A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) — fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS) — apresenta o concerto “Sibelius e Mendelssohn” no dia 10/4, sexta-feira, às 20h, no Complexo Cultural Casa da OSPA. Com solos de André Carrara e Eduardo Knob ao piano, o programa traz obras de Jean Sibelius e Felix Mendelssohn-Bartholdy sob a regência de Gustavo Fontana. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla, com valores entre R$15 e R$70, e também garantem a entrada na palestra Notas de Concerto, apresentada pelo pianista e professor André Loss a partir das 19h na Sala de Recitais da Casa da OSPA. A palestra e o concerto serão transmitidos ao vivo pelo canal da OSPA no YouTube. A programação continua no sábado, dia 11/4, com o recital do Octeto Mendelssohn/Glière na Série Música de Câmara. O evento ocorre às 17h, e tem entrada gratuita, por ordem de chegada. Confira a seguir mais detalhes sobre cada apresentação.
Concerto “Sibelius e Mendelssohn” — Sexta-feira, 10 de abril, às 20h
“Sibelius e Mendelssohn” é apresentado na Sala Sinfônica da Casa da OSPA no dia 10/4, a partir das 20h.
Acompanhados da orquestra, o pianista da OSPA André Carrara e o pianista do Coro Sinfônico da OSPA Eduardo Knob interpretam o “Concerto para 2 pianos em Mi Maior”, do alemão Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847). Segundo Eduardo, a música foi escrita pelo compositor aos 14 anos e redescoberta apenas na década de 1960. Ela explora a riqueza do instrumento em um diálogo entre os dois solistas: “Trata-se de uma formação rara, que transforma o palco em um verdadeiro laboratório de interação musical, onde cada gesto, cada entrada e cada respiração precisam ser compartilhados com precisão quase coreográfica”, conta Knob, cuja parceria com Carrara pôde ser vista no recital “O Carnaval dos Animais”, apresentado na Casa da OSPA em 2024, e na atuação como jurados no VII Concurso Nacional de Piano Eugênia Stangler de Oliveira, em 2025.
O concerto conta ainda com duas obras de Jean Sibelius (1865-1957). “Finlândia, Op. 26”, que abre a apresentação, foi composta em 1899, período em que o país referenciado no título estava sob o domínio russo. A peça é inspirada na cultura e história finlandesas, com um trecho final em forma de hino. “A música não descreve a nação: ela a encarna. O silêncio dos lagos, a aspereza do clima e uma melancolia luminosa convertem-se em força interior e esperança”, explica o maestro argentino Gustavo Fontana. Diretor Musical e Artístico da Orquestra Sinfônica de General Pico e professor titular de Regência Orquestral na Universidad Nacional de las Artes (UNA), ele já comandou orquestras na Argentina, Armênia e Polônia.
“Sinfonia No. 2 em Ré Maior, Op. 43”, também de Sibelius, encerra o concerto. Iniciada em 1901, no período em que o compositor estava na Itália, a “2ª Sinfonia” estreou sob a regência do próprio compositor em 1902, na capital finlandesa, Helsinque. Apresentada no mesmo contexto de domínio russo que influenciou “Finlândia”, a música foi transformada em símbolo de resistência: “Forma e conteúdo fundem-se numa linguagem onde natureza, povo e história se tornam experiência sonora de liberdade”, resume o maestro Gustavo Fontana.
Antes da apresentação, o público é convidado a assistir a palestra Notas de Concerto, que aborda detalhes sobre cada obra do programa. Comandada pelo pianista e professor do Departamento de Música da UFRGS André Loss, a palestra ocorre às 19h, na Sala de Recitais da Casa da OSPA, e tem transmissão ao vivo pelo canal da OSPA no Youtube.
Música de Câmara: Octeto Mendelssohn/Glière — Sábado, 11 de abril, às 17h
O Octeto Mendelssohn/Glière é a atração de abril na Série Música de Câmara. O grupo de cordas se apresenta no sábado (11), às 17h, na Sala de Recitais da Casa da OSPA, com entrada franca por ordem de chegada.
Formado pelos violinistas Francisco Coser, Giovani dos Santos, Lucas Bernardo e Wesley Ferreira, pelos violistas Cleverson Cremer e João Senna e pelos violoncelistas Rafael Costa e Rafael Honório, todos músicos da OSPA, o Octeto começa o recital com “Octeto em Ré Maior, Op. 5”, do compositor russo-ucraniano Reinhold Glière (1875-1956). Composta em 1900, quando Glière, aos 25 anos, terminava seus estudos no Conservatório de Moscou, a música demonstra grande riqueza, segundo Lucas Bernardo: “A obra revela domínio técnico e tratamento denso das texturas, explorando o potencial sonoro do conjunto com amplitude quase orquestral, e se destaca pela solidez estrutural e pelo lirismo característico da escola russa da época”.
Em seguida, o grupo interpreta o “Octeto em Mi bemol Maior, Op. 20”, de Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847). Escrito em 1825, o octeto para cordas equilibra o espaço para que cada musicista se destaque ao longo da composição, traço característico da música de câmara, com a grandiosidade sonora alcançada pela união dos oito instrumentos de cordas: “Mendelssohn indicou que a peça deveria soar com a coesão e a intensidade de uma pequena orquestra de cordas, concepção inovadora para a época”, conta Lucas. O terceiro movimento da composição traz referências ao “Fausto”, de Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), amigo de Mendelssohn.
A Série Música de Câmara segue com recitais mensais até o final do ano. As apresentações ocorrem aos sábados, às 17h, com entrada franca na Sala de Recitais da Casa da OSPA. Em maio, o recital contará com o grupo Bolling Club, programado para o dia 9/5.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria


