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Copom

Cidades

Estrutura digital reduz conflitos em Porto Alegre em 74%

Por Jonathan da Silva 30/09/2025
Por Jonathan da Silva

Porto Alegre completou nesta terça-feira (30) um ano da implantação da nova estrutura digital de combate ao crime, composta pelo Centro Integrado de Operações e Emergência (Copom) e pelo uso de câmeras corporais em policiais militares. Nesse período, os conflitos entre a população e a Brigada Militar diminuíram 74%, segundo dados divulgados pela corporação. A queda foi registrada em indicadores como resistência (87%), desacato (70%) e desobediência (65%).

De acordo com o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Fábio da Silva Schmitt, o uso das câmeras foi determinante para os resultados. “Isso significa menos confrontos, mais transparência e maior confiança da comunidade na Brigada Militar”, afirmou Schmitt.

Além de contribuir para a redução de conflitos, o equipamento trouxe benefícios diretos aos policiais. Segundo o coronel Schmitt, houve aumento da segurança jurídica, com menos acusações infundadas e diminuição de procedimentos internos, como inquéritos policiais militares (IPMs) e sindicâncias. “O PM pode trabalhar com mais tranquilidade, profissionalismo e respaldo da prova audiovisual. Mesmo com menos prisões por resistência ou desacato, aumentaram as apreensões de armas, drogas e flagrantes qualificados”, complementou o coronel.

Funcionamento do Copom

O Copom, que também completa um ano de funcionamento, integra recursos de georreferenciamento, cercamento eletrônico e acompanhamento em tempo real. O sistema qualificou milhares de atendimentos e permitiu maior agilidade no direcionamento das equipes em campo. “Esse primeiro ano mostrou que tecnologia e planejamento não substituem o policial, mas o fortalecem, tornando o serviço mais próximo da comunidade e mais legítimo”, avaliou Schmitt.

Documentação e confiança

Outro destaque está na documentação de ocorrências, inclusive em casos de violência doméstica. As gravações, segundo a Brigada Militar, auxiliam na produção de provas, reforçam a confiança das vítimas e contribuem para maior eficiência no processo judicial.

Expansão tecnológica

Atualmente, cerca de 2.700 câmeras estão integradas ao sistema do Copom, enquanto as mil câmeras corporais em uso pelos policiais militares da capital geram mais de quatro mil gravações por dia. Cada guarnição sai às ruas equipada com dispositivo que grava áudio, vídeo e possui GPS.

O comandante do CPC avalia que o conjunto de medidas se tornou um modelo. “Porto Alegre hoje tem um modelo de segurança mais transparente, tecnológico e eficiente, que pode servir de referência para todo o Rio Grande do Sul”, afirmou Schmitt.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/09/2025 0 Comentários 240 Visualizações
Business

Entidades alertam para impacto do aumento da taxa Selic na indústria gaúcha

Por Jonathan da Silva 07/11/2024
Por Jonathan da Silva

O recente aumento da taxa Selic para 11,25% ao ano, promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, gerou preocupações entre a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), que alertaram sobre os desafios impostos ao setor produtivo e ao mercado no estado. O presidente da Fiergs, Claudio Bier, afirmou que a medida cria obstáculos adicionais para a indústria gaúcha, enquanto o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, destacou os impactos econômicos da alta de juros em um cenário interno e externo ainda incerto.

Segundo Bier, a elevação da taxa representa um obstáculo adicional para o setor produtivo, que já enfrenta custos elevados decorrentes da instabilidade cambial e das dificuldades na retomada econômica após os danos causados pelas enchentes. “O aumento dos juros é uma medida para reduzir a inflação e estabilizar as expectativas, mas não aprovamos esta alta, que é muito prejudicial ao setor industrial”, enfatizou o presidente da entidade.

O dirigente da Fiergs destacou ainda que o compromisso com o novo arcabouço fiscal e uma diminuição das incertezas no cenário internacional podem, no futuro, viabilizar uma política monetária menos restritiva.

Bohn, contextualizou a elevação dos juros diante de um cenário econômico complexo. “Esta alta já havia sido antecipada. Hoje seguimos com um cenário de atividade econômica nacional ainda muito resiliente e um mercado de trabalho que surpreende na geração de vagas. Essa conjuntura ajuda a explicar o porquê do lado da inflação não ter havido melhoras desde a última reunião,” comentou o presidente da federação.

O líder da Fecomércio também mencionou incertezas quanto ao controle de gastos pelo governo, a condução da política monetária sob nova presidência do Banco Central e impactos internacionais como as eleições americanas e a situação econômica da China. “O aumento de 0,50 p.p., além de diminuir o ímpeto de demanda, reduzindo a inflação corrente, busca contribuir para a reancoragem das expectativas, via ganho de credibilidade. Mas isso vem a um custo alto… Esse aumento da taxa de juros tem um impacto relevante sobre famílias e empresas, especialmente no caso do Rio Grande do Sul que ainda luta para se reconstruir”, afirmou Bohn.

Os representantes reforçam a necessidade de medidas adicionais para mitigar os impactos dos juros elevados e facilitar uma recuperação econômica sustentável no estado.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/11/2024 0 Comentários 381 Visualizações

Edição 304 | Mar 2026

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