A produção de leite de búfala no Brasil supera os 20 milhões de litros por ano, com maior concentração nas regiões sul e sudeste, impulsionada pelo aumento do rebanho e pela demanda por derivados lácteos. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), o número de animais cresceu cerca de 20% na última década.
O avanço da atividade é associado pelo setor ao consumo de produtos como mussarela, burrata e iogurtes, que têm ampliado o espaço do leite bubalino no mercado. O cenário também tem favorecido a entrada de novos produtores, especialmente em propriedades de menor porte.
Potencial de expansão no RS
De acordo com a presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) e vice-presidente da ABCB, Desireé Möller, a atividade ainda possui potencial de expansão no Rio Grande do Sul. “No estado, a produção ainda é concentrada. Atualmente, o Laticínio Kronhardt, localizado em Glorinha, é o principal responsável pela fabricação de queijos de búfala, operando sob o Selo de Pureza, certificação da ABCB que garante produtos elaborados exclusivamente com leite bubalino”, afirmou Desireé.
Além da indústria, iniciativas de produção artesanal também ganham espaço, como em Passo do Sobrado, onde produtores investem na fabricação de queijos para agregar valor à matéria-prima. “Outro diferencial do leite de búfala é sua composição. Classificado como A2A2, o produto apresenta maior facilidade de digestão e menor potencial inflamatório quando comparado ao leite de vaca”, complementa a presidente da entidade.
Diferencial do leite de búfala
Entre os diferenciais do leite de búfala, está a composição classificada como A2A2, que, segundo representantes do setor, apresenta maior facilidade de digestão em comparação ao leite de vaca.

