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ABPA

Business

Exportações de carne de frango crescem 24,2% em outubro

Por Ester Ellwanger 10/11/2021
Por Ester Ellwanger

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 397,1 mil toneladas em outubro, número que supera em 24,2% o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 319,7 mil toneladas.

Em receita, as vendas de carne de frango para o mercado internacional alcançaram saldo de US$ 715,2 milhões, desempenho 60,1% superior ao alcançado em outubro de 2020, com US$ 446,8 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a outubro), as exportações de carne de frango alcançaram 3,864 milhões de toneladas, volume 10,45% maior que as 3,498 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado.

Em receita, as exportações de carne de frango somaram US$ 6,339 bilhões, saldo 25,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 5,066 bilhões.

“Houve crescimento generalizado nos diversos destinos de exportações da carne de frango do Brasil em outubro, mantendo as projeções positivas previstas pela Abpa para o ano de 2021. Ao mesmo tempo, a significativa alta na receita das exportações tem equilibrado os impactos das elevações dos custos de produção acumulados desde o ano passado”, avalia o presidente da Abpa, Ricardo Santin.

 

Principais mercados

Líder entre os principais importadores de carne de frango do Brasil, a China foi destino de 51,2 mil toneladas em outubro, volume 2,5% superior ao registrado no décimo mês de 2020. Outros destaques foram Japão, com 47,2 mil toneladas (+60,4%), Emirados Árabes Unidos, com 43,6 mil toneladas (+108,1%), África do Sul, com 23,6 mil toneladas (+1,3%), e União Europeia, com 19,7 mil toneladas (+49,6%).

“Com média histórica recorde, acima das 400 mil toneladas mensais, o segundo semestre deste ano deve seguir em sólido ritmo de embarques, especialmente em um momento no qual, historicamente, regiões do Hemisfério Norte apresentam focos de Influenza Aviária, enfermidade da qual o Brasil é livre”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua.

 

Rio Grande do Sul

As exportações gaúchas de carne de frango mantiveram o patamar de crescimento em outubro. O volume foi 13,52% superior, passando de 54,63 mil toneladas em 2020 para 62,02 mil toneladas em 2021. A receita dos embarques do décimo mês de 2021 alcançou US$ 108,16 milhões, aumento maior que a metade, 51,72% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 71,29 milhões).

Nos dez primeiros meses deste ano foram embarcadas 590,12 mil toneladas, contra 559,83 mil toneladas no mesmo período de 2020. Alta de 5,41%. O saldo em dólares das exportações chegou a US$ 977,55 milhões entre janeiro e outubro. O número é 28,87% superior ao obtido no mesmo período do último ano, que teve saldo de US$ 758,55 milhões.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/11/2021 0 Comentários 757 Visualizações
Business

Abpa apoia criação do Programa Nacional de Crescimento Verde

Por Ester Ellwanger 28/10/2021
Por Ester Ellwanger

A Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa) recebeu positivamente a criação do Programa Nacional de Crescimento Verde, lançado nesta segunda-feira, 25 de outubro, pelo Governo Federal. A iniciativa tem por objetivo reduzir emissões de carbono, preservar recursos naturais e gerar empregos.

De acordo com o presidente da Abpa, Ricardo Santin, os incentivos econômicos por meio de linhas de financiamento e subsídios voltados para o desenvolvimento de instrumentos são importantes para fomentar a expansão de iniciativas em agroindústrias, granjas e demais elos da cadeia produtiva.

“O programa é um excelente estímulo às medidas sustentáveis e as iniciativas da ABPA seguem em linha com os princípios de seu conteúdo. Por isso, aplaudimos e temos boas expectativas quanto aos avanços que serão gerados”, avalia.
O Programa Nacional de Crescimento Verde foi lançado na segunda-feira, com a presença de autoridades do Governo Federal, entre elas o Presidente da República, Jair Bolsonaro, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite e o Ministro da Economia, Paulo Guedes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/10/2021 0 Comentários 455 Visualizações
Business

Abpa & Apex-Brasil renovam convênio e projetam US$ 3,5 bilhões em exportações

Por Ester Ellwanger 22/10/2021
Por Ester Ellwanger

Os presidentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa), Ricardo Santin, e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Augusto Pestana, assinaram nesta quarta-feira, 20 de outubro, um novo convênio setorial para promoção das exportações da avicultura e da suinocultura do país.

O convênio é válido até 2023 e contemplará mentoria técnica e apoio para campanhas de imagem, workshops com stakeholders e ações especiais em feiras de diversos mercados-alvo para os setores exportadores de carne de frango, carne suína, carne de pato, ovos e material genético avícola.

As perspectivas de negócios gerados apenas em ações em grandes feiras de alimentos apoiadas pelo convênio superam US$ 3,5 bilhões, conforme projeções da Abpa, com base em convênios anteriormente firmados com a Apex-Brasil.

Já em impactos diretos aos consumidores, os dados são ainda mais impressionantes. Apenas duas ações realizadas pela parceria Abpa & Apex-Brasil nos mercados da Coreia do Sul e Japão em 2021 alcançaram cerca de 100 milhões de visualizações.

De acordo com o presidente da Abpa, Ricardo Santin, o convênio alcança resultados que superam a geração de divisas para o País. “Falamos de impactos diretos na geração de emprego e renda para a população. Mais exportações significam mais investimentos e recursos circulando nos pólos onde as indústrias estão instaladas, no interior do País. É um enorme impacto social”, avalia o presidente da Abpa, Ricardo Santin.

Para o presidente da Apex, Augusto Pestana, “a parceria entre Apex-Brasil e Abpa é mais um impulso estratégico para que o setor exportador de carne de frango, carne suína, ovos, material genético de aves e carne de pato siga conquistando novos mercados, por meio da promoção comercial, do trabalho de inteligência e da articulação com os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.”

Foto: Carolina Antunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/10/2021 0 Comentários 707 Visualizações
Business

Exportações de ovos crescem 137,7% em 2021

Por Ester Ellwanger 20/10/2021
Por Ester Ellwanger

Levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostra que as exportações brasileiras de ovos (considerando produtos in natura e processados) totalizaram 7,329 mil toneladas entre janeiro e setembro. O volume supera em 137,7% o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 3,083 mil toneladas.

Em receita, as exportações de ovos somaram US$ 11,540 milhões nos nove primeiros meses de 2021, número 111,8% maior que o realizado no mesmo período de 2020, com US$ 5,450.

Apenas em setembro foram exportadas 650 toneladas, o que representa 122,5% a mais que o efetivado no mesmo período do ano passado, que totalizou 292 toneladas. As vendas do mês geraram receita de US$ 1,480 milhão, número 35,6% maior que os US$ 1,092 milhão registrados no ano passado.

O setor de ovos tem intensificado sua participação no mercado internacional, ampliando estratégias de promoção internacional por meio da marca setorial Brazilian Egg.”

Os Emirados Árabes Unidos seguem como principal destino das exportações, com 4,406 mil toneladas exportadas entre janeiro e setembro, volume 367,7% maior em relação ao mesmo período do ano passado, com 942 toneladas. Em seguida estão Japão, com 649 toneladas (+185,8%) e Omã, com 271 toneladas.

“O setor de ovos tem intensificado sua participação no mercado internacional, ampliando estratégias de promoção internacional por meio da marca setorial Brazilian Egg. A principal aposta está nos Emirados Árabes Unidos, que é justamente onde há forte retomada das atividades. Ao mesmo tempo, o setor busca, com isto, reduzir os danosos impactos dos custos elevados de produção, que ainda penalizam toda a cadeia produtiva”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/10/2021 0 Comentários 854 Visualizações
Business

ABPA reforça valores sustentáveis do setor brasileiro na Expo 2020 Dubai

Por Stephany Foscarini 19/10/2021
Por Stephany Foscarini

A diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Sula Alves, destacou desafios e iniciativas focadas na governança e sustentabilidade da avicultura e da suinocultura do Brasil, em evento realizado no dia 3 de outubro nos Emirados Árabes Unidos. Ela foi palestrante no Fórum Econômico de Sustentabilidade sobre o Brasil e a região Amazônica, organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira em parceria com autoridades brasileiras e emiradenses.

No painel sobre “Parceria em Inovação e Tecnologias Digitais para um Desenvolvimento Sustentável”, que também contou com a participação de representantes de empresas árabes e do Diretor de Negócios da Apex-Brasil, Lucas Fiuza, Sula destacou os pontos-chave da sustentabilidade setorial e as razões pelas quais o país consegue produzir de forma sustentável carne de frango. “Há uma clara aptidão do Brasil para ser provedor de alimentos para o mundo. Isto começa com as condições climáticas e o consequente favorecimento de uma produção sustentável: abundância de insumos somado a uma vocação natural”, disse.

A diretora da ABPA também reforçou a importância do Brasil como parceiro estratégico para complementar a oferta de carne de frango nos diversos mercados. “Segurança alimentar é uma das maiores formas de colaboração do Brasil para a agenda 2030: alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável passa pela fome zero. Acabar com a fome é um dos 17 ODS e o Brasil faz sua parte ao oferecer proteína animal de qualidade e acessível a mais de 150 países”, reforçou. Sula também destacou oportunidades de intercâmbios de informação e tecnológicos como forma de aprofundamento de parcerias estratégicas entre as duas nações.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/10/2021 0 Comentários 575 Visualizações
Business

Exportações da Avicultura e Suinocultura devem registrar recorde em 2021

Por Ester Ellwanger 30/09/2021
Por Ester Ellwanger

Mesmo diante das adversidades enfrentadas desde o início da pandemia, a produção e as exportações de carne de frango, de carne suína e de ovos devem registrar crescimento e novos recordes em 2021, conforme projeções traçadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgadas em coletiva de imprensa ocorrida nesta quarta-feira, 29 de setembro.

No caso da carne de frango, os levantamentos da ABPA indicam que a produção nacional deverá totalizar entre 14,100 e 14,300 milhões de toneladas, ou o equivalente a 3,5% de crescimento em relação ao total produzido em 2020, com 13,845 milhões de toneladas. Caso seja confirmado, será o maior volume de produção já registrado pela avicultura nacional.

Deste total, espera-se que entre 9,550 e 9,800 milhões de toneladas sejam direcionadas para o mercado interno, número até 2% superior ao destinado em 2020, com total de 9,614 milhões de toneladas. Com isso, o consumo de carne de frango deverá alcançar o patamar de até 46 quilos per capita, um incremento de 1,5% em relação ao registrado no ano passado, com 45,27 quilos.

 

Já as exportações de carne de frango deverão totalizar entre 4,500 e 4,550 milhões de toneladas, volume até 7,5% em relação às 4,231 milhões de toneladas embarcadas em 2020. Se a maior variação de crescimento se confirmar, será um novo recorde histórico para a avicultura nacional.

Com relação às expectativas de carne suína, a produção brasileira deverá alcançar até 4,700 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no mesmo período de 2020, com 4,436 milhões de toneladas. Confirmada essa projeção, será um novo recorde de produção para a suinocultura nacional.

Para o mercado doméstico, espera-se a destinação de até 3,600 milhões de toneladas, número 5,5% maior em relação a 2020, com 3,412 milhões de toneladas. Neste quadro, o consumo per capita deverá chegar a 16,90 quilos, índice 5% superior ao registrado em 2020, com 16,06 quilos.

No mercado internacional, as exportações de carne suína poderão alcançar 1,150 milhão de toneladas, número até 12% maior que as 1,024 milhão de toneladas exportadas em 2020.

Por fim, no caso do setor de ovos, a produção brasileira deverá chegar a 54,503 bilhões de unidades neste ano, número 2% maior que as 53,533 bilhões de unidades registradas em 2020 – novo recorde setorial.

Confirmada essa projeção, o consumo de ovo chegará a 255 unidades per capita, novo índice histórico, com alta de 1,5% em relação ao índice registrado em 2020, com 251 unidades.

Fatores que influenciaram as projeções

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o comportamento da produção foi especialmente influenciado pela manutenção da demanda interna, mesmo em meio ao quadro crítico gerado pela pandemia de Covid-19.

“Os programas de apoio à renda em função da pandemia, somados a uma melhora do quadro econômico e da vacinação no País têm delineado um cenário de sustentação da demanda por produtos de aves, suínos e ovos no mercado brasileiro. Neste contexto, o suprimento segue ajustado à demanda”, analisa Santin.

Já no mercado internacional, conforme o diretor de mercados da entidade, Luís Rua, a consistência da demanda asiática por aves e suínos, atrelada ao aumento da procura em clientes tradicionais como o Oriente Médio e a União Europeia, reforçaram a expectativa de recorde nas exportações das duas proteínas.

Isto, sem gerar qualquer pressão de disponibilidade de produtos no Brasil. Ao contrário, temos mantido também a oferta para o consumidor brasileiro, que é o principal destino de nossa produção”.

“Isto, sem gerar qualquer pressão de disponibilidade de produtos no Brasil. Ao contrário, temos mantido também a oferta para o consumidor brasileiro, que é o principal destino de nossa produção”, completa o diretor da ABPA.

Apesar disto, o setor produtivo tem enfrentado desafios severos em relação ao equilíbrio dos custos de produção, com altas históricas em praticamente todos os insumos, como o milho, o farelo de soja, o diesel, embalagens plásticas e de papelão, energia elétrica e outros.

“Felizmente, graças ao apoio da Ministra Tereza Cristina, o setor produtivo vem obtendo importantes avanços para o enfrentamento deste quadro, com medidas voltadas para a redução da pressão e das assimetrias existentes no mercado de grãos, especialmente a partir do segundo semestre de 2020”, completa Santin.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/09/2021 0 Comentários 728 Visualizações
Business

ABPA comemora suspensão de cobrança de Pis e Cofins na importação de milho

Por Ester Ellwanger 24/09/2021
Por Ester Ellwanger

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a publicação da Medida Provisória n° 1.701, que suspende até 31 de dezembro deste ano a cobrança de PIS e COFINS sobre a importação de milho. A operação beneficia toda a cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura, mas é especialmente relevante às empresas que não operam no mercado internacional de proteína animal e que não têm acesso ao sistema Drawback.

 

A medida, alcançada graças à liderança e o empenho da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com apoio de Senadores e Deputados que acompanham a avicultura e a suinocultura, deverá contribuir na contenção das sequentes altas históricas do milho, que tem gerado forte elevação nos custos totais de produção, com consequente elevação de preços para o consumidor brasileiro e perda de competitividade no mercado internacional para os setores de proteína animal.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/09/2021 0 Comentários 593 Visualizações
Business

Após registro de PSA no Haiti ABPA reforça campanha

Por Ester Ellwanger 21/09/2021
Por Ester Ellwanger

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) colocou o setor em campanha total de prevenção à Peste Suína Africana (PSA) em território nacional, após a notificação das autoridades sanitárias do Haiti sobre a ocorrência da enfermidade em seu território.

Localizado na ilha de Hispaniola – segunda maior ilha das Grandes Antilhas – o Haiti divide o território insular com a República Dominicana, que recentemente informou a ocorrência da doença. Apesar da localização insular das duas nações (o que reduz o risco de contaminação por vias terrestres, à exemplo do que ocorre na Europa e Ásia), a ocorrência mantém em apreensão todas as nações das Américas.

No Brasil, setores públicos e privados se engajaram em diversas iniciativas focadas na prevenção. Via ABPA, uma intensa e extensa campanha multilíngue (em português, inglês, francês, crioulo e espanhol) está em curso nas redes sociais, na comunicação interna das empresas produtoras e fornecedoras da cadeia produtiva, e nas mais diversas vias, incluindo stakeholders e outras organizações.

Ao mesmo tempo, por meio do Grupo Especial de Prevenção à Peste Suína Africana (GEPESA) da ABPA, foram integrados esforços para reforço junto ao Governo Federal pela intensificação da defesa sanitária.

“O Ministério da Agricultura se adiantou à pauta e intensificou a inspeção nos principais portos de entrada do País, impedindo a entrada de produtos cárneos. Indo além, o MAPA estabeleceu uma legislação ainda mais restritiva à entrada destes produtos, assinou um convênio interpaíses de emergencialidade para a prevenção de PSA e instalou uma campanha nacional que ampliou a conscientização, em um esforço que contou com a ABPA, os auditores fiscais e outras entidades do setor”, avalia Sulivan Alves, Diretora Técnica da ABPA.

Ao mesmo tempo, avalia Sulivan, a América Latina também entrou em estado de atenção por meio do grupo #TodosContraLaPPA, com intercâmbio de informações e esforços de 21 associações de 18 países do continente latino-americano, em uma grande campanha continental.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, desde as primeiras ocorrências globais da enfermidade, na Ásia, a ABPA tem liderado junto às agroindústrias do setor a instituição de planos de prevenção de contingência para blindar o setor produtor e exportador de carne suína do Brasil.

“Embora os cuidados estejam intensificados sobre esta doença, nada mudou e seguimos nas mesmas condições de antes, livres da enfermidade. Nosso objetivo é preservar o rebanho e, indo além, o papel econômico e social do setor produtivo como gerador de empregos, divisas e segurança alimentar para o país. Não estamos poupando esforços para preservar o nosso status sanitário. E sempre é bom lembrar que a doença não tem impacto sobre a saúde humana”, defende. Vale lembrar que o Brasil é livre de PSA há quatro décadas – o último foco da enfermidade foi registrado no Brasil, no início da década de 80.

Foto: Divulgação| Fonte: Assessoria
21/09/2021 0 Comentários 538 Visualizações
Business

ABPA promove campanha de imagem na Coreia do Sul

Por Milena Costa 29/06/2021
Por Milena Costa

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) — em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Embaixada Brasileira em Seul — iniciará nesta terça-feira (29) uma campanha de imagem focada no mercado consumidor da Coreia do Sul. O Embaixador do Brasil na Coreia do Sul, Luís Henrique Sobreira Lopes e o Adido Agrícola, Gutemberg Barone, participarão da cerimônia de lançamento.

O objetivo é exaltar os atributos da carne de frango e da carne suína do Brasil — como a qualidade dos produtos e o status sanitário da produção brasileira. A campanha contará com 362 telas de mobiliário urbano, instalados nas movimentadas estações de metrô e terminais de ônibus da capital sul-coreana. Para isso, foram escolhidos 17 locais estratégicos de Seul, como a famosa Gangnam Station — bairro conhecido pelo clipe viral Gangnam Style, de Psy. A ação deverá durar cerca de 1 mês.

A campanha da ABPA acontece pouco após o reconhecimento dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná — respectivamente, segundo e terceiro principais produtores de carne suína do Brasil — como áreas livres de aftosa sem vacinação. O status obtido junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reforça a qualidade e a sanidade do produto brasileiro exportado, especialmente para alguns mercados de alto valor, como é o caso da Coreia do Sul.

A Coreia do Sul é, atualmente, o quarto principal importador mundial de carne suína, com 570 mil toneladas, equivalente a cerca de US$ 1,38 bilhão ao longo de 2020 — atrás apenas de China, Japão e México. O Brasil ainda possui uma baixa participação no mercado, cerca de 5 mil toneladas exportadas no mesmo período. Hoje, somente Santa Catarina embarca produtos para as gôndolas coreanas, situação que pode ser incrementada com a possível entrada de exportadores gaúchos e paranaenses neste mercado.

“O reconhecimento do país para a certificação da OIE tem potencial de elevar nossa capacidade de fornecimento para estes mercados, gerando oportunidades novas e valiosas para os exportadores brasileiros”

“É preciso ainda um certo tempo até o reconhecimento da Coreia do Sul sobre este status, mas o reconhecimento do país para a certificação da OIE tem potencial de elevar nossa capacidade de fornecimento para estes mercados, gerando oportunidades novas e valiosas para os exportadores brasileiros. A ação de imagem ocorre neste contexto, em que reforçamos à comunidade Sul-Coreana nossas intenções em fornecer ao país produtos seguros e de alta qualidade”, ressalta Ricardo Santin, presidente da ABPA.

O Brasil é o maior fornecedor de carne de frango para a Coreia do Sul, em números bastante representativos. Cerca de 80% da carne de frango importadas pelo país é proveniente do Brasil. Ao todo, foram embarcadas para lá 127,4 mil toneladas de produtos avícolas brasileiros em 2020, gerando receita de US$ 196,6 milhões. O país é o 8° entre os maiores importadores de carne de frango do Brasil.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

29/06/2021 0 Comentários 625 Visualizações
ovos
Business

Mercado de ovos: instável, mas promissor

Por Gabrielle Pacheco 14/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

Em 2020, o setor de ovos viveu oscilações em curto intervalo de tempo. Com isso,  os preços dos produtos alcançaram níveis históricos, rentabilizando os produtores. No entanto, em outros momentos, o restabelecimento dos antigos valores trouxe dificuldades para quem depende do milho e da soja — commodities que vêm registrando forte alta e têm um peso significativo na produção.

Os efeitos devastadores da pandemia alcançaram o Brasil a partir de março. Porém, o aumento nos custos para o enfrentamento do “novo normal” foi compensado pelo crescimento do consumo de ovos ainda no fim do primeiro trimestre. Assim, segundo o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA),  Ricardo Santin, o monitoramento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) chegou a registrar elevação acima de 30% no valor da caixa de 30 dúzias de ovos.

Entretanto, enquanto o preço e a oferta de ovos voltavam à normalidade, os valores dos grãos começaram a decolar. O milho, por exemplo, alcançou R$ 80 por saca. Em algumas praças, o patamar dobrou em um ano. Com grãos em estoque, alguns produtores conseguiram mitigar esses efeitos. Outros sofreram com a margem apertada, e o aumento nos custos chegou ao bolso do consumidor.

Expectativas para o setor

A boa notícia é que os indicadores não apontam para retrações neste ano. O consumo per capita deverá superar 250 unidades — acima da média mundial de 230. Projeções preliminares indicam que a produção fechará 2020 com 54 bilhões de unidades. Rio Grande do Sul e Espírito Santo reforçaram seu espaço no mercado, que tem São Paulo na liderança. O RS está em quinto lugar no ranking, respondendo por 8% da produção nacional. Nesse contexto, destacam-se dois municípios: Salvador do Sul e Farroupilha.

As exportações de ovos também devem melhorar. Com a retomada das viagens internacionais, a previsão é de que os negócios com os Emirados Árabes, nosso maior mercado, incremente suas compras — já que o turismo é um dos principais fatores de demanda do produto brasileiro. Além disso, o México abriu as portas para nossos ovos processados. Falta apenas a publicação do Certificado Sanitário Internacional (CSI), pelo Brasil, para que tenhamos acesso ao mercado com o maior consumo per capita do planeta.

Com isso, a expectativa é que 2021 seja um ano menos complexo. Entretanto, neste “novo normal”, precisamos ter a capacidade de adaptação a um quadro dinâmico e com custos não sazonais. Os indicadores apontam para grãos com valores sustentados no próximo ano, o que garantiria uma certa previsibilidade. Assim, nesse cenário complexo, o produtor que fizer um planejamento atento às mudanças no mercado estará preparado para se ajustar às novas demandas.

Foto: Divulgação | Texto: Ricardo Santin
14/12/2020 0 Comentários 656 Visualizações
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