Pequenas empresas gaúchas fabricantes de calçados, bolsas e artefatos que querem impulsionar suas marcas junto a alguns dos principais players do mercado têm até o próximo dia 18/03 para garantir presença no Estação Moda RS, do Sebrae RS, que estará presente na edição 2022 do Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC).
As empresas selecionadas poderão usufruir de um subsídio de até 40% no valor final para participar do no espaço coletivo no evento promovido pela Merkator Feiras e Eventos, de 23 a 25 de maio, no Serra Park (Viação Férrea, nº 100), em Gramado, na Serra Gaúcha. Informações adicionais, manual do expositor e ficha de inscrição podem ser acessadas no site do Sebrae/RS.

Esta é a quarta vez que a feira contará com a participação do projeto Estação Moda RS, conforme a gestora de projetos do Sebrae RS, Aliana Maciel. Funcionando como uma verdadeira vitrine de oportunidades para os empreendedores, segundo ela, eventos como a SICC permitem que os pequenos negócios intensifiquem sua capacidade de venda, prospectem novas oportunidades e mercados, e aprimorem seus produtos do ponto de vista tecnológico e qualitativo.
Desenvolvido pelo Sebrae RS, o projeto é viabilizado por meio de uma parceria permanente junto a alguns dos principais agentes que atuam na profissionalização do setor e no fomento de novas oportunidades na região, como as Associações Comerciais, Industriais e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha; e o Sindicato das Indústrias de Calçados e Artefatos de Farroupilha. A iniciativa conta ainda com apoio financeiro das prefeituras de Farroupilha, Novo Hamburgo e Sapiranga. O projeto tem como principais objetivos potencializar os negócios das indústrias fabricantes de calçados e artefatos, fortalecer suas marcas e facilitar a conexão com o varejo e o consumidor final.









Segundo Maribel, são referências no mercado internacional, a possibilidade de pesquisas de origem dos materiais utilizados, a sustentabilidade – esta reconhecida no nível máximo no Origem Sustentável, único programa de certificação de sustentabilidade da cadeia produtiva do calçado em nível internacional – e a qualidade dos materiais utilizados. “No Brasil temos uma das cadeias de fornecimento mais completas do mundo e que preza pela transparência, inovação e tecnologia, certamente um diferencial diante dos principais concorrentes internacionais”, avalia a diretora.
Fundada em 1979, a Andacco, de São Sebastião do Paraíso/MG, tem forte presença no mercado internacional. Além da qualidade, um dos diferenciais que concedem competitividade para a empresa é o fato de, em 1988, passar a produzir seus próprios couros. Além da qualidade garantida do material, a produtora conseguiu reduzir os custos dos seus calçados.
O mercado externo não é somente para empresas tradicionais e de grande porte. Uma prova é o sucesso da Savelli, de Franca/SP. Fundada em 2005 e reestruturada em 2010, quando passou a adotar uma gestão profissionalizada e focada em qualidade e cuidado com recursos humanos, a fabricante produz 1,1 mil pares de calçados masculinos e mocassins femininos de couro diariamente.
Além disso, a seleção de matérias-primas é outro diferencial relevante para os bons resultados além-fronteiras. “Não dá para reduzir a qualidade dos materiais porque isso vai impactar na qualidade da nossa entrega. O nosso movimento enquanto empresa é cuidar para que isso seja sempre uma prioridade. Nós temos um trabalho intenso e direcionado para isso. Temos uma pessoa dedicada a essa função, que cuida da seleção do couro enquanto ele ainda não recebeu acabamentos. Temos todo o cuidado para transformar a pele naquilo que o cliente precisa”, conta Bruna, ressaltando que são mais de 30 revisores do começo ao fim do processo.

Segundo Galhego existe uma expectativa com relação aos resultados das feiras internacionais, o produto mais utilizado pela empresa no âmbito do programa. “Estamos com boas expectativas para os próximos anos, especialmente pelo retorno do mercado norte-americano e europeu. O volume de clientes novos e inativos voltando ao Brasil não se via há 15 anos. É um ânimo para o setor”, conta o gerente.
