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diabetes

Projetos especiais

Ambulatório de Santa Cruz promove festa junina educativa para pacientes com diabetes

Por Jonathan da Silva 25/06/2026
Por Jonathan da Silva

Cerca de 60 pacientes participaram de uma festa junina educativa promovida pelo Ambulatório de Diabetes de Santa Cruz do Sul na tarde desta quarta-feira (24), espaço vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesa). Realizada na sede do serviço, localizada na Rua Capitão Pedro Werlang, 59, no Centro da cidade, a atividade teve como objetivo orientar pessoas com diabetes sobre o consumo de alimentos típicos das festividades juninas, demonstrando que a doença não impede a participação nas celebrações quando há controle alimentar e acompanhamento adequado.

A programação reuniu integrantes dos grupos de educação em diabetes, realizados três vezes por semana pelo ambulatório. Com decoração temática, pescaria e distribuição de quitutes tradicionais, a atividade buscou associar momentos de lazer à conscientização sobre o autocuidado e a alimentação.

Orientação nutricional durante as brincadeiras

Uma das principais atrações do evento foi a pescaria educativa. Os participantes pescavam alimentos típicos das festas juninas, como pipoca, pinhão, paçoquinha, cri-cri e bolo de fubá, e recebiam orientações sobre as quantidades recomendadas para consumo.

Segundo a nutricionista Giovana Bittencourt, a iniciativa teve como proposta esclarecer dúvidas frequentes sobre a alimentação de pessoas com diabetes. “O segredo é a porção e não o tipo de alimento”, explicou Giovana.

Para complementar as orientações, a profissional elaborou um material com informações nutricionais dos alimentos típicos das festas juninas, incluindo dados sobre calorias, carboidratos, proteínas, gorduras e fibras, além de equivalências nutricionais entre os produtos.

O que é realizado no espaço

Referência regional no atendimento a pacientes insulinodependentes, o Ambulatório de Diabetes atende aproximadamente 800 pessoas por mês. Conforme a nutricionista Giovana Bittencourt, a proposta do trabalho desenvolvido pela equipe é incentivar hábitos que contribuam para o controle da doença e a prevenção de complicações. A especialista destacou ainda a importância do monitoramento da glicemia para evitar problemas de saúde associados ao diabetes, como comprometimento renal, alterações na visão e amputações. “Mais do que orientar sobre medicamentos e o controle da glicemia, nosso objetivo é ajudar a pessoa com diabetes a conviver de forma saudável com a doença”, afirmou Giovana.

Participação de diferentes serviços

A organização da atividade envolveu toda a equipe do ambulatório, sob coordenação da responsável técnica Carmen Hamid. Os profissionais participaram da preparação da programação e das ações educativas realizadas durante o encontro.

O evento contou também com a presença do Escritório do Idoso, que distribuiu materiais informativos sobre seus serviços e atividades. A ação integrou ainda a programação do Junho Violeta, campanha voltada à conscientização sobre a prevenção e o enfrentamento da violência contra a pessoa idosa.

Segundo a nutricionista Giovana Bittencourt, a proposta da atividade foi reunir informação e práticas de educação em saúde em um ambiente de convivência. “Mais do que orientar sobre medicamentos e o controle da glicemia, nosso objetivo é ajudar a pessoa com diabetes a conviver de forma saudável com a doença”, pontuou Giovana.

Foto: Ana Souza/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 43 Visualizações
Projetos especiais

Videocast com Falcão resgata trajetória do Instituto da Criança com Diabetes no RS

Por Jonathan da Silva 08/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul lançou, em março, o videocast “ICD Educa”, com o objetivo de disseminar informações sobre o diabetes tipo 1 e apoiar pacientes e familiares. No terceiro episódio, já disponível no canal da entidade no YouTube, a instituição revisita quase três décadas de atuação no estado, destacando a criação e consolidação de um modelo de atendimento interdisciplinar. O conteúdo conta com a participação do ex-jogador e presidente do Conselho de Administração do instituto, Paulo Roberto Falcão, do diretor-presidente, endocrinologista Dr. Balduino Tschiedel, e da conselheira Maria Tereza Brenner Lima, que relatam a trajetória da organização e os impactos na saúde pública.

Durante o episódio, o diretor-presidente, endocrinologista Dr. Balduino Tschiedel, relembra o cenário que motivou a criação da instituição, em 1998, a partir de mobilização da sociedade gaúcha. “Não tinha nada. As crianças apareciam direto na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ou na internação, quando já estavam em estado grave. Não existia ambulatório especializado, nem acompanhamento contínuo”, pontuou Tschiedel.

Resgate histórico

O Instituto da Criança com Diabetes foi criado com a proposta de oferecer atendimento estruturado a crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, em um contexto em que o acompanhamento era limitado e fragmentado. Desde o início, a entidade adotou um modelo que integra diferentes especialidades em um único espaço e associa o atendimento clínico à educação em diabetes.

Segundo o diretor-presidente, endocrinologista Dr. Balduino Tschiedel, a educação é parte central do tratamento. “O diabetes é a doença das 24 horas. Sem educação, não há controle, e não há prevenção de complicações”, afirmou Tschiedel.

Ao longo dos anos, o instituto estruturou um atendimento interdisciplinar em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde. A atuação envolve 12 especialidades e programas de orientação para pacientes e familiares.

Resultados alcançados

De acordo com dados apresentados pela instituição, já foram realizados mais de 510 mil atendimentos, com acompanhamento de mais de 5,4 mil crianças e jovens. Entre os resultados apontados está a redução de 94,7% nas internações hospitalares entre os pacientes atendidos.

A participação do presidente do Conselho de Administração do instituto, Paulo Roberto Falcão, no episódio também aborda a importância da conscientização sobre a doença. “Foi um momento também de sensibilidade minha. E, evidentemente, a causa é muito justa e muito séria”, comentou Falcão.

Se for bem tratado e com disciplina, é possível viver bem e fazer muitas coisas, inclusive praticar esportes. Isso precisa ser mais falado”, ressaltou Paulo Roberto Falcão.

Conteúdo do videocast

O ICD Educa foi lançado como uma iniciativa de comunicação voltada à educação e ao debate sobre o diabetes tipo 1. Além do episódio com os fundadores, o canal conta com outros conteúdos, incluindo uma entrevista com o jornalista Tom Bueno e um episódio sobre as particularidades da doença em meninas e mulheres, com participação das endocrinologistas Adriana Fornari e Suzana Coelho Lavigne.

O acesso ao videocast é gratuito e pode ser feito pelo canal do Instituto da Criança com Diabetes no YouTube.

Foto: ICDRS/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/04/2026 0 Comentários 180 Visualizações
Saúde

Fórum em Porto Alegre debate relação entre diabetes e riscos cardiovasculares e renais

Por Jonathan da Silva 10/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul participa, nos dias 17 e 18 de março, do I Fórum de Diabetes, Doenças Cardiovasculares e Renais, realizado no Hotel Hilton Porto Alegre, na capital gaúcha. O encontro é promovido pelo Vozes do Advocacy, com patrocínio da Boehringer, e reúne associações de diabetes de todo o país, especialistas e representantes do poder público para discutir diagnóstico precoce, prevenção de complicações e estratégias de cuidado relacionadas ao diabetes tipos 1 e 2 e seus impactos no sistema de saúde.

A proposta do evento é promover um debate técnico e institucional sobre a relação entre o diabetes e o aumento do risco de doenças cardiovasculares e renais, conectando evidências clínicas, experiências de atendimento e propostas para qualificar as linhas de cuidado tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na saúde suplementar.

Participação do ICDRS

O Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul integra o fórum por fazer parte do Vozes do Advocacy e por sua atuação no atendimento a crianças e adolescentes com diabetes tipo 1. A instituição acumula quase 30 anos de experiência e já atendeu mais de 5 mil pacientes.

Segundo o diretor-presidente do Instituto da Criança com Diabetes do RS, médico endocrinologista Balduino Tschiedel, a participação no evento busca ampliar o debate sobre prevenção e acompanhamento da doença. “Queremos fortalecer a educação em diabetes e ampliar a discussão sobre prevenção de complicações cardiovasculares e renais, com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado em todos os níveis de atenção”, afirma Tschiedel.

Programação do encontro

No primeiro dia do fórum, em 17 de março, a programação será dedicada a atividades de capacitação. Estão previstos painéis sobre diagnóstico, tratamento, custos das complicações associadas ao diabetes e a jornada do paciente nos sistemas público e privado de saúde.

No segundo dia, 18 de março, o foco será o debate com gestores e lideranças sobre o cenário nacional da doença. Entre os temas previstos estão as barreiras de acesso a exames e terapias e estratégias para conter o avanço das complicações relacionadas ao diabetes no Brasil, no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre.

Debate sobre prevenção

De acordo com a presidente do Vozes do Advocacy, Vanessa Pirolo, a prevenção e o acompanhamento precoce são fatores importantes para reduzir complicações associadas à doença. “Quando o sistema investe em diagnóstico e manejo precoce, reduz desfechos graves, como internações que podem ser evitadas, assim como custos assistenciais de alta complexidade”, observa Vanessa.

O evento reúne representantes de associações de pacientes, especialistas e gestores com o objetivo de discutir ações voltadas à ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento, além da qualificação das políticas públicas relacionadas ao diabetes e suas complicações.

Serviço

  • O quê: I Fórum de Diabetes, Doenças Cardiovasculares e Renais
  • Quando: 17 e 18 de março de 2026, das 9h às 18h
  • Onde: Hotel Hilton Porto Alegre (Rua Olavo Barreto Viana, nº 18, bairro Moinhos de Vento, Porto Alegre)
Fotos: Igor Dreher e ICDRS/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/03/2026 0 Comentários 162 Visualizações
Saúde

Paula Toller protagoniza campanha do ICDRS sobre Diabetes Tipo 1

Por Jonathan da Silva 25/11/2025
Por Jonathan da Silva

A cantora e compositora Paula Toller é a protagonista da nova campanha de conscientização sobre Diabetes Tipo 1 promovida pelo Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul (ICDRS). A iniciativa, lançada em Porto Alegre, apresenta uma série de vídeos em que a artista, embaixadora da instituição, explica sua convivência com a doença e busca ampliar o acesso à informação como forma de enfrentar o aumento de casos no país. A campanha, intitulada “O futuro te espera, de asas abertas”, tem como foco levar informações sobre o Diabetes Tipo 1 de forma acessível, estimular esperança em famílias e pacientes e incentivar ações de cuidado contínuo.

Paula Toller relata que o entendimento coletivo sobre a doença é essencial. “É preciso conhecer e ter mais informações, incluindo a família, irmãos, amigos. Todo mundo precisa entender melhor essa doença e como você fica quando está com hipoglicemia e hiperglicemia, incentivando a tratar e a não deixar de lado. O Instituto da Criança com Diabetes é uma instituição que atende mais de cinco mil jovens, crianças e suas famílias também, dando orientação e tratamento. É um trabalho muito importante”, afirma a cantora.

A artista apresenta cinco vídeos que abordam rotinas, desafios e formas de manejo do Diabetes Tipo 1, reforçando sua atuação na causa. “Eu agora sou embaixadora com muito orgulho e satisfação. Espero que eu consiga contar a minha experiência para vocês e ajudar a disseminar informações importantes, válidas e com credibilidade”, conclui Paula.

Cenário do diabetes no Brasil e no mundo

Segundo levantamento da International Diabetes Federation, cerca de 589 milhões de adultos entre 20 e 79 anos vivem com diabetes no mundo. No Brasil, aproximadamente 16,6 milhões de pessoas convivem com a doença, o que coloca o país na sexta posição global em número de casos. Em gastos anuais, o Brasil aparece em terceiro lugar, com cerca de 45 bilhões de dólares destinados ao tratamento e às complicações.

Embora as estatísticas nacionais incluam todos os tipos de diabetes, o Diabetes Tipo 1, mais frequente em crianças e jovens, exige uso de insulina e monitoramento constante, o que representa um desafio para famílias e sistemas de saúde.

O que é o ICDRS

O Instituto da Criança com Diabetes atua há 27 anos no Rio Grande do Sul em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição. O trabalho reduziu em 94,7% o índice de internações hospitalares dos pacientes atendidos, indicando que o acompanhamento contínuo e o acesso ao tratamento diminuem complicações e reduzem custos públicos.

Objetivos da campanha

De acordo com o ICDRS, a iniciativa pretende informar o público por meio dos vídeos, inspirar crianças e famílias ao tratar do tema com linguagem direta e mobilizar a sociedade para acompanhar os materiais no site da instituição e apoiar a causa. A campanha também busca ampliar a compreensão sobre o impacto da doença diante do crescimento do número de casos no país.

Foto: Fernanda Pessoa/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/11/2025 0 Comentários 255 Visualizações
Saúde

Especialista alerta para os riscos da Síndrome Nefrótica, que pode levar à insuficiência renal

Por Jonathan da Silva 01/08/2025
Por Jonathan da Silva

A Síndrome Nefrótica, condição caracterizada pela perda excessiva de proteínas na urina, pode evoluir para insuficiência renal irreversível quando não tratada precocemente, de acordo com o chefe do Serviço de Nefrologia do Hospital Moinhos de Vento, David Saitovitch. O alerta foi reforçado após o cantor Junior Lima relatar, nas redes sociais, o diagnóstico da filha de três anos com a doença, o que reacendeu o debate sobre os sintomas silenciosos e a necessidade de atenção médica.

A síndrome afeta os rins, responsáveis por filtrar o sangue, e pode causar inchaço generalizado — especialmente ao redor dos olhos, tornozelos e pés — além de urina espumosa, aumento do colesterol, ganho de peso súbito e cansaço persistente. Segundo Saitovitch, “o que torna esta síndrome particularmente preocupante é sua capacidade de progredir insidiosamente. Muitos pacientes procuram ajuda médica apenas quando os sintomas já estão avançados”.

Em crianças, a forma mais comum da doença é a chamada “doença de lesões mínimas”, que costuma responder bem ao tratamento. Em adultos, pode surgir associada a outras enfermidades, como diabetes, lúpus ou outras doenças autoimunes. Embora mais frequente em crianças de 2 a 6 anos, a Síndrome Nefrótica pode atingir pessoas de qualquer idade.

Diagnóstico e tratamento

Para a confirmação do diagnóstico, são necessários exames laboratoriais de urina e sangue, biópsia renal, ultrassonografia dos rins e testes genéticos em casos suspeitos de origem hereditária, especialmente em recém-nascidos. O Hospital Moinhos de Vento adota um protocolo multidisciplinar para diagnóstico e tratamento. “No Moinhos de Vento, o nosso protocolo integrado permite não só um diagnóstico mais assertivo, mas também a identificação da causa subjacente, o que é fundamental para o tratamento direcionado”, explicou o nefrologista.

O tratamento envolve medicamentos imunossupressores, corticosteroides, controle da pressão arterial e mudanças na alimentação. “Cada paciente recebe um plano terapêutico personalizado, considerando a idade, causa da síndrome e resposta individual ao tratamento”, complementou Saitovitch.

Importância do diagnóstico precoce

Saitovitch afirma que a maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado. “Importante ressaltar que, com o tratamento correto, a maioria dos casos pode ser controlada efetivamente, preservando a função renal e permitindo que os pacientes tenham uma vida normal. No entanto, quando o diagnóstico é tardio, podemos estar diante de danos renais irreversíveis”, destacou o especialista.

Sinais de alerta

De acordo com o médico, os principais sinais que devem motivar a busca por avaliação são:

  • Inchaço persistente no rosto, especialmente ao redor dos olhos, principalmente pela manhã;
  • Inchaço nas pernas, tornozelos e pés que não melhora com repouso;
  • Urina espumosa ou com aparência leitosa;
  • Ganho de peso súbito e inexplicável;
  • Fadiga e fraqueza constantes;
  • Perda de apetite.

O Hospital Moinhos de Vento reforça que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar a progressão da doença. “Cada dia pode fazer a diferença entre a preservação ou a perda progressiva da função renal”, afirmou Saitovitch.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
01/08/2025 0 Comentários 363 Visualizações
Saúde

Alerta sobre diabetes infantil é reforçado pela Sociedade de Pediatria do RS

Por Jonathan da Silva 24/06/2025
Por Jonathan da Silva

Com a proximidade do dia 26 de junho, data dedicada à prevenção e conscientização do diabetes, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) está reforçando o alerta sobre o aumento de casos da doença em crianças e adolescentes. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o Brasil é o terceiro país do mundo com maior número de diagnósticos de diabetes tipo 1 na faixa de 0 a 19 anos, somando cerca de 92,3 mil casos, atrás apenas da Índia e dos Estados Unidos.

O dado preocupa profissionais da saúde devido à complexidade do cuidado exigido desde a infância. De acordo com o endocrinologista pediátrico e associado da SPRS, Dr. Guilherme Guaragna Filho, é essencial compreender os diferentes tipos de diabetes que podem afetar crianças. “Existem diferentes tipos de diabetes em crianças. O mais comum é o diabetes tipo 1, uma doença autoimune que geralmente se manifesta na infância. Também é possível ocorrer o diabetes tipo 2, especialmente relacionado à obesidade infantil, que tem se tornado mais frequente. A obesidade, nesse caso, é um fator ambiental de risco. No tipo 1, além da predisposição genética, sabe-se que há necessidade de algum gatilho ambiental, embora ele ainda não esteja totalmente definido”, explica Guaragna Filho.

Tipos de diabetes e mitos comuns

O médico ressalta que uma dúvida comum entre pais e cuidadores é se o consumo excessivo de doces pode causar a doença. “Para o tipo 1, a resposta é não. Já no tipo 2, o consumo excessivo de açúcar pode levar ao ganho de peso, o que, por sua vez, aumenta o risco de desenvolver a doença. Há ainda um terceiro tipo, mais raro, chamado diabetes monogênico, que está ligado a mutações genéticas em genes relacionados à liberação de insulina pelo pâncreas”, acrescenta o Dr. Guaragna.

Sinais de alerta e diagnóstico precoce

Entre os principais sintomas que devem chamar a atenção dos responsáveis estão sede excessiva, urina frequente, perda de peso repentina, fadiga e visão turva. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar complicações, como a cetoacidose diabética.

Desafios no cuidado diário

O acompanhamento da doença exige uma rotina disciplinada por parte das famílias, especialmente no caso do diabetes tipo 1. O Dr. Guaragna destaca que o controle alimentar, o uso diário de insulina e o suporte no ambiente escolar são pilares do tratamento. “O manejo do diabetes tipo 1 em crianças exige dedicação dos pais, principalmente no uso diário de insulina e no controle da alimentação. Mesmo com sensores que facilitam o monitoramento da glicose, a rotina de aplicações e a organização dos horários ainda são desafiadoras. A alimentação saudável é essencial — igual para crianças com ou sem diabetes — mas cortar guloseimas exige disciplina extra. A prática de atividade é importante e estimulada nesses pacientes, no entanto é preciso ter cuidado para evitar episódios de hipoglicemia, que devem ser tratados com alimentos de rápida absorção, como suco de laranja, e não chocolates. Na escola, o apoio é fundamental para garantir que a criança possa aplicar a insulina e lidar com emergências com segurança”, afirma o médico.

Educação em saúde e prevenção

A SPRS enfatiza a importância da informação como estratégia de prevenção e de apoio às famílias. Identificar precocemente os sintomas e conhecer os diferentes tipos de diabetes é, segundo a entidade, essencial para garantir o tratamento adequado e a segurança das crianças e adolescentes com a doença.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2025 1 Comentário 376 Visualizações
Saúde

Prefeitura de Campo Bom monitora possível falta de insulina na Farmácia Municipal

Por Jonathan da Silva 29/01/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Campo Bom tem acompanhado a situação do abastecimento de insulina na Farmácia Municipal diante da instabilidade no fornecimento do medicamento em diversas regiões do país. Apesar do cenário, a unidade ainda dispõe de insulina para atender a população, mas já registra falta de alguns tipos específicos.

O fornecimento de insulina é de responsabilidade do Ministério da Saúde, que realiza a compra e repassa os medicamentos aos estados. Os governos estaduais, por sua vez, distribuem os insumos aos municípios, cabendo às Farmácias Municipais a dispensação à população.

A Administração Municipal de Campo Bom informou que mantém diálogo com o Governo do Estado em busca de alternativas para garantir o abastecimento e minimizar os impactos da possível escassez.

Impacto no Programa Farmácia Popular

As insulinas distribuídas pela Farmácia Municipal também integram a lista do Programa Farmácia Popular. No entanto, a instabilidade no abastecimento afeta o programa e tem dificultado a disponibilidade do medicamento em farmácias comerciais.

Em 2024, a principal indústria fabricante mundial anunciou a descontinuação da produção da insulina, o que gerou aumento nos preços e períodos de desabastecimento tanto na rede pública quanto privada. O Ministério da Saúde tem adotado medidas para minimizar os efeitos da situação, incluindo licitações com fornecedores internacionais, incorporação de novos tipos de insulina e parcerias para produção nacional.

Medicamentos disponíveis e em falta

Atualmente, a Farmácia Municipal de Campo Bom dispõe de insulina regular em caneta e insulina NPH em frasco. No entanto, há falta de insulina regular em frasco e insulina NPH em caneta. A Prefeitura reforça que segue monitorando o cenário e buscando soluções para garantir o atendimento à população.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/01/2025 0 Comentários 395 Visualizações
Política

Câmara de Santa Cruz promulga lei para fornecer aparelho de glicose de graça a diabéticos

Por Jonathan da Silva 25/10/2024
Por Jonathan da Silva

A Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul promulgou uma lei, nesta quinta-feira (25), que prevê a distribuição gratuita de aparelhos digitais de monitoramento de glicose para pacientes com diabetes dos tipos I e II que comprovem necessidade e falta de condições financeiras para adquirir o dispositivo. A lei é de autoria do vereador Edson Azeredo (PL) e foi promulgada pelo presidente da Câmara, vereador Gerson Trevisan (PSDB), após a prefeita Helena Hermany (PP) não sancionar nem vetar o projeto aprovado no dia 1º de outubro.

A legislação estabelece que o benefício será voltado aos pacientes que comprovarem, por meio de exames laboratoriais ou relatórios médicos, a necessidade do uso do aparelho e a impossibilidade de adquiri-lo sem comprometer o sustento da família. O objetivo, segundo o vereador Azeredo, é apoiar no controle da glicemia em pacientes que enfrentam as complicações causadas pelo acúmulo de glicose na corrente sanguínea, conhecido como hiperglicemia.

O vereador Azeredo explicou que o monitoramento constante dos níveis de glicose é essencial para o controle do diabetes, sobretudo do tipo I. “A monitorização glicêmica ajuda a evitar complicações como hipoglicemia, hiperglicemia, neuropatias e lesões vasculares”, destacou o vereador. Segundo ele, o aparelho disponibilizado é o FreeStyle Libre, um sensor do tamanho de uma moeda, fabricado pela Abbot, que é aplicado na parte posterior do braço e permite a leitura da glicose sem a necessidade de picadas no dedo.

O sensor capta as flutuações da glicemia com uma micro agulha, sem a necessidade de picadas. Basta passar um dispositivo leitor próximo ao sensor para saber as taxas de glicose. Essa tecnologia facilita a vida de quem tem diabetes, especialmente crianças e adolescentes, ao evitar múltiplas picadas durante o dia e oferecer resultados detalhados sobre os níveis de glicose”, explicou o vereador Edson Azeredo.

A medida, que entra em vigor imediatamente, oferece uma alternativa moderna para o monitoramento da diabetes, com a expectativa de beneficiar pacientes que dependem do controle diário e contínuo da glicemia para prevenir complicações associadas à doença.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/10/2024 0 Comentários 540 Visualizações
Saúde

Grupo Hiperdia da Várzea Grande de Gramado retoma atividades com mais de 50 usuários

Por Jonathan da Silva 01/03/2024
Por Jonathan da Silva

O primeiro encontro do ano do Grupo Hiperdia – Programa de Hipertensão Arterial e Diabetes aconteceu nesta quarta-feira (28), na Várzea Grande, em Gramado. A atividade é promovida pela Administração Municipal do município, por meio do setor de Atenção Básica do Centro de Saúde Carlos Altreiter Filho. 57 pessoas estiveram presentes na reunião.

O Hiperdia consiste no cadastramento e acompanhamento de pacientes hipertensos ou diabéticos visando o controle da DM (Diabetes mellitus) e da HAS (Hipertensão Arterial Sistêmica), além de contribuir para uma melhor qualidade de vida dos usuários.

As atividades foram retomadas reunindo 57 pessoas que acessam os serviços no Centro de Saúde para acompanhamento das suas condições clínicas. Os usuários passaram por aferição da pressão arterial e participaram de uma roda de conversa com troca de informações liderada pela enfermeira Carla Rolão, que abordou as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). “Essas práticas já são regulamentadas por políticas federais e estaduais, tendo como fundamento a melhoria e ampliação das ofertas de tratamento”, explica Daniele Swaiser, diretora da Atenção Básica.

Práticas complementares

Existem atualmente 29 práticas que foram incorporadas ao SUS, entre elas: acupuntura, fitoterapia, auriculoterapia, homeopatia, ozonioterapia, quiropraxia, práticas corporais da medicina tradicional chinesa, entre outras. “O foco deste primeiro encontro foram justamente as práticas corporais como Yoga, Tai Chi Chuan e o Lian Gong. O objetivo dos exercícios são o alívio de dores musculares, articulares e melhora da função cardiorrespiratória”, comenta Daniele Swaiser.

Durante o encontro, a enfermeira Carla Rolão demonstrou ao grupo alguns dos movimentos e repassou orientações sobre a respiração adequada. “Os participantes ficaram satisfeitos em aprender parte dessa prática”, afirma Carla. No final da atividade, os usuários receberam convite para aderir a um outro grupo que terá atividades realizadas no Centro de Saúde da Várzea Grande, a partir do próximo dia 12 de março. “Vamos aprimorar essa prática corporal com os pacientes, pois os resultados são extremamente positivos”, afirma Carina Mendonça, coordenadora da unidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/03/2024 0 Comentários 557 Visualizações
Saúde

Dia Mundial da Nutrição: aumento do consumo de ultraprocessados

Por Marina Klein Telles 31/03/2023
Por Marina Klein Telles

Obesidade, diabetes e hipertensão são problemas de saúde associados ao consumo de alimentos ultraprocessados. No Dia Mundial da Nutrição, celebrado em 31 de março, são realizadas ações de conscientização e prevenção, avaliando práticas nutricionais e trazendo para o debate políticas públicas que incentivem uma melhor alimentação aos brasileiros.

Como se diz na nutrição: somos o que comemos.

No Brasil, o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados representa mais da metade do consumo alimentar da população brasileira (57,9%), conforme aponta estudo divulgado pelos Orçamentos Familiares (POF) do IBGE. Pessoas negras, indígenas, moradoras das áreas rural e das regiões Norte e Nordeste, assim como grupos com menores níveis de escolaridade e renda, são os maiores consumidores de ultraprocessados.

Processados e ultraprocessados: Qual a diferença?

De acordo com a professora do curso de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Paloma Popov, o primeiro passo para resolver esse problema é entender a diferença entre alimentos minimamente processados, processados e ultraprocessados, conforme categoriza o Guia Alimentar Brasileiro. “O que difere os alimentos processados dos ultraprocessados é que estes últimos possuem a quantidade mínima de componentes alimentares. Por exemplo, o milho em casca é um alimento minimamente processado, enquanto o milho enlatado é um alimento processado. Os salgadinhos feitos de milho são um exemplo de alimento ultraprocessado”, explica.

Paloma considera que a praticidade de consumir alimentos ultraprocessados contribui significativamente para o aumento do consumo, pois as pessoas querem comer com rapidez e facilidade. Segundo ela, refeições e lanches congelados com conservantes, aromatizantes e outros aditivos não são apenas prejudiciais à saúde, mas também podem causar doenças. “Apesar da rotina corrida, o consumidor deve ler os rótulos dos alimentos processados e ultraprocessados e escolher produtos com menos ingredientes e mais reconhecíveis”, recomenda.

A saúde paga o preço

Popov explica que as consequências do consumo de alimentos ultraprocessados ao longo do tempo podem ser graves, como obesidade, sobrepeso, diabetes e hipertensão. “No passado, o Brasil enfrentou um grave problema de desnutrição, mas agora a mudança é em direção à obesidade e problemas de saúde devido aos hábitos alimentares”. Segundo a docente do CEUB, é fundamental conscientizar a população sobre os perigos do consumo de alimentos ultraprocessados e a necessidade de uma alimentação balanceada para prevenir doenças.

Uma solução simples

“Como se diz na nutrição: somos o que comemos. Infelizmente, a população está esquecendo de voltar à cozinha. Muitas vezes, a cozinha é apenas uma parte decorativa da casa, quando na verdade precisamos estimular o preparo do alimento como um cuidado, uma terapia em família. Se cozinharmos o básico, como arroz, feijão, verdura e salada, já estaremos nos ajudando e mostrando os ganhos para a saúde, como a pele, o cabelo e o intestino funcionando bem. É o mínimo que precisamos fazer. Esse é o nosso maior foco de estudo e preocupação”, finaliza Paloma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/03/2023 0 Comentários 860 Visualizações
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