Sistema Fiergs avalia que aumento dos juros dificulta situação do setor industrial

Por Marina Klein Telles

O aumento da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 15%, anunciado nesta quarta-feira (19) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, preocupa a indústria gaúcha, que já enfrenta altos custos, margens comprimidas e severas dificuldades de acesso ao crédito. A avaliação é do presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, lembrando que na pesquisa Sondagem Industrial divulgada pela entidade, as taxas de juros foram apontadas como o principal obstáculo ao desempenho do setor no primeiro trimestre de 2025.

Bier reforça que a verdadeira causa estrutural dos juros elevados é a falta de compromisso do governo com a redução efetiva das despesas públicas. “O governo federal precisa assumir imediatamente suas responsabilidades, deixando de transferir os custos de sua má gestão fiscal”, diz. Segundo a avaliação do presidente do Sistema FIERGS, o setor produtivo não suporta mais o aumento sucessivo das taxas de juros combinado com a elevação contínua da carga tributária como tentativa de corrigir a situação fiscal apenas pelo lado da receita.

Fecomércio-RS também se pronunciou sobre o aumento da taxa Selic

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, se manifestou sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)
A elevação da Selic em 0,25 p.p., levando-a a alcançar 15,00% a.a., reflete um Banco Central que quer reforçar sua credibilidade no compromisso com a meta de inflação, em um cenário que apresenta ainda atividade econômica resiliente, mercado de trabalho aquecido, expectativas desancoradas, muita incerteza quanto ao equilíbrio das contas públicas, além de um cenário internacional complexo. É unanimidade que o aperto monetário que estamos vivenciando é histórico e penaliza muito a população e as empresas brasileiras. Já tarda o tempo de reduzir os juros, mas sabemos que é necessário criar condições fiscais para que isso aconteça. Para tanto, é fundamental que o ajuste das contas públicas se dê por meio da redução e racionalização dos gastos, e não pelo caminho do aumento de receitas, como tem sido a prática habitual do governo atual.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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