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Calçado brasileiro escolhe mercados-alvo para o próximo biênio

Por Felipe Schwartzhaupt 07/03/2023
Por Felipe Schwartzhaupt

Exportadores brasileiros de calçados, que tiveram um incremento histórico nos embarques em 2022 (142 milhões de pares e US$ 1,3 bilhão em divisas, melhor resultado em 12 anos), escolheram seus mercados-alvo para o próximo biênio. Os targets são escolhidos a cada renovação de convênio da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil), entidades que mantêm o Brazilian Footwear, programa de internacionalização do setor calçadista.

Para o biênio 2024/2025, a escolha aconteceu em reunião virtual no último dia 28 de fevereiro e contou com a participação de representantes da Abicalçados, ApexBrasil e empresários de todos os portes, segmentos, estados e maturidades exportadoras, associados ao Brazilian Footwear. “Trata-se de uma escolha cuidadosa, minuciosamente planejada pelos departamentos de Inteligência de Mercado da Abicalçados e ApexBrasil, que colocam os principais mercados de cada continente para votação entre os empresários participantes”, explica a gestora de Projetos da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli.

Os mercados-alvo escolhidos devem ser impactados por ações comerciais e de imagem do programa de exportação para o próximo biênio. No escopo do projeto, que subsidia ações de internacionalização físicas e digitais, estão feiras internacionais, missões comerciais, plataformas virtuais de conexão com compradores estrangeiros, capacitações para a exportação, iniciativas de promoção de imagem com influenciadores, promoção do programa Origem Sustentável, entre outras iniciativas.

“O Brazilian Footwear tem, hoje, cerca de 300 empresas associadas que respondem por quase 80% do total gerado pelas exportações brasileiras de calçados. Elas estão em estágios diferentes de internacionalização, sendo que a escolha dos mercados leva em consideração as diferentes estratégias para abertura, manutenção e ampliação dos embarques em diferentes países”, acrescenta Letícia.

Oportunidades

Para a gestora do Brazilian Footwear na ApexBrasil, Mariele Christ, o caráter democrático da seleção de mercados, que leva em consideração as experiências das próprias empresas, é um diferencial do processo, pois torna a escolha mais assertiva. “O exercício e a metodologia para a seleção é interessante, pois são as próprias empresas que mapeiam oportunidades comerciais em países nos quais precisam do apoio do Brazilian Footwear, seja para abertura, manutenção ou ampliação do comércio”, avalia a gestora, ressaltando que, previamente à seleção, as empresas respondem um questionário com dados qualitativos dos países.

“Tivemos como premissa a distribuição geográfica, de forma a abranger todos os continentes. Tivemos duas gratas surpresas, que foram os mercados da Austrália – como secundário, para observação – e da Angola, onde já existe abertura para o nosso calçado e potencial de crescimento”, acrescenta Mariele.

Selecionados

Após quase duas horas de discussão, foram eleitos os mercados-alvo prioritários dos Estados Unidos, Colômbia, Chile, Emirados Árabes Unidos, Alemanha e Angola. Já os mercados-alvo secundários, que serão trabalhados para entendimento e prospecção para ações futuras durante o biênio, serão Arábia Saudita e Austrália.

Conheça os mercados prioritários selecionados:

Estados Unidos

Eleito para consolidação do mercado, os Estados Unidos são, historicamente, o principal destino do calçado brasileiro no exterior. No ano passado, conforme dados elaborados pela Abicalçados, foram embarcados para lá 17,84 milhões de pares, que geraram US$ 334,6 milhões, incrementos de 17,7% em volume e de 46,4% em relação a 2021.

A coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck, explica que, apesar de ser o principal destino das exportações do setor, o Brasil possui apenas 1% de market share das importações daquele país. “Os Estados Unidos são os maiores importadores do mundo e que vem dando mais atenção para fornecedores fora da Ásia, principalmente em função das exigências em sustentabilidade e proximidade logística. Em 2019, as importações de calçados chineses respondiam por quase 50% do market share, número que caiu para 39% no ano passado. É um mercado com grandes possibilidades para o nosso produto”, destaca Priscila.

Colômbia

Tendo caído três posições no ranking de destinos do calçado brasileiro no exterior (de 5º para 8º destino), a Colômbia é considerada um mercado relevante para o calçado brasileiro, principalmente para empresas que estão menos adiantadas no processo de exportação. Segundo Priscila, o Brasil representa quase 10% das importações totais de calçados daquele país e tem potencial de crescer ainda mais devido às proximidades geográficas, que facilitam a logística, e culturais. Em 2022, as exportações de calçados verde-amarelos para lá somaram 10,22 milhões de pares, que geraram US$ 43,8 milhões, queda de 3,4% em volume e incremento de 29% em receita em relação a 2021.

Chile

Visando a abertura estratégica do mercado chileno, o Brazilian Footwear apostará naquele mercado para o próximo período. Conforme levantamento da Inteligência de Mercado da Abicalçados, o Brasil responde por apenas 3,4% das importações de calçados do país. “Apesar disso, na América Latina, o Chile é o nosso quarto principal destino e importa muito produto de maior valor agregado (35% é couro)”, destaca Priscila. No ano passado, foram embarcados para lá 3,64 milhões de pares, que geraram US$ 49,6 milhões, altas tanto em volume (+24,8%) quanto em receita (+52,5%) em relação a 2021.

Emirados Árabes Unidos

Considerado estratégico por ser um reexportador para os demais países árabes, os Emirados Árabes Unidos possuem grande potencial de mercado para o Brasil, que hoje responde por apenas 0,3% das importações de calçados do país. O elevado preço médio do calçado consumido lá (US$ 66,30) é outro atrativo para as exportações. Em 2022, foram exportados para lá 1 milhão de pares verde-amarelos, que geraram US$ 9 milhões, resultados superiores tanto em volume (+4,6%) quanto em receita (+34,6%) ante 2021.

Alemanha

Respondendo por 20% do consumo de calçados na Europa ocidental, a Alemanha é a principal importadora mundial no Velho Continente e a segunda maior do mundo (US$ 12 bilhões em importações em 2021). “Por outro lado, o Brasil representa apenas 0,1% das importações totais do setor, o que denota grande potencial para crescimento”, explica Priscila. No ano passado, a indústria calçadista brasileira embarcou 1,47 milhão de pares para lá, que geraram US$ 10,1 milhões, resultados superiores tanto em volume (113,2%) quanto em receita (+45,8%) ante 2021.

Angola

Principal mercado africano para o calçado brasileiro, a Angola, além de ser estratégica para a expansão no continente, tem 32% de suas importações do setor provenientes do Brasil. “No ranking de importações angolanas, o Brasil só está atrás da China. A projeção para o consumo de calçados no país é de crescimento de 2% ao ano até 2024, portanto existe espaço para a ampliação das exportações brasileiras para esse destino”, comenta Priscila. Décimo terceiro principal destino do calçado brasileiro no exterior, a Angola importou, em 2022, 5 milhões de pares verde-amarelos, que geraram US$ 19 milhões, incrementos tanto em volume (+37%) quanto em receita (+41,4%) em relação a 2021.

Sobre o Brazilian Footwear:

O Brazilian Footwear é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a ApexBrasil. Este programa tem como objetivo aumentar a presença da indústria brasileira e de suas marcas no mercado internacional por meio de ações de desenvolvimento, promoção comercial e de imagem. Conheça: www.brazilianfootwear.com.br | www.abicalcados.com.br/brazilianfootwear.

Sobre a ApexBrasil:

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasi. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do País. Conheça: https://apexbrasil.com.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/03/2023 0 Comentários 1,1K Visualizações
Business

Abicalçados lança série sobre mercado internacional

Por Felipe Schwartzhaupt 02/03/2023
Por Felipe Schwartzhaupt

Tendo em vista a apresentação dos benefícios comerciais das exportações, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), através do seu braço internacional mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Brazilian Footwear, acaba de lançar a websérie “Sua marca no mundo”. Com seis episódios, o material traz cases de empresas de diferentes portes e segmentos, com dicas para quem busca iniciar ou ampliar o processo de vendas no mercado internacional, ressaltando também a importância do apoio do programa de fomento às exportações.

A coordenadora de Promoção de Imagem da Abicalçados, Alice Rodrigues, destaca que a websérie busca, com uma linguagem leve e didática, apontar alguns caminhos para a exportação, que diferentemente do que muitos pensam, não é exclusiva para grandes empresas. “A exportação é uma estratégia que deve ser perene, não ocasional. A internacionalização independe de porte ou segmento de atuação, a única regra é estar presente no mercado internacional com credibilidade e qualidade. Na série, trazemos cases de empresas que souberam adotar ferramentas efetivas para a internacionalização de seus produtos e que tiveram o apoio do Brazilian Footwear para essa tarefa”, avalia Alice.

Exportar independe de porte

O primeiro episódio é da Tnin Shoes, de São Paulo/SP. Focada em calçados infantis sustentáveis e usando matérias-primas eco-responsáveis, a empresa possui uma produção de 3 mil pares por mês, sendo que 40% dela é exportada para mais de 10 países. Criada em 2019 pelo casal Juliana Lawson e Darren Enthoven, a jovem empresa iniciou o processo de internacionalização já em 2020. “Iniciamos a exportação com um cliente no Chile e logo depois já estávamos embarcando nossos calçados para vários países da América do Sul, América do Norte, Europa e até para a Ásia”, recorda Juliana, ao dizer que o Brazilian Footwear auxilia a empresa com subsídios para a participação em eventos fora do País e apontando possibilidades de novos mercados de acordo com o nicho e estratégia da marca. “A exportação não é um processo difícil e as empresas têm muitos ganhos após expandirem suas atuações para além das fronteiras.”

Levando o Brasil para fora

Outra empresa que participa da websérie é a Calçados Beira Rio, que tem sua matriz em Novo Hamburgo/RS. Com uma produção de 400 mil pares por dia, dos quais envia 18% para mais de 90 países, a gigante do setor mostra como o Brazilian Footwear pode trazer soluções para empresas de todos os portes. A diretora Comercial e de Marketing da empresa, Maribel Christiane da Silva, ressalta que a exportação tem grande importância no cenário econômico, social e cultural, levando a imagem do Brasil para o mundo. “O apoio foi e é fundamental. Estrategicamente, a Abicalçados e a ApexBrasil nos indicam os mercados mais apropriados para o nosso produto, apoiam nossa participação nas principais feiras internacionais e nos fornecem pesquisas relevantes para a definição de estratégias mais assertivas no exterior.”

Parte do negócio

Também participando da websérie do Brazilian Footwear, a Democrata, indústria de calçados masculinos de Franca/SP, produz 19 mil pares por dia, dos quais exporta 20% para mais de 60 países, com destaque para os mercados latinoamericanos, europeus e africanos. O gerente de exportação da empresa, Anderson Melo, ressalta que a exportação de marca própria tem papel fundamental no desenvolvimento não somente da Democrata, mas do País, gerando desenvolvimento econômico e social. Porém, segundo ele, é preciso ter a internacionalização como uma estratégia, presente na cultura da empresa, e não tratar das vendas como oportunidades ocasionais. “É preciso manter e ampliar a presença nos mercados. A exportação tem que ser parte do negócio”, avalia o gerente, acrescentando dicas importantes para as empresas no mercado internacional: criação de identidade, criatividade e perseverança.

 

Sobre o Brazilian Footwear

O Brazilian Footwear é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a ApexBrasil. Este programa tem como objetivo aumentar a presença da indústria brasileira e de suas marcas no mercado internacional por meio de ações de desenvolvimento, promoção comercial e de imagem. Conheça: www.brazilianfootwear.com.br | www.abicalcados.com.br/brazilianfootwear.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasi. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do País. Conheça: https://apexbrasil.com.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2023 0 Comentários 870 Visualizações
Business

A nove meses da primeira edição, feira da Abicalçados já tem 85% do espaço preenchido

Por Amanda Krohn 15/02/2023
Por Amanda Krohn

A Brazilian Footwear Show (BFSHOW), promovida pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), já está com 85% dos espaços ocupados a nove meses de sua primeira edição. A feira, que ocorre nos dias 21 e 23 de novembro, contará com a participação de empresas de todos os portes e polos produtivos brasileiros. O evento será realizado em parceria com a NürnbergMesse Brasil, na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre/RS.  A BFSHOW tem como objetivo transformar-se em um marco para a indústria calçadista brasileira, que passará a ter sua própria feira, a exemplo da Itália, que abriga a Micam Milano e é referência internacional no setor.

(…) A expectativa para a primeira edição da BFSHOW é muito boa, principalmente pelo que podemos sentir nos polos calçadistas que visitamos ao longo do ano passado

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, comenta sobre os planos para a Brazilian Footwear Show. “Será um evento feito pela indústria para o varejo, abrangendo todas as demandas e anseios do mercado, que busca uma mostra com otimização de custos, transparente e focada em negócios”, destaca. Ferreira conta que a nova feira foi uma demanda dos próprios empresários, que ganhou força a partir de 2020. “Antes de lançarmos oficialmente a BFSHOW, ouvimos, além das indústrias, os lojistas brasileiros sobre a percepção das feiras físicas em um cenário pós-pandemia. Foi a partir dos resultados dessa pesquisa que colocamos em prática a feira”, recorda o dirigente. “O setor aderiu à ideia de ter uma feira democrática, realizada e gerida pelas indústrias de calçados. Além de otimizar recursos, será um evento focado em negócios e extremamente transparente, inclusive com auditorias em relação aos números apresentados”, acrescenta.

Com projeção de crescimento de 1,6% na produção, alcançando mais de 860 milhões de pares produzidos em 2023, a indústria calçadista brasileira enxerga no evento uma oportunidade de expandir as vendas tanto no mercado doméstico quanto internacional. “As exportações, que foram alavanca do crescimento de cerca de 3% no ano passado, devem perder espaço para o mercado interno ao longo de 2023, mas serão igualmente importantes para o resultado global, já que hoje 15% do que produzimos é enviado para o exterior”, informa Aroldo Ferreira.

O CEO da NürnbergMesse Brasil, João Paulo Picolo, projeta uma feira pujante e com efetivação de negócios. “Estamos animados! A chancela da Abicalçados, por si só, aponta para a força da feira, otimizando recursos e gerando retornos mais expressivos para os expositores. A expectativa para a primeira edição da BFSHOW é muito boa, principalmente pelo que podemos sentir nos polos calçadistas que visitamos ao longo do ano passado”, avalia.

Com expositores confirmados em todos os polos calçadistas brasileiros, a BFSHOW se notabiliza por unir grandes, médias e pequenas empresas, de diferentes nichos e estratégias de atuações. A Democrata (Franca/SP) é uma das expositoras confirmadas. O diretor comercial da empresa, Marcelo Paludetto, ressalta que, após um ano bom, de crescimento de 25% e recorde histórico de vendas no mercado doméstico, a expectativa para 2023 é de manutenção dos índices, principalmente no Brasil. “Como o nosso principal destino são os Estados Unidos, mercado em que o varejo está com altos estoques e sofre com a inflação, devemos ter uma queda nas exportações. Já no mercado doméstico a expectativa é de repetir os bons índices do ano passado”, avalia.

Para a BFSHOW, Paludetto destaca que a expectativa é bastante positiva, especialmente pela recuperação da representatividade e pujança de uma feira “do tamanho que o setor merece”. “Sabemos que a BFSHOW será uma construção, mas temos a expectativa de que se torne a principal feira nacional de calçados, para o mercado brasileiro e mundial”. O diretor ressalta, ainda, que são diferenciais desta primeira edição a infraestrutura e as facilidades logísticas, já que a Fiergs fica localizada muito próxima ao aeroporto da capital gaúcha.

Também otimista com a realização da feira calçadista está o empresário João Osterno Filho, da Di Valentini (São João Batista/SC). Segundo ele, o crescimento da empresa projetado para 2023, de 23% em produção de calçados, passa, entre outras coisas, pelo sucesso da BFSHOW. “Estamos com grandes expectativas, pois estamos sendo ouvidos para criar as condições de uma feira, efetivamente, focada em negócios”, destaca o empresário, ressaltando que outro fator positivo foi a redução de custos para exposição.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/02/2023 0 Comentários 731 Visualizações
Business

Abicalçados aponta alta na exportação de calçados

Por Amanda Krohn 13/02/2023
Por Amanda Krohn

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em janeiro, foram embarcados 14,63 milhões de pares, que geraram US$ 117,9 milhões. Os resultados são superiores tanto em volume (+4,5%) quanto em receita (+16,6%) em relação ao primeiro mês de 2022. Em janeiro, o crescimento dos pares embarcados aos países membros da União Europeia mais do que compensou as quedas registradas para Estados Unidos e Argentina, historicamente os dois principais destinos do calçado brasileiro.

A desaceleração da inflação na região tende a beneficiar, gradativamente, o consumo de bens não essenciais, caso dos calçados

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, as exportações para o bloco econômico cresceram 29% em receita e 27,9% em volume. “A desaceleração da inflação na região tende a beneficiar, gradativamente, o consumo de bens não essenciais, caso dos calçados”, avalia o executivo, ressaltando que o FMI revisou – para cima – a projeção de crescimento do PIB para a Zona do Euro, que deve variar 0,7% em 2023 – previsão anterior era de 0,5%.

RS: maior exportador

No primeiro mês de 2023, o principal exportador de calçados do Brasil foi o Rio Grande do Sul. Partiram das fábricas gaúchas mais de 2,8 milhões de pares, que geraram US$ 46,68 milhões, resultado 17% inferior em volume, mas 4,5% superior em receita na relação com janeiro do ano passado. O fato se deu pelo aumento do preço médio do calçado exportado pelos gaúchos, que passou de US$ 15,98 para US$ 16,50.

O segundo maior exportador de calçados de janeiro foi o Ceará. No mês passado, foram embarcados de lá 5,9 milhões de pares, que geraram US$ 34,73 milhões, queda de 3,7% em volume e aumento de 14% em receita na relação com janeiro de 2022. Na sequência, apareceram São Paulo (2,9 milhões de pares e US$ 11,17 milhões, altas de 58% e 80,4%, respectivamente, ante 2022) e Minas Gerais (709 mil pares e US$ 10,38 milhões, altas de 19,6% e 33,7%, respectivamente).

EUA: principal destino

Mesmo registrando quedas em relação a janeiro de 2022, os Estados Unidos seguiram sendo o principal destino do calçado brasileiro no primeiro mês do ano. Em janeiro, foram embarcados para lá 1,26 milhão de pares por US$ 23,4 milhões, resultados inferiores tanto em volume (-28%) quanto em receita (-9,5%) em relação ao mesmo período de 2022.

Em janeiro, a Bolívia ultrapassou a Argentina como o segundo principal destino do calçado verde-amarelo. No primeiro mês do ano, foram embarcados para o país vizinho 735,6 mil pares por US$ 12,8 milhões, resultado 5,5% inferior em volume e 92,3% superior em receita na relação com janeiro de 2022. Na sequência dos destinos, apareceram a Argentina (2 milhões de pares e US$ 6,9 milhões, altas de 147,6% em volume e 137,8% em receita na relação com janeiro passado) e Espanha (584,5 mil pares e US$ 6 milhões, queda de 23% em volume e incremento de 8,8% em receita na relação com o mesmo ínterim de 2022).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/02/2023 0 Comentários 591 Visualizações
Business

Abicalçados aponta que setor calçadista criou 24,6 mil vagas em 2022

Por Amanda Krohn 07/02/2023
Por Amanda Krohn

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, no ano passado, as indústrias calçadistas brasileiras criaram 24,6 mil postos de trabalho. Com isso, o setor encerrou 2022 empregando, diretamente, 296,4 mil pessoas, 9,1% mais do que em 2021 e o melhor resultado desde 2015. No comparativo com o período pré-pandemia, em 2019, o crescimento é de 11,4%.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que o nível de emprego cresceu em função do aumento da produção do setor, que encerrou 2022 com crescimento de 2,4%, para mais de 840 milhões de pares. “Apesar de uma leve retração nos últimos três meses do ano, 2022 foi bom para o setor principalmente para as exportações, que cresceram mais de 45% – em receita – na relação com 2021”, comenta. Segundo o executivo, para 2023, a expectativa é de que o setor siga crescendo, porém com índices mais tímidos. “Para este ano, a estimativa da Abicalçados é de um crescimento de 1,6% em produção, incremento que deve ser impulsionado pelo mercado doméstico”, acrescenta o dirigente.

Conforme a entidade, o maior empregador do setor no Brasil, o Rio Grande do Sul encerrou 2022 com 87 mil pessoas empregadas na atividade, 14,7% mais do que em 2021. O segundo empregador do ano foi o Ceará, com 64,4 mil postos, 11,2% mais do que no ano anterior. Na sequência apareceram a Bahia (42,65 mil empregos e crescimento de 19,5% ante 2021) e São Paulo (31,27 mil empregos e crescimento de 8,6%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/02/2023 0 Comentários 632 Visualizações
Variedades

Brasileiros retornam da Colômbia com expectativas de US$ 1,5 milhão em negócios

Por Amanda Krohn 07/02/2023
Por Amanda Krohn

A Missão Comercial do Brazilian Footwear na Colômbia contou com a participação de 25 marcas brasileiras de calçados entre a sexta-feira (30/1) e a sexta-feira (3/2), em Cali e Bogotá. A ação deve gerar mais de US$ 1,5 milhão entre vendas efetivadas e alinhavadas. Durante o showroom, os expositores receberam 173 contatos, destes, 128 novos. A expectativa é que sejam comercializados cerca de 143 mil pares, entre vendas realizadas in loco e alinhavadas no evento. O programa Brazilian Footwear é mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

(…) Observamos que a consistência é muito importante, as empresas que participaram anteriormente conseguiram atingir resultados mais expressivos do que na edição passada

De acordo com Carla Giordani, analista de Promoção Comercial da Abicalçados, o evento proporcionou um atendimento personalizado, realizado por meio do serviço de matchmaking – cruzamento entre ofertas dos expositores e demandas dos compradores – o que o tornou ainda mais efetivo. “Além disso, observamos que a consistência é muito importante, as empresas que participaram anteriormente conseguiram atingir resultados mais expressivos do que na edição passada”, comentou Carla, salientando o interesse dos compradores colombianos pelo calçados brasileiros.

Depois de participar do showroom em julho do ano passado, a Parô, de São João Batista/SC, retornou ao evento com o objetivo de estreitar o relacionamento com compradores e abrir novos clientes. “Sabemos que temos bastante potencial de mercado, especialmente no segmento de produtos de maior valor agregado, com informação de moda, diferencial na construção, materiais e cores”, destacou Schirley Booz Sá, gerente de Exportação da Parô. Segundo ela, a Missão proporcionou o encontro com importantes players colombianos e a abertura de dois novos clientes.

De olho nas oportunidades, a Pé com Pé, de Birigui/SP, esteve pela primeira vez na ação, que superou as expectativas da empresa. De acordo com o gerente de Exportação, Rodrigo Babeto, a Colômbia se destaca por ser um mercado promissor, com potencial de consumo e grandes players, o que abre espaço para a indústria brasileira. “Nós já trabalhamos na Colômbia na modalidade private label – marca do cliente – e a intenção é aumentar a nossa presença no mercado, além de iniciar o trabalho com marca própria. Durante o showroom, recebemos compradores parceiros e também clientes com interesse em trabalhar com as marcas Pé com Pé e Vitz, e entendemos que estamos no caminho certo”, contou Babeto.

A compradora Maria Cristina Rodríguez, gerente de Produto da Comercializadora Arturo Calle SAS, de Bogotá, visitou o showroom em busca de novos fornecedores para o grupo, que já trabalha com mais de dez empresas brasileiras. “No ano passado conhecemos alguns fornecedores e agora queremos iniciar negócios com outros três que fizemos reuniões. A indústria de calçados do Brasil é gigante e traz tecnologia no calçado, oferecendo muito conforto em palmilhas e saltos. E os consumidores sabem que os produtos fabricados no Brasil são sinônimos de conforto e qualidade”, frisou Maria. A compradora ressaltou, ainda, a importância do investimento em sustentabilidade e ESG. “Esse tema é muito importante para nossa companhia e estamos buscando fornecedores alinhados. Não basta ter um produto ecológico, mas possuir processos sustentáveis, desde o trabalho no escritório até o destino final que damos para os resíduos da produção.”

Promoção de imagem

Em paralelo à agenda comercial, o Brazilian Footwear realizou ações para promover as marcas brasileiras, bem como a indústria nacional. Em Cali, os empresários receberam formadores de opinião, compradores e imprensa local em um coquetel com desfile dos produtos que estavam sendo apresentados. Já em Bogotá, a imprensa participou do Photocall, iniciativa que permite aos convidados conhecerem de perto as coleções e resulta em um editorial de fotos da moda verde-amarela. “Sabemos que o Brasil é uma referência quando o assunto é moda e essas iniciativas ajudam a posicionar nossas marcas e reforçar a imagem do calçado brasileiro, além de estreitar relacionamento não somente com a imprensa, mas também com os consumidores colombianos, que acabam sendo impactados pelas publicações”, ressaltou Alice Rodrigues, coordenadora de Promoção de Imagem da Abicalçados.

Informações de mercado

Antes do showroom abrir as portas em Cali, os expositores brasileiros participaram de uma visita técnica ao mercado, guiada pela compradora Catherine Ocampo, gerente geral da JCT Empresarial SAS, proprietária das lojas Josh, de Cali. O grupo visitou dois centros comerciais com foco em diferentes públicos com o intuito de entender posicionamento, preços e consumo. Para Catherine, as empresas brasileiras se destacam pelo conforto, insumos e matérias-primas diferenciados. “Vejo a oferta de produtos inovadores com materiais diversos como ponto forte a ser trabalhado pelos brasileiros na Colômbia.”

A programação contou ainda com um seminário preparatório com informações de mercado, dados econômicos e de comércio bilateral, além de tendências de moda e consumo. Participaram do seminário o chefe adjunto de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Bogotá, Cesar de Oliveira Lima Barrio; a gerente de Desenvolvimento Setorial e líder Comercial de Projetos Especiais de Fenalco – Federação Nacional de Comerciantes, María del Pilar Rivera Muñoz; e o COO do escritório da ApexBrasil na Colômbia, Marcello de Moraes Martins. Também estiveram presentes representantes do STF Group, proprietário das lojas Studio F, Studio F Man e Ela: Juan David Rivadeneira, gerente de Produto do grupo STF, Maria Camila Rubio, gerente de Coleções de Ela, e Maria Alejandra Campiño, compradora de Ela. Participaram da Missão Comercial as marcas Parô Brasil, Parô Cool, 365 Days, Pampili, Opananken, Beira Rio, Moleca, Vizzano, Modare Ultraconforto, Molekinha, Molekinho, Actvitta, BR Sport, Macboot, Suzana Santos, Renata Mello, Azille, Kidy, Mar&Cor, Marina Mello, Kenner, Redley, Batatinha, Pé com Pé e Vitz.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/02/2023 0 Comentários 457 Visualizações
Business

95ª Micam Milano, na Itália, terá 64 marcas calçadistas brasileiras

Por Amanda Krohn 02/02/2023
Por Amanda Krohn

A 95ª edição da Micam Milano, que acontece entre os dias 19 e 22 de fevereiro, nos pavilhões da Fiera Milano, em Milão/Itália, está mobilizando 64 marcas brasileiras de calçados. A participação nacional é apoiada pelo Brazilian Footwear, programa de fomento às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Paola Pontin, destaca que as expectativas das marcas brasileiras são positivas, diante do incremento das exportações nacionais de calçados em 2022. “A Micam Milano é uma das maiores feiras comerciais do setor no mundo, recebendo mais de 30 mil visitantes de todos os continentes, a maior parte deles da Europa, com destaque para Itália, Espanha, França e Alemanha, além de um grande número de compradores norte-americanos e japoneses”, explica, ressaltando que a qualidade dos visitantes, somada à assertividade da organização por segmentos e nichos nos pavilhões, facilita as negociações. Na feira de fevereiro de 2022, conforme relatório da Abicalçados, foram gerados mais de US$ 25 milhões entre negócios realizados in loco e alinhavados.

Nesta edição, o Brazilian Footwear terá novamente um estande detalhando cases de sustentabilidade da indústria calçadista brasileira. “A sustentabilidade é cada vez mais procurada por compradores estrangeiros. No ano passado, o estande com produtos sustentáveis fez grande sucesso e esperamos o mesmo neste ano”, projeta Paola, destacando que estarão expostos no espaço calçados de diferentes segmentos e certificadas no âmbito do Origem Sustentável, única certificação de sustentabilidade para a cadeia calçadista no mundo.

Exportações

As expectativas brasileiras são positivas, especialmente diante do crescimento das exportações brasileiras de calçados. Conforme dados gerados pela Abicalçados, no ano passado foram embarcados 141,9 milhões de pares, que geraram US$ 1,3 bilhão em divisas, o maior resultado em 12 anos e que representou um aumento de 45,5% sobre 2021.

Participam da Micam Milano, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas Actvitta, Adrun, Alex Senne, Anamomic Shoes, Andacco, Awana, Bebecê, Beira Rio, Bibi, BR Sport, Campesi, Capelli Rossi, Carrano, Cecconello, Cocco New York, Comfotflex, Cristófoli, Dakota, Democrata, Dotz, Ferracini, Ferricelli, Guilhermina, Ipanema, Itapuã, Jorge Bischoff, Kolosh, Kolway, Lamara London, Levecomfort, Lia Line, Loucos & Santos, Luiza Barcelos, Luz da Lua, Madeira Brasil, Mississipi, Modare Ultra Conforto, Moema, Moleca, Molekinha, Molekinho, New Face, Offline, Opananken Antitensor, Pampili, Pegada, Perlatto, Petite Jolie, Piccadilly, Pink Cats, Ramarim, Rider, Santa Lolla, Sapatoterapia, Savelli, Sua Cia, Tabita, Usaflex, Verofatto, Vicenza, Vizzano, Voices Culture, Werner, Wirth e Zaxy.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/02/2023 0 Comentários 555 Visualizações
Business

Abicalçados debate interesses da indústria com o Ministério da Fazenda

Por Amanda Krohn 31/01/2023
Por Amanda Krohn

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, participou, na segunda-feira (30), de uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O encontro ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e reuniu as principais federações e associações representativas da Indústria de Transformação brasileira. O objetivo foi discutir os interesses do setor e suas perspectivas.

De acordo com o dirigente da Abicalçados, o encontro foi positivo e mostrou boa vontade por parte do ministro da Fazenda em ouvir os pleitos da indústria. “A reindustrialização do Brasil é urgente, pois sem ela não existe desenvolvimento econômico e social”, destaca. Segundo Ferreira, soa bem para o setor o entendimento do Governo Federal no que diz respeito a criar bases para o desenvolvimento da Indústria de Transformação, que há mais de três décadas vem perdendo participação no PIB nacional.

Para que o setor industrial volte a crescer, segundo o executivo, se faz necessário a facilitação do acesso ao crédito, a diminuição da burocracia estatal, a manutenção do câmbio em patamar competitivo para exportação e a Reforma Tributária. “Não é razoável que o empresário brasileiro conviva com um manicômio tributário. Mais do que reduzir impostos, se faz urgente simplificar a legislação tributária para dar mais competitividade à indústria nacional”, completa.

Argentina

Ferreira conta, ainda, que conversou novamente com Haddad sobre a situação das exportações para a Argentina, que desde o meio do ano passado sofrem com a alteração das condições de acesso ao Mercado Único do Câmbio para pagamentos de importações do país vizinho, o que vem atrasando pagamentos em até 6 meses. “Só empresas de maior porte estão conseguindo manter seus embarques regulares para a Argentina, nosso segundo principal mercado no exterior”, destaca. Segundo o executivo, Haddad disse que o Governo Federal está debruçado sobre a proposta de financiar importadores argentinos, mas que está negociando as garantias para pagamento.

Conforme dados elaborados pela Abicalçados, no ano passado, foram exportados para a Argentina 15,9 milhões de pares por US$ 179,4 milhões, incrementos de 19% em volume e de 55,8% em receita na relação com 2021. As exportações para a Argentina, que vinham em uma crescente no primeiro semestre, passaram a cair a partir da resolução, principalmente nos últimos três meses de 2022, quando caiu 36%, 23% e 48% em relação aos mesmos meses de 2021.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/01/2023 0 Comentários 598 Visualizações
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29 marcas brasileiras participam de circuito de feiras nos EUA

Por Amanda Krohn 30/01/2023
Por Amanda Krohn

Principal mercado internacional para o calçado brasileiro, os Estados Unidos serão alvo, entre os dias 12 e 23 de fevereiro, de uma ação do Brazilian Footwear. Com o objetivo de incrementar as exportações para o mercado norte-americano, o programa de fomento aos embarques de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promove a participação de 29 marcas brasileiras no circuito de promoção comercial nos Estados Unidos.

Em 2022, os Estados Unidos foram fundamentais para o incremento das exportações brasileiras de calçados. (…)

A analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Paola Pontin, conta que, no total, as marcas brasileiras participarão de quatro feiras comerciais que alcançam as principais áreas de consumo dos Estados Unidos. Além disso, a analista ressalta que as mostras abrangem diferentes perfis, segmentos e nichos de atuação. “Em 2022, os Estados Unidos foram fundamentais para o incremento das exportações brasileiras de calçados. No ano passado foram embarcados para lá quase 18 milhões de pares, que geraram US$ 334,6 milhões, 46,4% mais do que em 2021”, comenta Paola, ressaltando que o objetivo é seguir crescendo naquele que é o maior mercado mundial de calçados. “Existe espaço para manutenção e para crescimento, principalmente pelo fato de que as empresas brasileiras estão cada vez mais preparadas para atender as diferentes demandas dos compradores norte-americanos”, avalia a analista.

A primeira parada será na Playtime NY, em Nova Iorque, entre os dias 12 e 14 de fevereiro. Na mostra, que comercializa coleções de calçados infantis para compradores norte-americanos e de alguns dos principais mercados do mundo, participam as marcas Cartago Kids, Dalai Kids, Ipanema Kids, Mini Melissa e Planet Sea. Na sequência, 18 marcas verde-amarelas de diferentes segmentos e nichos de atuação participam da Magic/Project Las Vegas, entre os dias 13 e 15 de fevereiro. Participam do evento as marcas Actvitta, Beira Rio, BR Sports, Carrano, Cartago, Ipanema, Klin, Melissa, Mini Melissa, Modare Ultraconforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Pegada, Savelli, Schutz, Vizzano e Zinzane.

Uma das feiras que mais crescem nos Estados Unidos, a Atlanta Shoe Market receberá 16 marcas brasileiras entre os dias 18 e 20 de fevereiro, em Atlanta. Mostra promovida pela associação de representantes comerciais do sudeste norte-americano, é um evento voltado para negócios. Participam do evento as marcas Azillê, Bottero, Carrano, Cartago, Cartago Kids, Ipanema, Ipanema Kids, Melissa, Mini Melissa, Pegada, Petite Jolie, Piccadilly, Quick Shoes, Renata Mello, Schutz e Suzana Santos. Finalizando o circuito, a Magic NY, em Nova Iorque, receberá 11 marcas brasileiras entre os dias 21 e 23 de fevereiro. Mostra voltada para o nicho de moda feminina, a Magic NY receberá as marcas Actvitta, Beira Rio, BR Sports, Carrano, Modare Ultraconforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Petite Jolie, Vizzano e Zinzane.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/01/2023 0 Comentários 447 Visualizações
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Projeção da Abicalçados aponta crescimento gradual na indústria

Por Amanda Krohn 27/01/2023
Por Amanda Krohn

Com a projeção de um crescimento mais tímido em 2023, de 1,6% em produção, a indústria calçadista brasileira está cautelosa e observando os próximos passos da economia nacional e internacional. O cenário no mercado doméstico é de desaquecimento, com endividamento recorde das famílias (80%) e inflação crescente. No âmbito internacional, o cenário não é muito diferente, com a escalada da inflação, impulsionada pelos problemas logísticos pós-Covid 19 e pelo conflito no Leste Europeu, somada ao desaquecimento de grandes economias mundiais, caso dos Estados Unidos e Zona do Euro.

A projeção da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), no entanto, é de crescimento muito acima da previsão de incremento do PIB brasileiro para 2023 (0,7%). O presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira, destaca que o setor calçadista, historicamente, cresce mais do que a economia brasileira, o que mostra a pujança de uma atividade que emprega, diretamente, mais de 300 mil pessoas em todo o País. “Será um ano de desafios, mas nada que o setor não esteja acostumado. Ao longo dos anos, passamos por crises, algumas mais outras menos graves, mas sempre saímos fortalecidos. Em 2023, as dificuldades maiores devem ser no mercado externo, sendo que as exportações devem perder espaço para o mercado interno. Em um país com um mercado doméstico como o nosso, isso está longe de ser terra arrasada”, comenta, ressaltando que os embarques devem registrar queda de 5,7% ao longo do ano (em pares).

Investimentos

Algumas empresas estão otimistas para 2023, mesmo com todos os desafios pela frente. É o caso da Calçados Gonçalves, de Rolante/RS, que no final do ano passado anunciou a compra da marca Cravo & Canela. Com uma produção de 6 mil pares diários, 100% deles na modalidade private label – com a marca do cliente -, a Gonçalves cresceu 30% em faturamento em 2022. “Ano passado foi, de fato, o ano da retomada, principalmente no mercado internacional, onde comercializamos 50% da nossa produção – 95% delas para os Estados Unidos. Em 2021, ainda sentíamos os efeitos da Covid-19 e o mercado ainda estava receoso”, conta o diretor da empresa, Ademir Gomes Gonçalves.

Com a aquisição da marca Cravo & Canela, a Calçados Gonçalves espera seguir em crescimento em 2023. O empresário conta que ao longo do ano corrente será realizado um planejamento da nova marca, com adequações no perfil dos consumidores. “Em 2023, nossa projeção é de crescimento de 10% sobre 2022, que foi um ano muito bom. Mas, será a partir de 2024, com a marca própria adequada, que esperamos crescer mais, em torno de 30%. Em 2023 e 2024, planejamos investir mais de R$ 15 milhões em estrutura, desenvolvimento de marca e tecnologia”, projeta Gonçalves.

Adaptação

O diretor da Randall, de Nova Serrana/MG, Pedro Gomes da Silva, revela que o ano de 2022 foi de crescimento expressivo para a empresa, que passou de uma produção de 372 mil pares, em 2021, para mais de 554 mil pares produzidos, um incremento produtivo de quase 50%. Segundo ele, os desafios de 2023, que não são poucos, ensejam mudanças, adaptações para os calçadistas. “Agora precisaremos ir ao mercado vender. Em 2022 fomos – muito – comprados”, afirma o empresário, ressaltando que, no ano passado, em agosto, empresas do polo mineiro já tinham vendas até o final de dezembro.

Exportando cerca de 2% da produção para países da América Latina, nos próximos anos, a Randall buscará aumentar a presença internacional. “Nossa meta é fechar em 10% para exportação. Sabemos da importância do nosso mercado interno e por isso não queremos aumentar muito mais essa fatia”, diz. Para Silva, 2023 será um ano para manter as conquistas de 2022. “O cenário não está tão positivo, percebemos que os lojistas estão mais receosos. Por exemplo, nesta fase do ano já teríamos 30 mil pares em fevereiro, mas estamos com 12 mil”, revela o empresário.

Cautela

Outra empresa que está cautelosa com as projeções é a Redeplast, de Novo Hamburgo/RS. Segundo os diretores da indústria, Juliano Martins e Maurício Martins, após crescer cerca de 50% nos dois últimos anos (35% em 2021 e 15% em 2022), impulsionados, principalmente, pelas exportações, a empresa trabalha para manter os números positivos ao longo do ano corrente. “Sentimos que o comprador está mais cauteloso, principalmente no e-commerce. Na pandemia, ocorreu um boom das vendas on-line, mas que caiu rapidamente assim que abriram as lojas físicas. Algumas empresas pensaram que íamos seguir assim. Foi um erro de planejamento por parte de alguns empresários, que agora estão sofrendo com estoques elevados”, opina Juliano Martins. A exportação, segundo ele, deve seguir crescendo de importância, embora o cenário internacional se mostre ainda mais desafiador para a empresa.

Entre os principais desafios para a atividade nos próximos anos, o empresário destaca o aumento dos custos com insumos, provocados pela alta inflação internacional, e o aumento dos custos logísticos, com fretes. O cenário de incertezas também fez com que a empresa colocasse o pé no freio com relação aos investimentos. “Viemos investindo bastante nos últimos dois anos. Para 2023, no primeiro semestre não temos previsão. Conforme for o andamento, iremos voltar a investir a partir da segunda parte do ano”, conta Juliano Martins, ressaltando que a empresa, que hoje produz 17 mil pares de calçados diariamente, tem capacidade para produzir 26 mil. “Temos espaço para crescer”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/01/2023 0 Comentários 524 Visualizações
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