Também registrando quedas nas importações de calçados brasileiros, a França aparece em terceiro no ranking dos destinos. Entre janeiro e maio, os franceses importaram 1,63 milhão de pares por US$ 25,7 milhões, quedas de 60% e 12,5%, respectivamente, ante o mesmo intervalo do ano passado.

Estados

O maior exportador de calçados do Brasil segue sendo o Rio Grande do Sul. Entre janeiro e maio, as fábricas gaúchas embarcaram 15,86 milhões de pares, pelos quais receberam US$ 235,26 milhões, quedas tanto em volume (-12,7%) quanto em receita (-4,4%) em relação ao mesmo período do ano passado.

O segundo exportador do período foi o Ceará, de onde partiram 18 milhões de pares por US$ 129 milhões, queda de 8,2% em volume e incremento de 6,7% em receita no comparativo com o mesmo intervalo de 2022.

Na sequência apareceram São Paulo (3,8 milhões de pares e US$ 52 milhões, quedas de 8,1% e 2,7%, respectivamente) e Bahia (1,93 milhão de pares e US$ 37,97 milhões, incrementos de 2,6% e 41,3%).

Na contramão

Na contramão dos resultados das exportações, as importações de calçados seguem em elevação. Entre janeiro e maio, entraram no Brasil 14,78 milhões de pares por US$ 188,4 milhões, altas tanto em volume (+3,9%) quanto em receita (+23,7%) em relação ao mesmo período de 2022. As principais origens seguem sendo os países asiáticos: Vietnã (3,9 milhões de pares e US$ 89,4 milhões, incrementos de 21,7% e 30,1%, respectivamente, ante o mesmo período de 2022); Indonésia (1,74 milhão de pares e US$ 35,97 milhões, altas de 25,7% e 28%); e China (7,4 milhões de pares e US$ 24,3 milhões, quedas de 5% e 1,1%).

Em partes de calçados – cabedais, solados, saltos, palmilhas etc -, as importações até maio foram equivalentes a US$ 11,44 milhões, crescente de 15,6% ante 2022. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/06/2023 0 Comentários 432 Visualizações
Business

Abicalçados apoia webinar sobre o mercado australiano

Por Marcel Vogt 30/05/2023
Por Marcel Vogt

Com uma economia estabilizada e grande potencial de consumo, a Austrália vem se destacando no cenário internacional. Diante disso, o Consulado Geral do Brasil em Sydney, com o apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), promove um webinar para lançar o “Estudo de Mercado: o setor de calçados na Austrália”. O evento, que tem inscrições abertas, acontece às 9h (horário de Brasília) do dia 7 de junho, em formato on-line e gratuito.

A coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck, conta que o estudo realizado pelo Consulado identifica oportunidades para a expansão das exportações brasileiras de calçados, apresenta as principais características do mercado australiano e mapeia potenciais importadores e distribuidores locais. Conforme dados da Abicalçados, em 2022, as exportações brasileiras de calçados para a Austrália somaram US$ 19,8 milhões e ocuparam a nona posição na pauta exportadora do Brasil. “A participação de mercado do Brasil ainda é modesta (1,2%) e está concentrada no segmento de calçados de borracha. Por outro lado, a Austrália apresenta um grande potencial para a indústria brasileira”, avalia.

Estudo

O estudo de mercado ressalta que a Austrália é um mercado aberto ao comércio e a investimentos internacionais, que pratica tarifas relativamente baixas a produtos e serviços importados. A economia australiana apresentou recuperação no contexto da pandemia de Covid-19, com taxa de crescimento real do PIB de 3% já no segundo semestre de 2022 e projeção de crescimento real de 2,5% para 2023.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/05/2023 0 Comentários 554 Visualizações
Business

Exportações de calçados somam mais de US$ 440 milhões

Por Marina Klein Telles 10/05/2023
Por Marina Klein Telles

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, no quadrimestre, foram embarcados 48,74 milhões de pares ao exterior, que geraram US$ 440,2 milhões, queda de 9,3% em volume e alta de 1,3% em receita na comparação com o mesmo período do ano passado. Segregando as exportações de abril, foram exportados 10,3 milhões de pares por US$ 111,76 milhões, quedas tanto em volume (-20,7%) quanto em receita (-2%) em relação ao mês correspondente de 2022.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que a queda das importações norte-americanas, no geral, vem impactando a indústria calçadista nacional, que tem os Estados Unidos como principal destino dos seus embarques. “Existe um desaquecimento da economia norte-americana. No primeiro trimestre, as importações estadunidenses de calçados, em geral, caíram 26%. O varejo local vendeu menos do que o previsto e está reajustando seus estoques”, comenta o dirigente.

Ferreira comentou ainda que a Argentina ultrapassou os Estados Unidos como principal destino em 2023. Além deste problema, Ferreira lista a inflação internacional e o desaquecimento de algumas das principais economias da Europa como empecilhos para o melhor desempenho dos embarques de calçados.

América Latina

Por outro lado, o executivo da Abicalçados avalia positivamente o desempenho das exportações de calçados para países da América Latina. No quadrimestre, as exportações para esses destinos alcançaram US$ 206 milhões, 21,4% mais do que no mesmo período do ano passado. “Existe uma pulverização maior das exportações de calçados, o que é positivo. O calçado brasileiro vem incrementando a sua presença em mercados importantes”, comenta Ferreira, destacando o incremento dos embarques para países como Peru, Equador, Paraguai e Bolívia.

Importações em alta

As importações de calçados seguem em alta no Brasil. No quadrimestre, entraram no País 12,5 milhões de pares por US$ 145,56 milhões, incrementos tanto em pares (+3,4%) quanto em receita (+20%) em relação ao mesmo período do ano passado.

As principais origens das importações seguem sendo os países asiáticos: Vietnã, com 3,16 milhões de pares e US$ 71,76 milhões, altas de 19,4% e 31%, respectivamente, ante mesmo período de 2022; Indonésia, com 1,16 milhão de pares e US$ 23,64 milhões, altas de 12,2% e 10,2%; e China, com 6,9 milhões de pares e US$ 20,12 milhões, quedas de 0,3% e 8,3%.

Em partes de calçados – cabedais, palmilhas, solas, saltos etc – as importações do quadrimestre somaram US$ 8,83 milhões, 8,8% mais do que no mesmo intervalo de 2022. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/05/2023 0 Comentários 453 Visualizações
Business

Exportações de carne suína cresce 16,6% em abril no Brasil

Por Marcel Vogt 09/05/2023
Por Marcel Vogt

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 104,5 mil toneladas em abril, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 16,6% maior que o embarcado no quarto mês de 2022, com 89,7 mil toneladas. Em receita, o saldo das exportações alcançou US$ 251,3 milhões no período, superando em 29,9% o total exportado em abril de 2022, com US$ 193,4 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a abril), as exportações de carne suína alcançaram 379,4 mil toneladas, volume 15,9% maior que o embarcado no primeiro quadrimestre de 2022, com 327,3 mil toneladas.  Em receita, a alta registrada no período chega a 29,7%, com US$ 897,7 milhões entre janeiro e abril de 2023, contra US$ 692 milhões realizados no mesmo período do ano passado.

“As vendas internacionais brasileiras cresceram em oito dos dez maiores países importadores do setor, em especial, nos cinco maiores importadores localizados na Ásia e na América do Sul. Diversos fatores influenciaram o saldo positivo de abril e do quadrimestre, desde questões sanitárias na produção local de mercados asiáticos até mesmo a ampliação das habilitações e novos mercados que começam efetivamente a importar do Brasil. Nos quatro primeiros meses do ano fizemos uma média de quase 95 mil toneladas por mês.”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principais destinos

A China se manteve como maior importadora do produto brasileiro, com total de 143,2 mil toneladas registradas entre janeiro e abril deste ano, superando em 20,8% as exportações realizadas no primeiro quadrimestre de 2022.  Outros destaques foram Hong Kong, com 42,2 mil toneladas (+24,8%), Filipinas, com 27,8 mil toneladas (+19,5%), Chile, com 27,3 mil toneladas (+69,3%) e Singapura, com 23,8 mil toneladas (+18,7%).

No levantamento das exportações por estado, Santa Catarina segue na liderança das exportações brasileiras, com 207,2 mil toneladas exportadas entre janeiro e abril, registrando desempenho 13,7% maior que os embarques realizados em 2022. Em seguida estão o Rio Grande do Sul, com 89,1 mil toneladas (+26,81%), Paraná, com 51,3 mil toneladas (+0,54%), Mato Grosso, com 8,114 mil toneladas (+119%), e Mato Grosso do Sul, com 7,95 mil toneladas (+63,25%).

“A perspectiva de ampliação e abertura de novos mercados e a expectativa de manutenção dos volumes embarcados para a China e outros destinos importantes especialmente na Ásia, com destaque para mercados de alto valor agregado como Japão e Coreia do Sul apontam para níveis de exportação anuais em torno de 1,2 milhão de toneladas em 2023, o que faria o Brasil se aproximar ainda mais do terceiro maior exportador do mundo, o Canadá”, comentou o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/05/2023 0 Comentários 377 Visualizações
Business

Exportações de Carne de Frango crescem 4% em abril

Por Marina Klein Telles 09/05/2023
Por Marina Klein Telles

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 435,1 mil toneladas em abril, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 4% o total embarcado no mesmo período de 2022, quando foram exportadas 418,2 mil toneladas.

Em receita, as vendas internacionais do setor alcançaram US$ 840,3 milhões, número 2,3% maior que o total registrado em abril do ano passado, com US$ 821 milhões. No acumulado de 2023, as exportações de carne de frango já totalizam 1,749 milhão de toneladas, volume 12,1% superior ao registrado no 1° quadrimestre de 2022, com 1,560 milhão de toneladas.  No mesmo período, a receita acumulada chegou a US$ 3,413 bilhões, saldo 18,9% superior ao realizado no ano passado, com US$ 2,872 bilhões.

“O volume embarcado em abril praticamente repete a média mensal registrada ao longo deste ano, que está acima das 430 mil toneladas. Nos próximos meses, são esperados números de exportações equivalentes aos de abril, projetando para o ano volumes superiores a 5 milhões de toneladas de carne de frango embarcadas pelo Brasil para mais de 150 países”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino

A China importou no quadrimestre 262,8 mil toneladas, volume 33,3% superior ao embarcado no mesmo período de 2022.  Outros destaques foram o Japão, com 140,6 mil toneladas (+6,2%), África do Sul, com 134,1 mil toneladas (+12%), Arábia Saudita, com 119,5 mil toneladas (+36,9%), União Europeia, com 79,6 mil toneladas (+11%), Filipinas, com 76 mil toneladas (+8,3%) e México, com 69,6 mil toneladas (+18,9%).

No levantamento por estado, o Paraná segue como principal exportador do setor, com 727,5 mil  toneladas exportadas entre janeiro e abril, superando em 16,75% o resultado registrado em 2022.  Em seguida estão Santa Catarina, com 366,2 mil toneladas (+8,88%), Rio Grande do Sul, com 245,6 mil toneladas (+1,02%), São Paulo, com 101,5 mil toneladas (+26,27%) e Goiás, com 79,8 mil toneladas (+37,49%).

“A China continua o seu ritmo acelerado de compras e este comportamento também se repete em vários destinos importantes como México, Coreia do Sul e Singapura. Ao mesmo tempo que vemos constantes reduções de volumes produzidos e exportados por alguns países concorrentes do Brasil, as exportações brasileiras continuam ganhando espaço internacionalmente, reafirmando assim o país como um parceiro sólido em um momento de grandes incertezas em função de questões como por exemplo a influenza aviária em várias partes do mundo” destaca o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/05/2023 0 Comentários 578 Visualizações
Business

Exportações de componentes e químicos para calçados crescem em 20%

Por Marcel Vogt 27/04/2023
Por Marcel Vogt

As exportações de componentes e produtos químicos para couros e calçados, tabuladas pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), somaram US$ 37,85 milhões em março, 20% mais do que em fevereiro. Já no acumulado do primeiro trimestre, a soma alcançou US$ 96,9 milhões, 4% menos do que no mesmo intervalo de 2022.

No início do ano já tivemos duas feiras, a IFLS + EICI, na Colômbia, e a APLF, nos Emirados Árabes Unidos, e em ambas tivemos ótimos resultados.

O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, avalia que o resultado aponta para um ajuste previsto e que as exportações do setor, embaladas especialmente pela América Latina, devem crescer na faixa de 5% em 2023. “Existe uma recuperação, apesar de algumas dificuldades no mercado internacional, principalmente em função da retomada da China após um período de restrições provocadas pela política de Covid Zero. No início do ano já tivemos duas feiras, a IFLS + EICI, na Colômbia, e a APLF, nos Emirados Árabes Unidos, e em ambas tivemos ótimos resultados”, comenta o gestor, ressaltando que a participação em eventos internacionais, especialmente após a retomada das feiras presenciais, será fundamental para alicerçar o crescimento dos embarques ao longo do ano.

No primeiro trimestre, o principal destino das exportações de componentes e químicos para couro e calçados foi a China. Para lá, foram embarcados o equivalente a US$ 16,84 milhões, 38% menos do que no mesmo ínterim de 2022. O segundo destino do período foi a Argentina, para onde foram exportados o equivalente a US$ 10,17 milhões, 101% menos do que no mesmo período do ano passado. “A China é um país autossuficiente quando falamos de abastecimento para produção de calçados, por isso é uma queda natural neste momento de retomada forte da produção local. Já, na Argentina, soma-se a uma demanda desaquecida à medida do Banco Central da República Argentina (BCRA) que alterou as condições de acesso ao Mercado Único de Câmbio para pagamento de importações, o que vem atrasando os pagamentos das suas importações em 180 dias. “Muitos exportadores brasileiros estão exportando menos para lá ou até mesmo desistindo do mercado em função dessa dificuldade, que atinge, principalmente, as empresas de menor porte”, avalia Ribas Júnior.

O principal exportador de componentes e químicos para couro e calçados do Brasil é o Rio Grande do Sul. No primeiro trimestre, as fábricas gaúchas embarcaram o equivalente a US$ 56,5 milhões, 2% mais do que no mesmo período do ano passado. O segundo maior exportador do setor no País foi São Paulo, de onde partiram o equivalente a US$ 12,25 milhões, 19% mais do que no mesmo intervalo de 2022.

Materiais

Conforme a Assintecal, os principais produtos exportados pelo setor seguem sendo os “Químicos para couro”, que têm como seu maior mercado consumidor a China. No primeiro trimestre, as exportações do material geraram US$ 59,7 milhões, 17% mais do que no mesmo período de 2022.

O segundo produto mais exportado pelo setor no trimestre foi “Cabedal”, que somou US$ 16 milhões, queda de 61% na relação com o mesmo ínterim de 2022.

Na sequência apareceram os Químicos para Calçados – Adesivos, com US$ 12,5 milhões, incremento de 13% ante o ano passado; Laminados Sintéticos, com US$ 3,47 milhões e alta de 10% ante 2022; Solados, com US$ 1,5 milhão, queda de 301% ante 2022; e Palmilhas, com US$ 546,24 mil, queda de 78% ante 2022.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

27/04/2023 0 Comentários 446 Visualizações
Business

América Latina segura queda nas exportações de componentes

Por Marina Klein Telles 28/03/2023
Por Marina Klein Telles

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) apontam que, no bimestre, as exportações do setor somaram US$58,2 milhões, 13% menos do que no mesmo intervalo do ano passado. As principais quedas ocorreram nas exportações para a China, Argentina e Portugal. Por outro lado, os principais destinos da América Latina, com exceção da Argentina, registraram incremento médio de 11,5% no período.

O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, ressalta que o dado negativo reflete um ajuste do mercado internacional, com o retorno da China após um período de restrições à indústria local em função da política de Covid Zero. “O que tivemos em 2022 foi atípico, um movimento forte de retomada da demanda após a pandemia.
Somando o fato à pausa da China e ao aumento dos custos com fretes, tivemos resultados bastante expressivos, principalmente para a América Latina. A tendência que temos percebido é de um ajuste, tanto que estamos nos mesmos níveis registrados na pré-pandemia”, avalia o gestor.

O fato positivo, segundo ele, é que os mercados conquistados durante a pandemia, na América Latina, seguem fortes. “Mostra que o trabalho foi muito bem realizado nesses mercados, fidelizando clientes importantes”, acrescenta Luiz. Respondendo pela primeira posição entre os exportadores do setor, o Rio Grande do Sul enviou ao exterior o equivalente a US$31,9 milhões no primeiro bimestre, 13% menos do que no mesmo período de 2022.

Destinos

Principal destino das exportações brasileiras de componentes e químicos para couro e calçados, a China importou o equivalente a US$9,8 milhões em produtos verde-amarelos no primeiro bimestre, 84% menos do que no mesmo ínterim do ano passado.

O segundo destino dos embarques de componentes foi a Argentina. Sofrendo com a demanda interna enfraquecida e os impactos da restrição aos pagamentos de importações, o país vizinho importou, no primeiro bimestre, US$ 6,3 milhões em produtos brasileiros. A queda foi de 102% em relação aos primeiros dois meses de 2022.

Na terceira posição entre os destinos dos embarques do setor está Portugal, para onde foram enviados o equivalente a US$3,7 milhões em componentes verde-amarelos, 154% menos do que no mesmo intervalo do ano passado.

Materiais

Os principais materiais exportados pela indústria brasileira de componentes e químicos para couro e calçados foram os “Químicos para couros”, que geraram US$36 milhões no primeiro bimestre, 4% mais do que no mesmo período de 2022.

Na segunda posição entre os produtos mais exportados pelo setor no período estão os “Cabedais”, que geraram US$9,86 milhões, 61% menos do que no primeiro bimestre de 2022.

Na terceira posição aparecem os “Químicos para calçados”, que geraram US$7,13 milhões, 7% mais do que nos primeiros dois meses do ano passado. Na sequência aparecem os laminados sintéticos, solados e palmilhas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/03/2023 0 Comentários 657 Visualizações
Business

Exportações de carne de frango crescem 10,6% no 1° bimestre

Por Marina Klein Telles 08/03/2023
Por Marina Klein Telles

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 379,2 mil toneladas em fevereiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 1,3% o total registrado no mesmo período de 2022, quando foram embarcadas 374,5 mil toneladas.

A demanda internacional pelo produto brasileiro segue em alta, com pontuais mudanças sendo compensadas pela elevação das compras de outros países importadores

Em receita, a alta chega a 11,1%. As vendas resultaram em US$ 736,3 milhões em fevereiro deste ano contra US$ 663 milhões no segundo mês do ano passado.

No acumulado do ano, os embarques de carne de frango alcançaram 800,1 mil toneladas, número 10,6% maior que o total obtido no primeiro bimestre de 2022, com 723,7 mil toneladas.“A demanda internacional pelo produto brasileiro segue em alta, com pontuais mudanças sendo compensadas pela elevação das compras de outros países importadores”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Em 2023 a receita chegou a US$ 1,593 bilhão, superando em 24,5% o total registrado no ano passado, com US$ 1,280 bilhão. “Neste ano, vimos mercados tradicionais, como China e União Europeia, retomarem protagonismo no desempenho dos embarques de carne de frango do Brasil, indicando uma tendência de comportamento de compras que deve se manter ao longo de 2023”, afirma o presidente.

Destino das exportações

Principal destino das exportações brasileiras, a China importou 111,7 mil toneladas no primeiro bimestre deste ano, volume 23,2% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com 90,6 mil toneladas. Retornando ao segundo posto, a Arábia Saudita importou neste ano 62,4 mil toneladas (+71,9%), seguida por África do Sul, com 61,7 mil toneladas (+9,6%), Emirados Árabes Unidos, com 61,2 mil toneladas (-28,5%), Japão, com 60,7 mil toneladas (+10%), e União Europeia, com 40,1 mil toneladas (+15,8%).

Foto: Divulgação
08/03/2023 0 Comentários 458 Visualizações
Business

Exportações gaúchas de carnes de aves e suínos superam 1 milhão de toneladas em 2022

Por Amanda Krohn 13/01/2023
Por Amanda Krohn

As exportações de carne de frango e suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) do Rio Grande do Sul totalizaram 1,023 milhão de toneladas no ano passado, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 3,74% menor em relação ao ano anterior. As receitas de ambas proteínas somaram US$ 2,136 bilhões em 2022, saldo 16,06% superior ao de 2021.

As exportações de carne suína, em dezembro, alcançaram 28,76 mil toneladas, volume 29,85% maior em relação aos embarques registrados no mesmo mês do ano anterior, que registraram 22,14 mil toneladas. O saldo em dólares no último mês de 2022 chegou a US$ 73,87 milhões, valor 55,43% superior ao obtido no mesmo período de 2021, quando alcançou US$ 47,52 milhões.

O volume acumulado dos embarques gaúchos de carne suína em todo ano passado, registrou 267,36 mil toneladas, quantidade 10,78% menor em relação ao exportado no mesmo período do ano anterior, que foi de 299,66 mil toneladas. As vendas acumularam US$ 625,19 milhões em 2022, valor 12,38% inferior a 2021, que foi de US$ 713,55 milhões.

“Em todo o histórico da suinocultura de exportação, não há um semestre com desempenho tão expressivo quanto o registrado neste fim de ano. O mercado internacional está demandando produtos brasileiros. Este quadro permitiu ao setor recuperar forças e embarcar volumes acumulados em 2022 muito próximos ao que vimos no ano passado, quando registramos recordes de exportações. São divisas fundamentais para a indústria e o país, em um momento de recuperação econômica, tendo em vista que ainda não superamos os impactos das altas dos custos de produção”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Carne de frango gaúcha

O volume embarcado em dezembro do ano passado registrou 59,81 mil toneladas, pequena queda de 0,46% em relação aos embarques registrados no mesmo período do ano anterior, que alcançaram 60,09 mil toneladas. O saldo em dólares das exportações no último mês de 2022 foi de US$ 126,01 milhões. O valor é 23,61% maior que o registrado no mesmo período de 2021, que somou US$ 101,94 milhões.

No balanço do ano passado, os embarques gaúchos de carne de frango alcançaram 755,64 mil toneladas, alta de 7,04% em relação ao volume total exportado no ano anterior, quando alcançou 705,94 mil toneladas. O saldo em dólares das exportações da proteína animal do Rio Grande do Sul em 2022 foi de US$ 1,511 bilhão. A receita é 28,44% superior à obtida em 2021, que somou US$ 1,176 bi. Os números são recordes históricos do Estado.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2023 0 Comentários 428 Visualizações
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