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coqueluche

Saúde

Aumento de casos de coqueluche alerta para baixa cobertura vacinal em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 07/03/2025
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo registrou dois casos confirmados de coqueluche em 2025, em meio a um aumento da circulação da doença no Rio Grande do Sul. Até a primeira semana de março, 75 pessoas foram contaminadas no estado, incluindo um adolescente de 15 anos de Horizontina, que morreu em decorrência da infecção. Essa foi a primeira morte por coqueluche no estado desde 2017.

O aumento da circulação da coqueluche foi registrado ao longo de 2024, quando o Rio Grande do Sul teve 430 exames positivos para a doença, o maior número desde 2013, quando foram confirmados 517 casos.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Novo Hamburgo tem reforçado a importância da vacinação, considerada a principal forma de prevenção. A cobertura vacinal na cidade do Vale do Sinos está abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde, percentual necessário para interromper a circulação da bactéria causadora da coqueluche.

Cobertura vacinal abaixo da meta

Em 2024, a cobertura vacinal da vacina pentavalente em Novo Hamburgo foi de 86,55%. O primeiro reforço com a tríplice bacteriana atingiu 78,27%, enquanto a cobertura da tríplice bacteriana acelular tipo adulto (dTpa) ficou em 88,59%. Todas essas vacinas oferecem proteção contra a coqueluche.

A gerente da Vigilância em Saúde, Evelin Maria Brand, destaca que as vacinas estão disponíveis gratuitamente na rede municipal. “Todas essas vacinas – pentavalente, tríplice bacteriana e tríplice bacteriana acelular tipo adulto – estão disponíveis nas salas de vacina das UBSs e USFs e na Casa de Vacinas”, afirmou Evelin. A gerente ressalta que as unidades de saúde da Vila Palmeira e da Vila Getúlio Vargas, afetadas pela enchente, estão com as salas de vacinação temporariamente desativadas.

Transmissão e sintomas

A coqueluche é uma doença infecciosa que atinge o sistema respiratório e é transmitida principalmente pelo contato direto com gotículas eliminadas durante a fala, tosse ou espirro de pessoas infectadas.

Esquema vacinal

O calendário vacinal de rotina para crianças prevê três doses da vacina pentavalente, aplicadas aos dois, quatro e seis meses de idade, além de dois reforços com a tríplice bacteriana, administrados aos 15 meses e aos quatro anos. Essa última dose pode ser aplicada até 6 anos, 11 meses e 29 dias.

Gestantes também devem receber a vacina tríplice bacteriana acelular tipo adulto (dTpa) em cada gestação, a partir da 20ª semana, preferencialmente até 20 dias antes da data provável do parto.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) também recomenda a aplicação da dTpa para profissionais de saúde, conforme a área de atuação.

Detalhes

Mais informações sobre a vacinação contra a coqueluche podem ser obtidas na Casa de Vacinas pelo telefone (51) 3595-1919.

Foto: Vigilância em Saúde/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/03/2025 0 Comentários 253 Visualizações
Saúde

Sociedade de Pediatria faz alerta após aumento de casos de coqueluche no RS

Por Jonathan da Silva 11/11/2024
Por Jonathan da Silva

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) emitiu recentemente um alerta devido ao aumento nos casos de coqueluche no estado, especialmente em Porto Alegre, onde foram registradas 79 notificações suspeitas e 48 confirmações até a 37ª semana de 2024. Segundo dados da SPRS, dois surtos já foram identificados, e outros sete estão em investigação, envolvendo 28 pessoas.

A doença, que pode ser prevenida pela vacinação, está em alta no Brasil, acompanhando uma tendência global, com aumento de casos em regiões como Estados Unidos, Europa e China. O infecto pediatra da SPRS, Dr. Marcelo Scotta, atribui o crescimento ao declínio na cobertura vacinal. “Observamos um aumento expressivo nas doenças evitáveis, com um crescimento superior a 900% em várias regiões do mundo e, agora, também no Brasil. A principal razão para esse cenário é a baixa cobertura vacinal, especialmente entre crianças e gestantes”, afirma o médico, lembrando que as gestantes têm direito à vacina contra tétano, difteria e coqueluche, disponível gratuitamente no SUS como parte do Programa Nacional de Imunizações. “A vacinação continua sendo a medida mais eficaz para controlar esse risco”, acrescenta Scotta.

A SPRS orienta médicos a notificarem imediatamente todos os casos suspeitos de coqueluche, uma doença de notificação obrigatória no país. O diretor da SPRS, Dr. Benjamin Roitman, enfatiza a importância desse procedimento. “É crucial que, durante o atendimento, o profissional de saúde realize a notificação imediata à Vigilância em Saúde pelos telefones 3289-2471 ou 3289-2472. Além disso, o tratamento deve ser estendido a todos os contactantes do paciente, como forma de prevenção”, orienta Roitman.

Para o diagnóstico, o exame padrão é o PCR para Bordetella, realizado por swab de orofaringe. No entanto, este exame não é amplamente acessível e está disponível apenas em algumas unidades do SUS, sem cobertura pela maioria dos convênios. Na presença de tosse prolongada por mais de 10 dias, a SPRS recomenda que os médicos considerem a possibilidade de coqueluche e iniciem o tratamento adequado o quanto antes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/11/2024 0 Comentários 385 Visualizações
Saúde

Amrigs e autoridades da saúde alertam para aumento de casos de coqueluche

Por Jonathan da Silva 06/08/2024
Por Jonathan da Silva

O aumento de casos de coqueluche em estados do Brasil tem preocupado a Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) e outras autoridades de saúde, que alertam para a situação. No Rio de Janeiro, houve crescimento de mais de 300% nos casos em comparação com o ano passado. Em São Paulo, o número passou de 14 em 2023 para 165 neste ano. Em solo gaúcho, há 14 casos já confirmados e oito em investigação ante 11 no total do ano anterior.

A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis, trazendo grandes riscos à saúde se não for tratada adequadamente. A principal característica da doença são as crises de tosse seca, atingindo também a traqueia e os brônquios.

Mesmo sem um aumento de casos tão expressivos no estado, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (SES) tem intensificado as orientações de cuidado e prevenção à coqueluche, destacando a importância da vacinação. Além de fazer parte do calendário vacinal de rotina das crianças, a vacina é indicada para gestantes e profissionais de saúde, como estagiários (que atuam em maternidades e em unidades de internação neonatal, atendendo recém-nascidos).

Corroborando com a postura das autoridades estaduais, a Amrigs tem reiterado o compromisso com a saúde pública e a relevância do tema. “É essencial a mobilização para incentivar a imunização contra a coqueluche, uma medida crucial para proteger nossa comunidade e garantir a saúde de todos”, afirma o diretor de comunicação da Amrigs, Marcos André dos Santos.

A transmissão da coqueluche ocorre pelo contato direto do doente com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro e pela fala. A doença atinge principalmente bebês com menos de 1 ano que, quando diagnosticados, são frequentemente internados, tendo em vista que apresentam os sintomas de maneira mais severa, podendo inclusive ir a óbito.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/08/2024 0 Comentários 496 Visualizações

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