Produção gaúcha-cuiabana ‘Cinco Tipos de Medo’ estreia nesta quinta

Por Marina Klein Telles

O premiado thriller “Cinco Tipos de Medo” chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 9 de abril. O filme ganha pré-estreia em Porto Alegre nesta terça (7), às 20h, no Cinesystem Bourbon Country, com a presença da produtora Luciana Druzina (“Loop”, “Exu e o Universo”), e parte do elenco, representado por Rui Ricardo Diaz (“Anaconda”, “Impuros”), Rejane Faria (“Três Graças”, “Marte Um”) e Mariana Catalane (“A Cabeça de Gumercindo Saraiva”, “Chuteira Preta”), atriz gaúcha. A exibição também contará com os talentos locais da KF Studios, produtora responsável pelo desenho de som liderada por Kiko Ferraz, Leo Henkin, responsável pela trilha sonora, Mônica Catalane, diretora de produção, e Amanda Ruano (que assina  produção executiva junto com  Luciana Druzina e Bruno Bini), além de toda equipe de produção da Druzina Content e atores de voz gaúchos.

Inspirado em um caso real ocorrido na periferia de Cuiabá, o filme marca a estreia de Bella Campos e Xamã nos cinemas, e conta ainda com mais três protagonistas Bárbara Colen (“Bacurau”, “Aquarius”)  e João Vitor Silva (“Agente Secreto”, “Impuros”) e Rui Ricardo Dias. Na trama ambientada em Cuiabá, o ator interpreta Ivan, um advogado que retorna à vida da ex-companheira Luciana (vivida por Bárbara Colen) para tirar da prisão o traficante Sapinho (papel de Xamã). Mas há mais do que um simples reencontro ou uma questão jurídica em jogo.

“D. Antônia, a minha personagem é o retrato das mulheres que fortalecem os laços afetivos dentro das comunidades”, conta Rejane Faria, que está no elenco da novela global “Três Graças”. “Como a maioria delas, é uma avó forte e responsável pelos dois netos de quem cuida sem a presença da mãe. Sua participação na obra marca a luta para salvar os seus da criminalidade, em lugar que ajudou a construir, mas que não foge das circunstâncias de uma sociedade desigual”, complementa.

Visto no recente remake de “Anaconda”, Rui Ricardo Dias considera seu personagem muito especial: “é um cara extremamente inteligente, estratégico e, eu diria, amoroso, um homem que se endurece com a realidade implacável do mundo e que jamais imaginou que chegaria ao ponto que chega após o trágico invadir sua vida”.

A produção também tem participações especiais de Jonathan Haaggensen, Zécarlos Machado, Luana Tanaka, Luiz Bertazzo, Rodrigo Fernandes, Beto Fauth, Amauri Tangará e Eloá Pimenta, que dão vida a personagens que atravessam essa trama intensa, marcada por reviravoltas.

Após passar pela Mostra de S. Paulo e sair como o grande vencedor da última edição do Festival de Cinema de Gramado (Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Montagem, para Bruno Bini, além de Melhor Ator Coadjuvante para Xamã). “Cinco Tipos de Medo” faz também sua trajetória pelo circuito de festivais internacionais. Passou pelo Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, Festival de Cine Latino Americano de Barcelona, Manchester International Film Festival, e agora segue para o Festival du Cinéma Brésilein de Paris e Chicago Latino Film Festival.

Viabilizado com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio da ANCINE e do BRDE, e com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), “Cinco Tipos de Medo” é uma parceria da produtora mato-grossense Plano B Filmes e da gaúcha Druzina Content, em coprodução com a Quanta. A distribuição fica por conta da Downtown Filmes.

Rodado em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, no estado de Mato Grosso, o filme envolveu mais de 180 profissionais de nove estados brasileiros. Para Bruno Bini, realizar o longa em Mato Grosso, reunindo talentos de diferentes regiões, é uma forma de afirmar a diversidade do cinema nacional. “A parceria com a Druzina Content é exemplo disso: unimos forças para contar uma história local com alcance universal. Valorizar a regionalidade é fortalecer o cinema brasileiro como um todo”, afirma o diretor.

Para Luciana Druzina, CEO da Druzina Content, o longa foi pensado como uma experiência coletiva para ser vivida nas salas de cinema. “Cinco Tipos de Medo” não é um filme para assistir de forma passiva, é um thriller para viver junto e sentir cada virada…Como produtora, eu acredito em filmes que colocam o público dentro da narrativa desvendando a trama junto com o que acontece na tela. É o tipo de filme que faz você querer ver de novo para perceber os sinais que estavam ali o tempo todo e chamar os amigos para ver também. E esse tipo de conexão com o público é o que queremos ter”, afirma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Publicidade

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.