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Projetos especiais

Pesquisa desenvolve tratamento de efluente hospitalar que elimina poluentes nocivos à saúde

Por Jonathan da Silva 21/03/2024
Por Jonathan da Silva

Apesar de essencial à vida no planeta, a água não é de fácil acesso para 4,8 milhões de brasileiros, que ainda vivem sem abastecimento canalizado, de acordo com dados do Censo Demográfico 2022. Para os que têm acesso ao abastecimento, há outra problemática, menos evidente, que é a possível presença de poluentes emergentes na água potável distribuída.

Esses contaminantes são nocivos tanto ao meio ambiente quanto à saúde humana, e podem ser encontrados em efluentes hospitalares, industriais, farmacêuticos e até domésticos. Compostos presentes em medicamentos como analgésicos, antibióticos, hormônios e anti-inflamatórios, produtos de cuidado pessoal como filtros solares, repelentes e cosméticos, além de produtos de limpeza como alvejantes, desinfetantes químicos e solventes, estão entre as substâncias identificadas nesses poluentes.

Considerando que os resíduos hospitalares contribuem significativamente para a liberação desses contaminantes no meio ambiente, o doutorando Diego Rizzana, do Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale, desenvolve a pesquisa Avaliação da degradação de poluentes emergentes pelo processo híbrido de osmose reversa/eletro-oxidação visando ao tratamento de efluentes hospitalares. O estudo objetiva desenvolver um processo de tratamento de efluente hospitalar que degrade (ou seja, decomponha) os contaminantes emergentes, evitando que esses compostos cheguem aos recursos hídricos.

Danos à saúde

Rizzana indica que a presença de poluentes emergentes nos corpos d’água pode causar diversos danos à saúde humana, embora os efeitos específicos dependam das substâncias presentes, suas concentrações e forma e tempo de exposição. “Muitos dos poluentes são substâncias químicas bioativas, o que significa que podem interferir nos sistemas biológicos dos seres humanos. Produtos farmacêuticos, por exemplo, podem afetar hormônios, sistema endócrino e sistema nervoso, mesmo em concentrações muito baixas”, aponta.

Outros males mencionados pelo pesquisador são a resistência bacteriana – desenvolvida em função da presença de antibióticos nos recursos hídricos – e efeitos carcinogênicos e mutagênicos – já que alguns poluentes como produtos químicos industriais e subprodutos de produtos farmacêuticos podem causar câncer ou mutações genéticas, representando riscos a longo prazo.

Métodos e resultados

O estudo aponta que, entre as possíveis tecnologias para remover poluentes emergentes de corpos hídricos e efluentes industriais, está a osmose reversa, processo de separação por membrana que utiliza pressão hidrostática como força motriz. Esse processo, no entanto, apenas separa o poluente, o que exige um local de armazenamento para o concentrado de efluente gerado. Nesse sentido, os processos oxidativos avançados, como a eletro-oxidação, possibilitam a degradação dos poluentes e bactérias presentes no concentrado de osmose reversa.

Para o desenvolvimento da pesquisa em questão, foi coletado efluente do Hospital Municipal de Estância Velha e utilizado um processo de tratamento híbrido, com osmose reversa e eletro-oxidação. Por meio de reações de oxidação eletroquímica, ocorreram transformações estruturais nos compostos, resultando na eliminação de 99% dos poluentes emergentes, em 12 horas de teste. “Essa pode ser considerada uma redução significativa na concentração dessas substâncias nos corpos d’água. Porém, é importante entender que a eficácia dessa mitigação depende de vários fatores, incluindo a toxicidade específica dos poluentes, suas vias de exposição e a sensibilidade dos ecossistemas aquáticos”, destaca Rizzana.

O estudo está sendo desenvolvido no Laboratório Aquário, da Feevale, que conta com tecnologias para desenvolvimento de processos de tratamento de água e efluentes. A próxima fase consistirá na aplicação da metodologia criada combinando radiação ultravioleta e ozônio. “Os resultados buscam obter um efluente tratado com condições adequadas para descarte em corpos d’água, visando o conceito de descarga zero de contaminantes na natureza”, revela o pesquisador.

O orientador do doutorando, professor Marco Antônio Siqueira Rodrigues, lembra que, nos anos de pandemia, os medicamentos tiveram um aumento significativo na sua prescrição e consumo pela sociedade, o que resultou na ampliação da presença de fármacos na água. “Embora a engenharia esteja focada no desenvolvimento de tecnologias que removam os compostos tóxicos da água potável, é importante dizer que a solução para se ter, em nossa casa, uma água de qualidade, é uma mudança de hábitos, como não colocar restos de medicamento no vaso sanitário, economizar água e não descartar resíduos eletrônicos nos arroios”, orienta.

O docente sugere, ainda, que os resultados obtidos pelo projeto contribuem para o desenvolvimento científico em  nível internacional, uma vez que a presença de poluentes emergentes em corpos hídricos atinge, também, a Europa, os Estados Unidos, a Ásia e a América Latina.

Falta de regulamentação

Pesquisas indicam que não há, no Brasil, regulamentação especifica que determine quantidades seguras de poluentes emergentes nos recursos hídricos, motivo pelo qual essas substâncias não são comumente monitoradas por empresas de saneamento. A temática é tratada, parcialmente, na Resolução nº 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 2005, que dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde; e na Portaria nº 888/2021, do Ministério da Saúde, que determina os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Rizzana avalia que, mesmo sem regulamentações específicas, as organizações têm uma responsabilidade moral e ética de minimizar o impacto ambiental de suas atividades.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/03/2024 0 Comentários 407 Visualizações
Cidades

Estudo identifica 165 áreas de perigo no município de Igrejinha

Por Stephany Foscarini 25/04/2022
Por Stephany Foscarini

Buscando fazer o mapeamento de perigo da região do município de Igrejinha, no Rio Grande do Sul, acaba de ser publicado o estudo ‘Carta de Perigo a Movimentos Gravitacionais de Massa’. Coordenado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), o trabalho teve início em 2021 e visa subsidiar as políticas municipais de ordenamento territorial e prevenção de desastres.

Realizado por dois pesquisadores do SGB-CPRM, Renato Mendonça e Raquel Binotto, a elaboração do estudo foi dividida em três etapas. Na primeira, ainda no ano passado, foram definidas, em conjunto com a administração municipal, as áreas que seriam contempladas pelo estudo. Após a seleção das regiões, foi realizada a construção de um modelo de perigo do município a partir da aplicação de técnicas de geoprocessamento.

Em seguida, já em campo, as áreas de perigo foram validadas pelos pesquisadores. Durante esse procedimento, além da verificação da consistência do modelo, também foram atribuídos graus de perigo a cada uma das regiões mapeadas. Por fim, novamente em escritório, após a realização de ajustes na modelagem, foram elaboradas as cartas das 165 áreas de perigo identificadas. De acordo com o coordenador executivo da ação, Julio Lana, foram utilizadas rotinas semi-automatizadas de construção de layouts. “Essas rotinas foram fundamentais para o aperfeiçoamento da padronização dos produtos e também para a melhoria da performance do projeto”, explica.

No relatório, constatou-se um histórico de acidentes com escorregamentos de terra no município. Das 165 áreas cartografadas, 146 se referem a deslizamentos planares, 4 a deslizamentos rotacionais, 4 a quedas de blocos e 11 a fluxo de detritos.

De acordo com o documento, grande parte das áreas de perigo cartografadas estão na porção ao leste do município, região com menor densidade populacional do que as áreas na planície do rio Paranhana, onde as residências estão mais distribuídas. Entretanto, os pesquisadores também apontam que a cidade está em expansão para fora do eixo central, com novas áreas residenciais e comerciais sendo construídas em regiões inadequadas.

O documento apresenta aos gestores municipais quais as áreas mais sujeitas a desenvolverem ou serem atingidas por deslizamentos, fluxo de detritos e queda de blocos de rocha”.

Segundo o texto do relatório, o trabalho deve sofrer revisões periódicas, já que podem surgir novas áreas de interesse ao longo do tempo, especialmente ao longo dos eixos do crescimento urbano. Além disso, o grau de perigo não é estático, podendo sofrer mudanças em função da dinâmica do meio físico. Para Lana, o documento deve contribuir com as políticas de ordenamento territorial e prevenção de desastres. “O documento apresenta aos gestores municipais quais as áreas mais sujeitas a desenvolverem ou serem atingidas por deslizamentos, fluxo de detritos e queda de blocos de rocha”, explica o pesquisador.

O resultado da pesquisa pode ser acessado aqui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/04/2022 0 Comentários 625 Visualizações
Business

Estudo aponta otimismo dos empreendedores gaúchos para 2022

Por Stephany Foscarini 15/02/2022
Por Stephany Foscarini

É com otimismo que empreendedores gaúchos projetam 2022. Estudo do Sebrae RS aponta que 65% das pequenas empresas creem na melhora do ramo de atividade e 53% no avanço da economia do Estado. Além disso, 43% pretendem expandir o negócio e 38% devem mantê-lo. Os índices positivos contrastam significativamente frente apenas 2% que pretendem reduzir e 4% que vislumbram encerrar as atividades na temporada de 2022.

Os dados são da 19ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios e foram colhidos entre 20/12/2021 e 24/01/2022 com nível de confiança de 95%.

Finanças e pessoal

A perspectiva favorável para os negócios vem acompanhada da expectativa de aumento no faturamento para 80% dos entrevistados. Desses, 58% acreditam que o aumento será de até 30%.

Em relação a financiamento, a pesquisa aponta que 38% das empresas pretendem buscar recursos financeiros em 2022. Destes, 58% têm como finalidade a obtenção de capital de giro, e, 37% a aquisição de máquinas e equipamentos. Outros 25% querem investir em inovação e 10% em energias renováveis como uma alternativa para a redução dos custos fixos de produção, em especial nos setores de agronegócio e indústria. A tendência é ligeiramente maior que os dados de 2021, quando uma em cada três empresas buscou crédito, sendo 63% com a finalidade de pagar contas ou dívidas. O valor médio obtido foi de R$ 93,6 mil.

Em relação à ocupação de trabalhadores, o aumento de pessoal é planejado para 39% das empresas, 4 pontos percentuais a mais em relação aos negócios que pretendem manter o atual quadro funcional (35%). Apenas 3% dos respondentes informam a intenção de reduzir o número de colaboradores.

Reinvenção em 2021, desafios e retomada em 2022

O empreendedorismo gaúcho tem demonstrado grande resiliência, apesar dos enormes desafios, com empresas chegando inclusive a construir novas trajetórias de negócios para se manterem competitivas”.

O diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy, explica que ao longo dos dois últimos anos, a organização seguiu monitorando os pequenos negócios gaúchos com o objetivo de entender como os impactos deste período desafiador foram absorvidos, como incidiram nas operações das empresas e como o Sebrae RS poderia ajudar os empreendedores a superarem os efeitos da crise. “O empreendedorismo gaúcho tem demonstrado grande resiliência, apesar dos enormes desafios, com empresas chegando inclusive a construir novas trajetórias de negócios para se manterem competitivas”, explica.

O estudo do Sebrae RS confirmou ainda que a remodelagem dos negócios figurou como um dos principais ensinamentos de 2021. Nada menos que 51% dos entrevistados reformularam suas atividades no ano passado, sendo as quatro principais novas estratégias adotadas a utilização de ferramentas digitais para vendas e relacionamento com os clientes (58%), adoção do trabalho remoto (32%), readequação de estrutura física (32%), e mudança de produto/serviço (22%).

Os desafios para as empresas, contudo, continuam. Apesar do esquema vacinal gaúcho seguir avançando, o desenvolvimento da variante Ômicron e o desgaste econômico e operacional por parte dos pequenos negócios no terceiro ano de pandemia representam importantes desafios para 2022. A retomada que vinha sendo observada nos últimos meses de 2021 perdeu fôlego no início do ano. Em janeiro, 39% das pequenas empresas indicaram redução no faturamento, enquanto em novembro este percentual era de 29%. Atualmente, uma em cada quatro (25%) estão com dificuldade de manter-se em funcionamento. Para os 38% das empresas que estão aquém de sua margem normal de operação, em relação ao período anterior à pandemia (2019), o tempo estimado para recuperação é entre 6 e 12 meses.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/02/2022 0 Comentários 566 Visualizações
Variedades

Maior feira virtual de intercâmbio do mundo acontece no dia 24 de março

Por Caren Souza 16/03/2021
Por Caren Souza

Com ingresso gratuito e exclusivo para brasileiros, a feira internacional de educação acontece no dia 24 de março (quarta-feira), das 16 às 20 horas, na plataforma da The Student World Virtual Fair, a maior do mundo no segmento de intercâmbio. Estudantes e profissionais de todo o Brasil poderão passear por estandes de agências governamentais e universidades ranqueadas entre as 300 melhores do mundo.

O modelo conquistou a preferência dos estudantes e das instituições de ensino.

Os visitantes encontrarão todas as informações necessárias para a sua viagem de estudos, em todas as modalidades de cursos. Mesmo após a pandemia, a marca global gigante no setor de intercâmbio decidiu seguir realizando as suas feiras em plataforma virtual. A tecnologia desenvolvida por eles recria o ambiente de feira presencial.

Para participar basta ter um computador ou smartphone ligado à Internet e, em poucos cliques, os visitantes poderão interagir durante quatro horas com agências governamentais, escolas de idiomas e representantes de 87 instituições de ensino de 14 países. As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo link https://thestudent.world/brazil/pressbr

Na plataforma virtual será possível encontrar informações sobre todas as modalidades de cursos (idiomas, high school, graduação, pós, mestrado, doutorado, MBA e técnicos). Os países mais procurados pelos brasileiros para intercâmbio, segundo a pesquisa BELTA 2020, estão confirmados para o evento. São eles: Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Também participam da feira: Espanha, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Itália, Portugal, República Tcheca, Suécia, Japão e Coreia do Sul.

A tecnologia desenvolvida pela FPP EDU Media desde 2015 é única no setor de intercâmbio e está possibilitando fomentar o segmento e o sonho de profissionais e estudantes que buscam qualificação e novas vivências no exterior.

Com experiência de 22 anos em feiras presenciais, realizadas até o início da pandemia, em 50 cidades de todos os continentes, o CEO da empresa, Sebastian Fernandes, diz que o formato virtual chegou para ficar. “O modelo conquistou a preferência dos estudantes e das instituições de ensino pelo acesso ‘mais democrático’, crescimento da participação de escolas de idiomas e universidades, além dos benefícios de praticidade, segurança, conforto e redução de custos”, explica.

Para Fernandes, quanto mais longa a pandemia mais cresce a vontade das pessoas de buscar experiências em um outro país. “No ano passado realizamos uma pesquisa com 4,5 mil estudantes brasileiros e 83% deles disseram que seguem com os planos de estudar no exterior, mesmo que tenham que adiar a data de início”, diz.

“A feira virtual que vamos realizar no dia 24 é uma oportunidade feita sob medida para atender essa demanda. A plataforma foi pensada detalhadamente para que os visitantes possam realmente ter a experiência de passear por uma feira, sem sair do conforto da sua casa”, avalia Fernandes.

Os visitantes terão a oportunidade de interagir durante quatro horas com quase 90 instituições de ensino de diferentes continentes. Essas instituições estarão online, ao mesmo tempo, em um único lugar para conversar por texto, áudio ou vídeo com pessoas de qualquer parte do Brasil. Inscrições e informações pelo link https://thestudent.world/brazil/pressbr

Fonte: Assessoria
16/03/2021 0 Comentários 668 Visualizações
prematuro
Saúde

Covid-19 aumenta risco de parto prematuro, confirma estudo

Por Gabrielle Pacheco 07/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

No início de dezembro, a imprensa noticiou o nascimento prematuro da pequena Raika, filha do DJ Alok e de Romana Novais. O casal havia anunciado ter contraído o Covid-19 poucos dias antes do nascimento do bebê. Desde o início da pandemia, os médicos perceberam que uma parcela das gestantes com Covid-19 evoluiu para partos prematuros.

Os estudos estão em andamento, mas segundo uma revisão de várias pesquisas, publicado recentemente na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, esses desfechos podem estar relacionados à vulnerabilidade das gestantes a infecções respiratórias graves. O estudo apontou que 41% dos partos ocorreram antes de 37 semanas e 15% antes de 34 semanas.

De acordo com os pesquisadores, uma das teorias é que devido às mudanças adaptativas fisiológicas durante a gravidez, como o aumento do consumo de oxigênio, edema da mucosa do trato respiratório e elevação do diafragma, as gestantes têm menos tolerância à hipóxia (falta de oxigênio). A boa notícia é que a transmissão vertical, ou seja, quando a mãe transmite o vírus para o bebê, é raríssima.

Infelizmente, a prematuridade pode trazer algumas complicações oftalmológicas para o bebê, como a retinopatia da prematuridade (ROP). Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, a ROP é uma das principais causas de cegueira infantil, que podem ser prevenidas e está relacionada à imaturidade orgânica do prematuro.

Idade gestacional e baixo peso

“A ROP é uma doença vasoproliferativa que surge como resultado de uma vascularização inadequada da retina dos bebês pré-termo. Quanto mais prematuramente o bebê nascer, maior o risco de ter a ROP”, diz.

De acordo com dados das Diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB), a ROP é uma das principais causas de cegueira prevenível na infância. A incidência da patologia em bebês com peso inferior a 1,2 Kg é de 68%. Os dois fatores de risco mais importantes são a idade gestacional, baixo peso e oxigenioterapia.

Cuidados Neonatais

A boa evolução de um bebê prematuro depende, sobretudo, da disponibilidade de recursos na maternidade em que nasceu. Para isso, a presença de um oftalmopediatra nas unidades neonatais é de extrema importância. “Existe um período, uma janela de oportunidade, para tratar a retinopatia da prematuridade. A recomendação é que o bebê prematuro seja avaliado por um oftalmopediatra entre a 31ª e 33ª semana de idade gestacional ou entre a 4ª e 6ª semana de vida”, comenta Dra. Marcela.

“Vale lembrar ainda que os prematuros têm 46% de chance de apresentarem outras condições oftalmológicas, como estrabismo, nistagmo e erros refrativos. Portanto, o acompanhamento com um oftalmopediatra independe de o bebê apresentar ou não a retinopatia da prematuridade”, ressalta a médica.

Desenvolvimento Visual

“O bebê prematuro precisará de consultas com o oftalmopediatra de forma rotineira, até que a visão esteja completa, por volta dos sete ou oito anos, mesmo que não apresente nenhum problema na maternidade”, finaliza Dra. Marcela.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
07/12/2020 0 Comentários 735 Visualizações
ISTs
Saúde

Estudo vai mapear comportamentos e práticas sobre ISTs no RS

Por Gabrielle Pacheco 30/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

Um estudo pioneiro e coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento vai percorrer 56 municípios do Rio Grande do Sul para mapear o comportamento, as práticas e os cuidados que a população gaúcha mantém em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), por meio do Projeto Atitude. Assim, além de responder a questionamentos, os participantes serão testados para HIV, sífilis e hepatites B e C. Dessa forma, o principal objetivo é identificar os motivos pelos quais o RS aparece em primeiro lugar nos casos de HIV e outras ISTs no país. É a primeira vez que uma pesquisa desse tipo acontece no Brasil.

Os pesquisadores iniciaram a coleta de dados nesta segunda-feira (30), véspera do Dia Mundial de Combate à AIDS e ponto de partida para as ações do Dezembro Vermelho. Assim, o Projeto Atitude deve entrevistar 8,2 mil pessoas no Rio Grande do Sul e começou pelo sul do Estado, nos municípios de Pelotas e Capão do Leão. As equipes – compostas por entrevistadores e por um técnico de enfermagem – foram treinadas e os profissionais estão identificados com coletes e crachás com fotos. A iniciativa é desenvolvida em conjunto com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e conta com a parceria da Secretaria Estadual da Saúde.

Combate às ISTs

Para o superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Moinhos de Vento, Luis Eduardo Ramos Mariath, além de ampliar a testagem da população gaúcha com relação às ISTs, o foco da pesquisa é compartilhar com a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Saúde subsídios que poderão embasar as políticas públicas de combate às ISTs/HIV-Aids no Rio Grande do Sul. “É nosso compromisso utilizar da expertise do Hospital Moinhos de Vento para contribuir com o desenvolvimento da ciência nacional e apoiar o setor público para chegar às melhores decisões, que irão impactar diretamente na vida das pessoas que mais precisam”, destaca.

A liderança do projeto, a epidemiologista Eliana Wendland reforça que além de direcionar as ações de controle da epidemia de HIV/AIDS, sífilis e hepatites virais no Rio Grande do Sul, o projeto fortalece a vigilância epidemiológica dessas doenças. “A estratégia de ir até a casa das pessoas vai facilitar o acesso aos testes sorológicos. É importante a resposta à entrevista, pois permitirá identificar grupos de maior risco, servindo de subsídio para o desenvolvimento de estratégias de prevenção direcionadas a estas populações”, conclui.

A médica Maria Leticia Ikeda, coordenadora adjunta da Política Estadual de IST/Aids, acrescenta que “conhecendo como as pessoas se comportam e quais os seus conhecimentos em relação às ISTs e HIV, poderemos trabalhar nas lacunas destes conhecimentos, instrumentalizando os indivíduos para um cuidado mais apropriado, contribuindo assim para a redução dos nossos índices — que, embora venham reduzindo, ainda se encontram em patamares acima dos nacionais”.

Mortalidade alta no RS

Dados da Secretaria Estadual da Saúde de 2019 indicam que o Rio Grande do Sul apresenta a maior taxa de mortalidade por Aids no país, com nove óbitos por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 4,8 óbitos. Já a taxa de infecção de HIV em gestantes também é a maior do Brasil, com 9,5 casos para cada mil nascidos vivos, sendo em 2,8 o indicador nacional. O RS tem a segunda maior taxa de detecção de sífilis adquirida no país, com 116 casos por 100 mil habitantes — o indicador nacional é de 58 — e a terceira maior incidência de sífilis congênita em menores de um ano, com 14,2 casos a cada 1 mil nascidos vivos, quando a taxa brasileira é 8,6.

Municípios participantes da pesquisa
Alvorada
Ametista do Sul
Antônio Prado
Arroio do Meio
Boa Vista do Incra
Cachoeira do Sul
Cachoeirinha
Campos Borges
Canoas
Capão do Leão
Caxias do Sul
Chuí
Colorado
Entre-Ijuís
Esteio
Farroupilha
Flores da Cunha
Gravataí
Guabiju
Guaíba
Ibirubá
Ijuí
Iraí
Jaguari
Lajeado
Maçambará
Marau
Morro Redondo
Nova Pádua
Nova Prata
Novo Hamburgo
Palmeira das Missões
Panambi
Passo Fundo
Pelotas
Pinhal Grande
Pinheiro Machado
Porto Alegre
Porto Xavier
Quaraí
Rio Grande
Roca Sales
Sananduva
Sant’Ana do Livramento
Santa Cecília do Sul
Santa Cruz do Sul
Santa Maria
São Borja
São Leopoldo
Sapucaia do Sul
Sarandi
Taquaruçu do Sul
Uruguaiana
Vale Verde
Viamão
Westfália

Foto: Luan Pedrotti/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/11/2020 0 Comentários 585 Visualizações
cães e gatos
Variedades

Estudo traça perfil de cães e gatos recolhidos em Novo Hamburgo

Por Gabrielle Pacheco 01/10/2020
Por Gabrielle Pacheco

A estudante Bruna Scherer, do curso de Medicina Veterinária da Feevale, traçou um perfil epidemiológico dos cães e gatos recolhidos pelo Centro Municipal de Proteção aos Animais (Cempra), de Novo Hamburgo, no período de 2017 a 2019. O estudo foi realizado em parceria com os médicos veterinários Deisy Cristina Heck, Karen Silveira de Souza e Maicon Faria, do Cempra, e com a médica veterinária Andréia Henzel, professora orientadora.

O trabalho lembra que a população de cães e gatos tem aumentado progressivamente no Brasil. Em 2018 foram contabilizados 54,2 milhões de cães e 23,9 milhões de gatos no país. “Os benefícios que os pets trazem aos seus tutores são amplamente conhecidos, no entanto, em alguns casos ocorrem práticas como maus-tratos, abuso e abandono. Felizmente essas situações geralmente são reportadas e geram punições”, afirma Bruna, acrescentando que nesta semana foi sancionada uma lei que aumenta a pena para quem maltratar cães e gatos. A pena passa a ser de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda de animais. Antes, o máximo era de três meses a um ano de detenção, mais multa.

Para o trabalho, a estudante analisou fichas cadastrais de pedidos de recolhimentos de cães e gatos do Cempra, entre 2017 e 2019. Foram registrados 737 pedidos em 2017 e 1.300 em 2018. Em 2019, devido à inserção da estudante no local, foi possível realizar um detalhamento das solicitações. Nesse ano, dos 1.223 pedidos, 36% (445) foram atendidos; os demais não foram considerados, pois em algumas solicitações o animal possuía tutor – foi recolhido por ONG ou por morador local – ou não foi encontrado.

CASTRAÇÃO É A SOLICITAÇÃO MAIS FREQUENTE

O Cempra, que está localizado na Estrada do Walahay, 1400, no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, recolhe animais não castrados e/ou que apresentam complicações anatômicas, morfológicas, nutricionais e/ou infecciosas. Das 445 solicitações atendidas no ano passado, foram recolhidos 910 animais, já que normalmente mais de um animal é atendido em um único pedido, totalizando 79,1% (720) cães e 20,9 % (190) gatos.

Nos cães, casos de cegueira, claudicação e desidratação foram reportadas em 9,8% das vezes e atropelamento em 9,3%. Além disso, a solicitação por castração foi a mais frequente, correspondendo a 70,8% das vezes. Foram observados, também, casos de miíases (infestação parasitária), feridas, presença de espinhos de ouriço, prenhes e nódulos, sugestivos de tumor. Ainda houve casos suspeitos de cinomose, parvovirose e leishmaniose. Para gatos, a castração também foi a solicitação mais frequente, totalizando 85,8% dos casos, seguida de claudicações e/ou feridas (11,6%) e atropelamentos (2,6%).

Segundo Bruna, a castração contabilizada pelo Cempra não é suficiente para reduzir as populações de cães e gatos no município. Além disso, questões orçamentárias para atendimento veterinário, viagens e falta de conhecimento e tempo dos tutores levam ao abandono dos animais. “Programas de educação e conscientização da população em prol da saúde pública e bem-estar da população animal e humana podem ser soluções para reverter esse cenário”, ressalta a estudante.

Já a professora Andréia Henzel, que trabalha essa temática na disciplina de Bioética do curso de Medicina Veterinária, diz que o abandono de animais sensibiliza os futuros profissionais, pois é contrário aos princípios básicos da bioética. Outros temas, como acumuladores de animais e abuso, e os que envolvem veterinários – comercialização de produtos restritos à área, alteração de produtos alimentícios e negligência – também são abordados, na premissa de formar profissionais éticos associados ao viés técnico, científico, crítico e reflexivo”, destaca.

SAIBA MAIS

A pesquisa resultou em um trabalho científico que será apresentado no Inovamundi 2020, programa de difusão do conhecimento científico e extensionista da Universidade Feevale, que ocorrerá de 17 a 24 de outubro. Organizado pela Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (Proppex), o Inovamundi visa estimular a produção, a divulgação e a discussão de conhecimentos científicos, tecnológicos, sociais e de inovação desenvolvidos no contexto universitário e na Educação Básica.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/10/2020 0 Comentários 651 Visualizações
Variedades

Estudo revela dados sobre a população em situação de rua em Novo Hamburgo

Por Gabrielle Pacheco 25/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

A principal dificuldade de viver na rua é enfrentar o preconceito e a violência – relata a pesquisa responsável pelo censo da população em situação de rua de Novo Hamburgo, realizada pela Universidade Feevale em parceria com o Centro de Referência Especializado na População em Situação de Rua de Novo Hamburgo (Centro Pop). O estudo População em situação de rua de Novo Hamburgo: vivências, demandas e possibilidades de intervenção, conta com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social de Novo Hamburgo (SDS), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A equipe de trabalho da pesquisa contou com a participação de 15 pessoas, entre trabalhadores do Centro Pop, do Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas), professores e estudantes dos cursos de Psicologia, Enfermagem e Jornalismo da Instituição. Foram entrevistadas, de abril a dezembro de 2019, 170 de 215 pessoas que vivem em situação de rua em Novo Hamburgo, sendo 86,5% homens e 13,5% mulheres, com idade média de 39 anos.

Segundo os dados, dentre os motivos que levaram essas pessoas a viver na rua estão: problemas familiares (70,6%), álcool e drogas (45,3%), e desemprego (19,4%). “Tais números apresentam que muitas dessas trajetórias de vida, anteriormente à ida para as ruas, são marcadas por violações de direitos e pela falta de acesso às diferentes políticas públicas, perpassando o acesso à educação, trabalho e rede de proteção social”, afirma a coordenadora da pesquisa, Carmem Giongo.

Na perspectiva dos entrevistados as principais melhorias no atendimento à população em situação de rua são: políticas de trabalho e renda (48,8%), novos projetos e serviços (32,9%) e políticas de moradia/habitação (30%). Mais da metade dos participantes já deixaram de estar em situação de rua e retornaram.

Sabe-se que existem determinadas dificuldades de as pessoas em situação de rua possuírem acesso à educação. De acordo com a pesquisa, mais de 60% dos entrevistados afirmam que não concluíram o Ensino Fundamental e 81,2% declaram que gostariam de aprender algo novo ou aprimorar conhecimentos já existentes. Em decorrência disso, o estudo aponta que 98,2% das pessoas que participaram da iniciativa não possuem emprego formal.

Estudo lança cartilha com resultados

A fim de tornar acessível à população e aos governos o estudo realizado, foi desenvolvida uma cartilha, que apresenta os resultados obtidos na pesquisa. O material, composto pela equipe que integra o grupo de pesquisador, pode ser conferido no site.

“Espera-se que estes dados contribuam para a desmistificação de discursos provenientes do senso comum, que, muitas vezes, discriminam, excluem e isolam. Que esses dados também possam subsidiar novas políticas públicas e fortalecer as ações municipais já existentes e que a voz da população em situação de rua ecoe através desta cartilha e de diversas outras ações que se somam a este trabalho”, finaliza a professora Carmem.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/08/2020 0 Comentários 667 Visualizações
Business

Mais da metade das empresas brasileiras prevê recuperação para o médio-longo prazo

Por Gabrielle Pacheco 18/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Pesquisa da Boa Vista, parceira de negócios da CDL Porto Alegre, realizada com empresários, de todo o Brasil, demonstra que a fotografia do cenário atual é de cautela e pouco otimismo. Após três meses do início da crise, 57% das empresas acreditam que vai demorar ainda meio ano ou mais para a recuperação dos negócios. A forte retração das vendas (77%) reflete negativamente no faturamento de 78% das empresas e de 76% no fluxo de caixa. A pesquisa ouviu 1.260 empresários dos setores indústria, comércio e serviços, em todas as regiões do País.

No que se refere ao quadro de funcionários, mesmo com a crise, 59% das empresas informam que não demitiram. Por outro lado, apenas 3% delas contrataram e 38% diminuíram o quadro funcional, principalmente no setor da indústria e nas médias e grandes empresas. As principais ações para diminuição de quadro foram: demissão (50%), suspensão temporária de contrato (26%) e redução da jornada (24%).

O levantamento também constatou que, em média, 45% das empresas estão pagando apenas parte de seus compromissos. Os micro e pequenos empresários são os que mais vêm sofrendo esse impacto, pois o fluxo de caixa dos mesmos é naturalmente menor.

Busca por crédito

Em média, 39% das empresas buscaram por apoio financeiro, inclusive, em mais de uma instituição. Os bancos privados foram os mais procurados (40%), seguidos de instituições públicas (21%) e procura por familiares e amigos (14%).

Perguntados sobre obtenção de crédito, 49% dos empresários já conseguiram ou estão em vias de receber o crédito solicitado. Mesmo assim, quase metade não obteve sucesso nesta busca (51%). Entre os fatores estão o desconhecimento dos programas do governo (24%) e as exigências impostas (23%), aquém das possibilidades principalmente das PMEs.

Para 38% das empresas que adquiriram empréstimo, os recursos serão destinados para alavancar o capital de giro e 37% disseram que o destino será o pagamento de dívidas. Mesmo conseguindo o crédito, para 78% das empresas, o valor concedido será insuficiente para “cobrir” todas os compromissos financeiros.

Metodologia

A Pesquisa ‘Fotografia atual dos negócios, acesso aos programas de apoio aos empresários e perspectivas de recuperação’ foi realizada em junho, com 1.260 empresários, representantes dos setores do Comércio, Indústria e Serviços, de todas as regiões do Brasil. Para a leitura dos resultados considerar cerca de 2 p.p. (pontos percentuais) de margem de erro e 90% de grau de confiança.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2020 0 Comentários 535 Visualizações
Business

Pesquisa indica que 76% dos pequenos negócios já estão funcionando

Por Gabrielle Pacheco 18/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Os donos de pequenos negócios, pela primeira vez desde o início da pandemia no país, apresentaram uma melhora no otimismo quanto ao retorno à normalidade da economia. Com a flexibilização do isolamento social em todo o país e o movimento de reabertura dos estabelecimentos em grande parte dos estados, as micro e pequenas empresas começam a dar sinais de reação diante da crise. Esse retrato mais favorável é revelado pela 6ª edição da Pesquisa de Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, em parceria com a FGV, entre os dias 27 e 30 de julho. No levantamento, 76% dos 6.506 empresários participantes, afirmaram que os negócios voltaram a funcionar, sendo a maioria (63%) de forma diferente da que funcionava antes da crise. A pesquisa também constatou que houve uma melhora no nível de endividamento dos pequenos negócios. Enquanto no final junho, 40% dos empresários possuíam empréstimos ou dívidas em atraso, um mês depois, esse percentual caiu para 36%.

A 6ª pesquisa de impacto colheu dados de forma online de empresários de todos os 26 estados e DF, sendo 57% Microempreendedor Individual (MEI), 38% Microempresa e 5% Empresa de Pequeno Porte. Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, um novo cenário começa se a desenhar com melhores expectativas para os donos de pequenos negócios. “Não temos dúvida da relevância dos pequenos negócios para a retomada econômica do país e da força e capacidade desses empresários. A boa notícia é que já conseguimos enxergar o começo de uma recuperação, mesmo que lenta e variável entre os diferentes segmentos. O importante agora é manter esse ritmo positivo daqui para frente”, destacou.

O levantamento do Sebrae também revelou um expressivo crescimento na proporção de empresas que buscaram empréstimos desde o início da crise. Entre a última semana de março e a última semana de julho, o percentual de pequenos negócios que buscou crédito saltou de 30% para 54%. Entretanto, observa-se que esse aumento na procura não tem sido acompanhado, na mesma velocidade, pela oferta de recursos por parte do sistema financeiro. A pesquisa mostrou que 56% dos empreendedores tiveram seus pedidos de empréstimo negados.

Inovação

Ainda de acordo com a pesquisa, a busca pela inovação e digitalizaçãodas empresas (em especial dos canais de venda), deixou de ser uma tendência e se tornou realidade para 66% dos pequenos negócios. Entre as diferentes plataformas, a versão comercial do Whatsapp é a ferramenta digital mais procurada. 46% dos empresários ouvidos já usavam o aplicativo antes da crise e 12% aderiram a esse sistema após a chegada da pandemia.

Local da empresa faz diferença

O levantamento indica que as empresas situadas em locais com maior risco de aglomerações enfrentam mais dificuldade de voltar a funcionar. É o caso das empresas que estão localizadas dentro de feiras ou shoppings populares (42% ainda estão com o funcionamento interrompido) e aquelas que funcionam em algum tipo veículo, como uber e transporte escolar (38% ainda estão fechados). Nesse sentido, os pequenos negócios que funcionam em lojas de rua apresentam o melhor desempenho (apenas 12% deles continuam fechados).

Confira abaixo outros dados da pesquisa

  •  Houve redução de 84% para 81% na proporção de empresas que afirmam que estão sofrendo uma diminuição no seu faturamento. O volume dessa perda de faturamento também registrou uma pequena redução de -51% para -50%.
  • Entre os segmentos mais afetados pela crise, o Turismo apresentou uma leve melhora nas perdas do faturamento, de -76% para -74%.
  • Outros segmentos que apresentaram melhoras no faturamento: Indústria de Base Tecnológica (de -45% para -35%); Saúde (de -46% para -36%), Moda (de – 56% para -50%), Serviços de Alimentação (de -56% para – 51%), Indústria Alimentícia (de – 40% para – 37%).
  • Entre os segmentos que tiveram piora destacam-se: Pet Shop e Serviços Veterinários (de – 24% para – 37%), Agronegócio (de -37% para – 45%), Energia (de – 49% para – 57%), Artesanato (de – 44% para – 47%) e Logística e Transporte (de – 53% para – 58%).
  • A maioria das empresas (62%) conhecem e já implementaram os protocolos de segurança definidos pelo poder público para o funcionamento da sua atividade.
  • As empresas em locais com maior risco de aglomeração têm mais dificuldade de funcionar. Sendo assim, as empresas que funcionam dentro de feiras ou shopping populares e aquelas que funcionam em algum veículo como Uber e Transporte Escolar, estão sofrendo mais com a pandemia.
  • 41% dos Microempreendedores Individuais (MEI) trabalham em casa e 52% das micro e pequenas empresas funcionam em loja/sala de rua.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2020 0 Comentários 614 Visualizações
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