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abicalçados

Business

Concorrência desleal com plataformas impacta na indústria de calçados

Por Marina Klein Telles 09/11/2023
Por Marina Klein Telles

A concorrência desleal com plataformas internacionais de e-commerce, que desde agosto estão isentas de impostos de importação para remessas de até US$ 50, vem impactando a indústria calçadista nacional. A avaliação é da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que divulgou os dados relativos à produção, consumo aparente e emprego no setor.

Dados elaborados pela entidade apontam uma distorção importante, de crescimento no consumo aparente e queda na produção de calçados. Entre janeiro e setembro, o setor produziu 618,5 milhões de pares, 1,6% menos do que no acumulado do ano passado. Já o consumo aparente, no mesmo período e no mesmo comparativo, cresceu 1,9%, para 550,9 milhões de pares. Como consequência, na medida em que o consumo aparente apresenta crescimento superior à produção, infere-se que as importações estão sendo o vetor de incremento do consumo, em detrimento da produção local.

Os reflexos da concorrência injusta em favor dos produtos comercializados pelos marketplaces, já se apresentam no estoque de emprego do setor. Dados da Abicalçados apontam que a indústria criou apenas 391 empregos em setembro e tem saldo negativo de 333 postos no acumulado de 2023. No mesmo mês do ano anterior, o setor havia criado mais de 4 mil postos de trabalho. Excetuando-se o ano de 2020, que reflete os efeitos da pandemia da Covid-19, foi a pior geração de empregos, no período, de toda a série histórica, iniciada nos anos 2000. Atualmente, a atividade emprega, diretamente, 296 mil pessoas, 6,4% menos do que no mesmo ínterim de 2022.

Alerta

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que os números mostram o resultado de uma situação que vem sendo levada às autoridades desde agosto, quando entrou em vigor a Portaria MF nº 612/2023, que isentou do pagamento de impostos remessas de plataformas internacionais de e-commerce para pessoas físicas no valor de até US$ 50. “Os dados apontam que, apesar do crescimento do consumo, a indústria nacional vem perdendo tração. Estamos perdendo mercado para produtos que estão entrando no Brasil sem qualquer tipo de tributação. É uma concorrência desleal, pois pagamos impostos em cascata, e que está destruindo não somente a indústria nacional de calçados, mas os empregos por ela gerados”, alerta o executivo.

Recente levantamento realizado pela Inteligência de Mercado da Abicalçados aponta que a isenção coloca em risco imediato mais de 30 mil postos de trabalho na indústria calçadista brasileira. O estudo levou em consideração apenas a concorrência contra as duas maiores plataformas internacionais de e-commerce atuantes no Brasil, que faturaram cerca de R$ 2 bilhões com o segmento em 2022, 20% do valor total do varejo on-line de calçados no Brasil. O levantamento da entidade estimou que a cada R$ 1 bilhão que a indústria calçadista nacional deixa de produzir – pela concorrência desleal imposta pelas plataformas – o setor deixa de gerar 16,5 mil postos de trabalho de forma direta e indireta.

Conscientização

Segundo o dirigente, é preciso conscientizar o Governo e também a população que o ganho imediato, de comprar um produto mais barato nessas plataformas, pode ceifar empregos. “Além de alimentar a concorrência desleal, desprovida do mínimo de isonomia tributária e colocando em risco o sustento de milhares de famílias brasileiras, o consumidor que compra esses calçados está apoiando países que, em sua maioria, não respeitam os direitos humanos e os mais triviais conceitos de sustentabilidade”, comenta Ferreira, acrescentando que as três principais origens das importações de calçados – China, Vietnã e Indonésia – ratificaram apenas 20 convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), enquanto o Brasil ratificou uma centena. “Precisa ficar claro, também, que os países asiáticos em questão não ratificaram convenções que possuem impacto direto em setores intensivos em mão-de-obra. Nem mesmo a convenção que impõe salário mínimo para os trabalhadores foi ratificada”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/11/2023 0 Comentários 412 Visualizações
Variedades

Abicalçados parabeniza os artistas do calçado

Por Marcel Vogt 25/10/2023
Por Marcel Vogt

Mais do que lembrar uma profissão secular, que produz calçados para a maior indústria do setor no Ocidente, o Dia do Sapateiro também é dia de homenagear os profissionais que fazem o dia a dia da atividade. Produzindo verdadeiras obras de arte, para os mais variados segmentos de calçados, do chinelo à bota, esses mais de 300 mil sapateiros fizeram – e fazem – a história da nossa indústria. 

Para homenagear esses artistas, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) conversou com alguns sapateiros, que falaram do orgulho e da motivação de manter essa tão importante atividade para o Brasil e para os brasileiros. 

Eunice Baptista Gea, armadeira de amostras na Ferruci, indústria calçadista de Jaú/SP, é uma dessas artistas. “Eu tenho muito orgulho de ser uma sapateira há mais de 16 anos. Aqui eu fiz a minha vida, minha casa, e também subi na profissão. É uma satisfação poder ver, ao longo do tempo, os nossos calçados nos pés das pessoas. Eu penso, fui eu quem construiu, eu vi esse produto nascer”. 

O coordenador operacional da Tess, empresa carioca que produz as marcas Redley e Kenner, Carlos André da Costa, ressalta a satisfação de desenvolver calçados com alto padrão de qualidade e que agora começa a alçar voos internacionais. “Sermos reconhecidos pelo nosso trabalho, pelo nosso capricho e carinho aplicado no calçado, é algo que me motiva diariamente”.

Estar na história das crianças, contribuindo para momentos inesquecíveis e também para um crescimento saudável, é o que motiva o coordenador de modelagem da Klin (Birigui/SP), Cláudio Luis Costa. “O que mais gosto, nessas três décadas de atuação no setor, é desenvolver calçados lindos e confortáveis que fazem parte da história das crianças. Somos o primeiro sapatinho, o sapatinho da primeira festa, do primeiro dia de aula. Isso é muito significativo”. 

Trabalhando há 25 anos como sapateiro, o supervisor de modelagem da Savelli, de Franca/SP, Leonardo de Paula, também destaca o seu orgulho pela profissão. “O trabalho com calçado é bastante artesanal, passa por diversas mãos e processos. É uma área desafiadora, mas também muito motivadora. Herdei a profissão do meu pai e agora quero passar adiante para a minha filha”. 


Sobre a Abicalçados


A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) é a entidade que representa a indústria nacional, quinta maior produtora de calçados do mundo, a maior do Ocidente. Fundada em 1983, a Abicalçados, sediada em Novo Hamburgo/RS, possui em seu quadro de associados empresas de todos os portes e que respondem por mais de 65% do total de pares produzidos no País. A entidade representa uma indústria que emprega, diretamente, mais de 300 mil pessoas. Sua missão é representar, defender, desenvolver e promover a indústria calçadista brasileira, com respeito, excelência e resultados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/10/2023 0 Comentários 473 Visualizações
Business

BFSHOW reunirá mais de 100 marcas exclusivas e milhares de lojistas e importadores

Por Marcel Vogt 25/10/2023
Por Marcel Vogt

A pouco menos de um mês de sua realização, a primeira edição da Brazilian Footwear Show (BFSHOW), que acontece entre os dias 21 e 23 de novembro, no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre/RS, traz ótimas expectativas para expositores e lojistas. Para a feira, que terá mais de 100 das principais marcas nacionais do setor exclusivamente na sua primeira edição, são esperados mais de 10 mil lojistas brasileiros, além de compradores de todos os continentes.

Um dos grupos confirmados na BFSHOW é o Oscar, um dos maiores do País e que conta com 180 lojas espalhadas pelo interior de São Paulo, Vale do Paraíba, Triângulo Mineiro, Joinville/SC, Alagoas e Paraíba. “Acredito que 2024 será um ano muito desafiador para o varejo e esse tipo de evento, além de fortalecer o setor calçadista, nos possibilita trocar informações com fabricantes e outros players do mercado. É a primeira vez que essa feira acontece e espero encontrar bastante informação para selecionar os produtos do Inverno 24”, destaca a diretora do grupo, Elisa Gasparetto Indalecio. Segundo ela, como a rede desenvolve parte da coleção de feminino como private label, é importante que, além das grandes marcas, a gente encontre bons fabricantes para esses desenvolvimentos e projetos exclusivos. “Estar em um evento com essa qualidade de expositores sempre gera uma oportunidade para bons negócios”, conclui.

O diretor do grupo Dinni, que possui 27 lojas na Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte, Alberto Rocha Nunes Filho, ressalta que, diante das marcas confirmadas, a expectativa para a BFSHOW é bastante positiva. “Estamos esperando muito da feira realizada pela Abicalçados, que traz grandes marcas de todos os segmentos e polos calçadistas. A feira será importante, não somente para a geração de negócios, mas também para agregar em estudos e levantamentos de tendências de moda”, avalia.

Presenças internacionais

Além dos principais grupos do varejo brasileiro, a BFSHOW tem confirmada a presença de mais de 100 importadores de todo o mundo, em projetos realizados com a parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e NürnbergMesse Brasil.

Um dos importadores confirmados na feira é Carlos Alberto Londoño, do Grulla y Wellco, da Colômbia. “Para a nossa companhia é muito importante acompanhar a evolução da indústria calçadista brasileira por meio da BFSHOW. Esperamos encontrar grandes marcas e chegar a bons negócios para integrar cada vez mais os mercados brasileiro e colombiano”, projeta o comprador. O grupo é um dos principais no e-commerce colombiano.

Dados da Abicalçados apontam que a Colômbia vem comprando mais calçados verde-amarelos em 2023. Conforme dados da entidade, entre janeiro e setembro foram exportados para lá mais de 6,9 milhões de pares, 4,4% mais do que no mesmo período do ano passado. Atualmente, a Colômbia é o quarto principal destino do calçado brasileiro (em pares) no exterior.

O grupo Ne Lochlan, distribuidor de calçados na Costa Rica, vem ao Brasil buscar calçados esportivos, infantis, masculinos e femininos. O presidente da empresa, Alejandro Venegas Benito, destaca que estar na feira é muito relevante, especialmente para fortalecer o relacionamento com marcas brasileiras com as quais já trabalha e também conhecer novos produtos e opções. “Outro fato importante é a grande presença de compradores internacionais, pois a troca de experiências entre os mercados é muito valiosa”.

Expectativas

Conforme a Abicalçados, em 2023 o crescimento da produção da indústria deve ser entre 1% e 1,7%, para mais de 860 milhões de pares. As perspectivas são bastante positivas para a BFSHOW, especialmente no mercado doméstico, que deve crescer 3% ao longo deste ano.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/10/2023 0 Comentários 453 Visualizações
Business

BFSHOW reunirá mais de 100 marcas exclusivas e milhares de lojistas e importadores

Por Marina Klein Telles 24/10/2023
Por Marina Klein Telles

A pouco menos de um mês de sua realização, a primeira edição da Brazilian Footwear Show – BFSHOW, que acontece entre os dias 21 e 23 de novembro, no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre/RS, traz ótimas expectativas para expositores e lojistas. Para a feira, que terá mais de 100 das principais marcas nacionais do setor exclusivamente na sua primeira edição, são esperados mais de 10 mil lojistas brasileiros, além de compradores de todos os continentes.

Um dos grupos confirmados na BFSHOW é o Oscar, um dos maiores do País e que conta com 180 lojas espalhadas pelo interior de São Paulo, Vale do Paraíba, Triângulo Mineiro, Joinville/SC, Alagoas e Paraíba. “Acredito que 2024 será um ano muito desafiador para o varejo e esse tipo de evento, além de fortalecer o setor calçadista, nos possibilita trocar informações com fabricantes e outros players do mercado. É a primeira vez que essa feira acontece e espero encontrar bastante informação para selecionar os produtos do próximo inverno”, destaca a diretora do grupo, Elisa Gasparetto Indalecio.

Presenças internacionais

Além dos principais grupos do varejo brasileiro, a BFSHOW tem confirmada a presença de mais de 100 importadores de todo o mundo, em projetos realizados com a parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e NürnbergMesse Brasil.

Um dos importadores confirmados na feira é Carlos Alberto Londoño, do Grulla y Wellco, da Colômbia. “Para a nossa companhia é muito importante acompanhar a evolução da indústria calçadista brasileira por meio da BFSHOW. Esperamos encontrar grandes marcas e chegar a bons negócios para integrar cada vez mais os mercados brasileiro e colombiano”, projeta o comprador. O grupo é um dos principais no e-commerce colombiano.

Dados da Abicalçados apontam que a Colômbia vem comprando mais calçados verde-amarelos em 2023. Conforme dados da entidade, entre janeiro e setembro foram exportados para lá mais de 6,9 milhões de pares, 4,4% mais do que no mesmo período do ano passado. Atualmente, a Colômbia é o quarto principal destino do calçado brasileiro (em pares) no exterior.

Expectativas

Conforme a Abicalçados, em 2023 o crescimento da produção da indústria deve ser entre 1% e 1,7%, para mais de 860 milhões de pares. As perspectivas são bastante positivas para a BFSHOW, especialmente no mercado doméstico, que deve crescer 3% ao longo deste ano.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/10/2023 0 Comentários 461 Visualizações
Business

Desoneração da folha irá a plenário no Senado Federal

Por Marina Klein Telles 24/10/2023
Por Marina Klein Telles

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que vem mobilizando esforços desde janeiro pela aprovação da renovação do mecanismo de desoneração da folha de pagamentos para além de dezembro de 2023, comemora hoje (24) mais um avanço. Isso porque o Projeto de Lei nº 334/2023 avançou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. O próximo passo é a medida ir para votação em plenário e, caso aprovada pelos senadores, à sanção presidencial.

A coordenadora da Assessoria Jurídica da Abicalçados, Suély Mühl, destaca que o avanço é importante, mas que ainda existe um caminho pela frente até o projeto entrar em vigência. “Desde o início deste ano, os empresários vivem em clima de total insegurança, pois não sabem como será 2024, portanto não conseguem nem mesmo traçar um planejamento para o próximo ano”, avalia. Segundo a advogada, levantamento da Abicalçados aponta que uma possível reoneração da folha agregaria uma carga tributária extra de mais de R$ 1 bilhão em dois anos para as empresas calçadistas. “Somos um setor intensivo em mão de obra, empregando diretamente mais de 300 mil pessoas no País. A reoneração teria um impacto de queda de 20% na produção de calçados e, consequentemente, perderíamos, pelo menos, 30 mil postos nos próximos dois anos”, diz.

Empregos

A aprovação do projeto na CAE é um alento importante para as indústrias de calçados, que até agosto perderam 731 postos de trabalho. “Estamos com níveis de emprego 5,2% abaixo dos de 2022. A reoneração irá ampliar ainda mais as dificuldades, em um momento de dificuldades, principalmente com relação às exportações”, avalia.

Entenda

A desoneração da folha de pagamento está em vigor desde 2011 e, atualmente, beneficia 17 setores da economia que mais empregam no País, entre eles o calçadista. Hoje, com a medida que vigora até 31 de dezembro de 2023, as empresas dos setores contemplados podem substituir o pagamento de 20% de contribuição previdenciária sobre os salários dos funcionários por uma alíquota que vai de 1% a 4,5% sobre a receita bruta – no caso do setor calçadista, o pagamento é de 1,5%.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/10/2023 0 Comentários 407 Visualizações
Business

Usaflex está confirmada na Brazilian Footwear Show

Por Marina Klein Telles 16/10/2023
Por Marina Klein Telles

Com 25 anos de tradição, a Usaflex está atualmente em um de seus melhores momentos. A previsão da empresa, com sede em Igrejinha/RS, é de crescimento tanto em pares produzidos quanto em faturamento ao longo de 2023. Para isso, aposta na expansão via franquias monomarcas e um investimento de mais de R$ 36 milhões ao longo do ano, o que aumentará a capacidade produtiva em mais de 28%, para 36 mil pares produzidos diariamente.

Encerrando 2022 com um faturamento de R$ 520 milhões, a empresa projeta alcançar a cifra de R$ 600 milhões em 2023, um crescimento de 15,3%. Para alcançar essa marca, além da expansão via franquias, a calçadista gaúcha tem investido na ampliação de sua produção e na mídia expressiva para a divulgação dos seus produtos. “Recentemente, cumprimos um de nossos principais objetivos, que era o de ampliar a unidade fabril em Igrejinha, com um investimento de R$ 36 milhões. Com isso, passamos de uma capacidade produtiva de 28 mil para 36 mil pares diários, um crescimento de mais de 28%”, conta o CEO da Usaflex, Sergio Bocayuva.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/10/2023 0 Comentários 508 Visualizações
Business

Exportações de calçados somam mais de US$ 900 milhões até setembro

Por Marcel Vogt 10/10/2023
Por Marcel Vogt

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, entre janeiro e setembro, foram exportados 90,63 milhões de pares, os quais geraram US$ 907,17 milhões, resultados inferiores tanto em volume (-16%) quanto em valores (-8,4%) em relação ao mesmo período do ano passado. O recorte mensal de setembro aponta para a exportação de 8,36 milhões de pares e US$ 84 milhões, quedas de 19% e 23,2%, respectivamente, ante o mês nove de 2022. Na comparação com os nove primeiros meses da pré-pandemia, em 2019, o setor segue positivo em 6,1% em volume e em 23,7%.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que, infelizmente, a queda nos embarques já estava “mapeada” pelo setor. “As exportações de calçados vêm caindo desde o início do ano por fatores macroeconômicos e também porque a base do ano passado é muito forte, então não existe nada de novo. No ano passado, não custa lembrar, tivemos o melhor resultado em 12 anos nas exportações de calçados. Em 2023, fatores como o retorno forte da China ao mercado, depois de rigorosas políticas de Covid Zero que atrasaram sua produção, a normalização dos preços dos fretes, o desaquecimento da economia mundial, em especial, a do nosso principal destino (Estados Unidos) e a alta da inflação têm prejudicado a nossa performance”, avalia. Segundo o executivo, nos próximos meses a queda deve ser menor, já que a base dos últimos meses de 2022 é mais fraca. “A estimativa da Abicalçados é de encerrarmos o ano com uma queda aproximada de 9% nos embarques”, prevê.

Ultrapassando os Estados Unidos como o principal destino das exportações de calçados brasileiros, entre janeiro e setembro, a Argentina importou 11,8 milhões de pares por US$ 185,36 milhões, queda de 11,7% em volume e alta de 27,6% em receita, no comparativo com o período correspondente de 2022. “A Argentina, apesar de todos os seus problemas, como o represamento de pagamentos e a grave crise econômica interna, é um mercado fundamental para o calçado brasileiro”, avalia Ferreira.

O segundo destino, com importante retração nas suas importações de calçados verde-amarelos, é os Estados Unidos. Enfrentando uma crise inflacionária, os consumidores norte-americanos vêm consumindo menos calçados. Além disso, o Brasil, que tem um market share de 1% daquele mercado, vem perdendo posições para os asiáticos. Entre janeiro e setembro, foram embarcados para lá 7,9 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 174 milhões, quedas de 48,4% em volume e de 35,7% em receita em relação aos registros do mesmo ínterim de 2022.

Na terceira posição entre os destinos do calçado nacional, apareceu a França, para onde foram embarcados 2,23 milhões de pares por US$ 42 milhões, quedas de 57,8% em volume e de 14% em receita na relação com o mesmo intervalo do ano passado.

Estados

Entre janeiro e setembro, o principal exportador de calçados foi o Rio Grande do Sul. No período, partiram das fábricas gaúchas 27,28 milhões de pares, que geraram US$ 418,2 milhões, quedas de 17,8% em volume e de 11,4% em receita no comparativo com o mesmo período do ano passado.

O segundo exportador do período foi o Ceará, que entre janeiro e setembro embarcou ao exterior 27,2 milhões de pares por US$ 200,88 milhões, queda de 13,5% em volume e incremento de 0,2% em receita na relação com o mesmo período do ano passado.

Apesar de registrar quedas tanto em volume embarcado (-26%) quanto em receita gerada (-17,7%), São Paulo segue como o terceiro maior exportador do produto no Brasil. Nos nove primeiros meses de 2023, as fábricas paulistas exportaram 5,93 milhões de pares por US$ 85 milhões.

Importações em alta

Ao contrário das exportações, as importações de calçados seguem em alta. Entre janeiro e setembro, entraram no Brasil 23 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 348 milhões, incrementos tanto em volume (+13,4%) quanto em receita (+28,2%) em relação ao mesmo período do ano passado. As principais origens seguem sendo os países asiáticos, que respondem por mais de 85% do total de calçados que entram no País.

Entre janeiro e setembro, o Vietnã embarcou 7,64 milhões de pares para o Brasil, pelos quais foram pagos US$ 170,44 milhões, incrementos tanto em volume (+26,8%) quanto em receita (+35,2%) em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Na sequência, apareceram a Indonésia, que exportou ao Brasil 3,27 milhões de pares por US$ 65,6 milhões, incrementos de 43% e 42,6%, respectivamente, ante 2022; e a China, com 8,45 milhões de pares e US$ 39,17 milhões, queda de 3,7% em volume e incremento de 1,5% em receita.

Segundo Ferreira, o aumento das importações é potencializado pelo problema da isenção de impostos para remessas de plataformas cross border (e-commerce internacional) em produtos de até US$ 50. “A junção dos fatores traz uma concorrência desleal e extremamente dura para a indústria brasileira de calçados”, comenta.

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc -, as importações de janeiro a setembro somaram US$ 20,9 milhões, 4,4% menos do que no mesmo período de 2022. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/10/2023 0 Comentários 395 Visualizações
Business

Bibi é a primeira empresa três vezes certificada pelo Origem Sustentável

Por Marcel Vogt 09/10/2023
Por Marcel Vogt

A Calçados Bibi, de Parobé/RS, segue fazendo história em sua jornada de sustentabilidade. No dia 9 de outubro, mais uma importante etapa foi cumprida. Em cerimônia realizada na sede da empresa, acompanhada pela sua diretoria e colaboradores, além do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, a calçadista foi certificada pela terceira vez seguida no nível máximo (Diamante) do Origem Sustentável, único programa de certificação de ESG para empresas da cadeia produtiva de calçados no mundo.

Na oportunidade, a presidente da Bibi, Andrea Kohlrausch, destacou a importância da trajetória sustentável da calçadista, que há mais de 70 anos inova nas suas criações para os pequenos e pequenas sem perder suas características de sustentabilidade. “O posicionamento e as estratégias adotadas mostram que a Bibi está contribuindo para o desenvolvimento de melhores práticas no setor. Somos a primeira empresa a realizar estudos científicos com o objetivo de criar o calçado ideal para crianças e sempre buscamos ser uma empresa que trabalha com foco em questões sustentáveis”, comentou Andrea, ressaltando o orgulho de ser a primeira empresa três vezes certificada nível máximo do programa. Entre os destaques da calçadista está a utilização de matéria-prima 100% atóxica, alinhamento das questões de sustentabilidade com fornecedores, o não descarte das sobras da indústria, a Fábrica de Talentos, entre muitas outras.

Ferreira ressaltou que o Origem Sustentável já é uma referência internacional, auxiliando a indústria calçadista brasileira na sua competitividade. “O Origem Sustentável é um programa único no mundo e coloca a nossa indústria em uma posição de vantagem, especialmente em relação às grandes produtoras da Ásia, que não respeitam as questões de ESG. A Bibi, com essa terceira certificação, além de confirmar o seu compromisso com o planeta, ganha um diferencial importante no mercado nacional e internacional”, comentou o dirigente.

Sobre o Origem Sustentável

Criado pela Abicalçados em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), o Origem Sustentável é a única certificação de ESG e sustentabilidade no mundo voltada para as empresas da cadeia calçadista. Baseado nas melhores práticas internacionais de sustentabilidade, segue a diretriz de 104 indicadores distribuídos em cinco dimensões: econômica, ambiental, social, cultural e gestão da sustentabilidade, contando atualmente com mais de 100 empresas certificadas ou em processo de certificação. As categorias são Diamante (+80% dos indicadores alcançados), Ouro (+60%), Prata (+40%) e Bronze (+20%). As auditorias são realizadas por órgãos independentes como SENAI, SGS, ABNT, Intertek, Bureau Veritas e DNV.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/10/2023 0 Comentários 632 Visualizações
Business

Abicalçados defende revogação da isenção para plataformas internacionais

Por Marcel Vogt 06/10/2023
Por Marcel Vogt

Com o objetivo de alertar a classe política sobre a importância de revogação da portaria governamental  (Portaria MF nº 612/2023) que isenta do pagamento de impostos remessas de plataformas internacionais de e-commerce para pessoas físicas no valor de até US$ 50, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) participou, no dia 5, de audiência pública no Congresso Nacional.

Representando a entidade, a coordenadora da Assessoria Jurídica da Abicalçados, Suély Mühl, ressaltou a preocupação da indústria calçadista nacional com a medida. “A Abicalçados vem alertando o Governo acerca dos impactos sociais e econômicos da portaria que isenta grandes empresas internacionais de pagar impostos para entrada de produtos no Brasil, justamente em uma faixa de até US$ 50, que afeta diretamente o calçado produzido no País e que paga todos os seus impostos”, disse.

Perda de 30 mil empregos

Segundo ela, levantamento realizado pela Inteligência de Mercado da Abicalçados aponta que a isenção coloca em risco imediato mais de 30 mil postos de trabalho na indústria calçadista nacional. “Além da concorrência desleal com a indústria nacional, é preciso conscientizar o Governo e também a população que estamos apoiando uma produção que não respeita os direitos humanos e a sustentabilidade. Para dar um exemplo prático, as três principais origens das importações de calçados – China, Vietnã e Indonésia – ratificaram apenas 20 convenções da Organização Mundial do Comércio (OIT). O Brasil ratificou mais de uma centena. Os países asiáticos não ratificaram convenções que possuem impacto direto em setores intensivos em mão-de-obra, como é o caso da indústria calçadista, por exemplo”, comentou a advogada, ressaltando que sequer os três países ratificaram a Convenção que trata da fixação de salário mínimo.

Levantamento

Recente estudo realizado pela Abicalçados e levado às autoridades aponta que, somente as duas maiores plataformas de e-commerce internacionais atuantes no País, faturaram cerca de R$ 2 bilhões em 2022, 20% do valor total do varejo on-line de calçados no Brasil. “Esse valor deve quadruplicar nos próximos anos, especialmente diante da isenção das remessas até US$ 50”, alertou Suély.

O levantamento da entidade estima que a cada R$ 1 bilhão que a indústria calçadista nacional deixa de produzir – pela comercialização sem a devida isonomia tributária a qual as plataformas de comércio eletrônico deveriam estar submetidas –, o setor deixa de gerar 16,5 mil postos de trabalho de forma direta e indireta. “Ou seja, o faturamento somente das duas maiores plataformas internacionais de e-commerce coloca em risco imediato mais de 30 mil empregos no setor calçadista brasileiro”, frisou.

Na audiência, o deputado federal Zé Neto (PT-BA), que convidou a Abicalçados, destacou a importância da apresentação no sentido de conscientizar a classe política e a sociedade sobre a questão e se colocou como um defensor da revogação da medida.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/10/2023 0 Comentários 585 Visualizações
Business

Calçadista de Franca é certificada no Origem Sustentável

Por Marcel Vogt 03/10/2023
Por Marcel Vogt

A indústria de calçados infantis Tip Toey Joey, de Franca/SP, foi certificada pelo Origem Sustentável no último dia 2 de outubro, na sua sede. A cerimônia, que contou com as presenças da diretoria e colaboradores da empresa, além do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, e do presidente do Sincato das Indústrias de Calçados de Franca (Sindifranca), José Carlos Brigagão, marcou a primeira certificação de uma calçadista no município paulista, no nível Prata – mais de 40% dos indicadores do programa atingidos.

Na oportunidade, o diretor da empresa, Scott McInerney, fez uma apresentação visando sensibilizar colaboradores acerca da responsabilidade de cada um deles na preservação do planeta e da vida. “É urgente diminuirmos os impactos da ação do homem no meio ambiente e, para isso, ir ao encontro de uma produção sustentável é fundamental. A certificação do Origem Sustentável é muito relevante não somente para a Tip Toey Joey, mas para o setor calçadista brasileiro, que vem se tornando uma referência internacional na área”, comentou.

Entre os destaques de sustentabilidade, a empresa francana apresenta uma operação 100% à base de energia solar, uma linha de calçados infantis sem couro produzida com materiais reciclados, uma horta cuidada pelos funcionários e que fornece alimentação saudável para eles e suas famílias, a compensação de resíduos em parceria com a Eureciclo, entre outras ações. Conforme a empresa, no ano passado, foram compensadas mais de 6 toneladas de resíduos industriais, número que a calçadista quer passar para 15 toneladas a partir de 2024. Outra meta importante da empresa é de ter todos os seus fornecedores elegíveis e terceirizados certificados pelo Origem Sustentável até 2025, pois não se pode ser uma empresa sustentável sem ter fornecedores realmente comprometidos com as práticas ESG.

A empresa

Fundada em 2005, a Tip Toey Joey é uma empresa de Franca, cidade conhecida como a Capital Nacional do Calçado Masculino, mas que vem diversificando seus segmentos de atuação. No total, são mais de 250 colaboradores que produzem mais de 325 mil pares de calçados infantis todos os anos.

Sobre o Origem Sustentável

Criado pela Abicalçados em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), o Origem Sustentável é a única certificação de ESG e sustentabilidade no mundo voltada para as empresas da cadeia calçadista. Baseado nas melhores práticas internacionais de sustentabilidade, segue a diretriz de 104 indicadores distribuídos em cinco dimensões: econômica, ambiental, social, cultural e gestão da sustentabilidade. As categorias são Diamante (+80% dos indicadores alcançados), Ouro (+60%), Prata (+40%) e Bronze (+20%). As auditorias são realizadas por órgãos independentes como SENAI, SGS, ABNT, Intertek, Bureau Veritas e DNV.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/10/2023 0 Comentários 511 Visualizações
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