Na contramão da lógica de que os jardins adormecem ao pôr do sol, o Jardim Secreto chega à sua quarta edição propondo um novo olhar sobre o noturno. Com o conceito “Florescer Noturno”, a edição de 2026 parte da ideia de que alguns ecossistemas só revelam sua verdadeira potência na ausência de luz natural — quando cores, energia e movimento emergem de forma inesperada.
Idealizado por Simiane Gil e Juliana Carvalho, a Festa Jardim Secreto se consolidou como um projeto que propõe novas formas de ocupação criativa da cidade, especialmente no período noturno.
Inspirado em um jardim bioluminescente, o evento transforma a noite em cenário para experiências sensoriais, onde luz, arte e tecnologia se combinam em uma narrativa que valoriza o encontro, a curadoria e a ocupação de prédios abandonados na capital gaúcha. A bioluminescência digital surge como metáfora e linguagem: uma estética que só existe no escuro e convida o público a desacelerar, observar e pertencer.
Realizado anualmente em Porto Alegre, a Festa Jardim Secreto consolidou-se como um ponto de encontro do público criativo da cidade, reunindo arquitetos, engenheiros, designers e artistas em uma experiência que vai além da festa tradicional. Cada elemento é parte do conceito — inclusive o dress code, que funciona como código visual coletivo: tons de roxo, amarelo, laranja, rosa e azul compõem a paleta obrigatória da noite, reforçando a ideia de pertencimento e identidade compartilhada.
A edição de 2026 acontece em uma quinta-feira, 26 de fevereiro, das 20h às 2h, em Porto Alegre. Mantendo a proposta de mistério que marca o projeto desde a sua criação, o local da festa será revelado apenas três horas antes do início do evento, com acesso exclusivo mediante R.S.V.P.: pulseira e leitura de QR Code.
Mais do que uma festa pontual, o Jardim Secreto se reafirma como um projeto contínuo, que investe na construção de relacionamentos comerciais, no reconhecimento do público e na experimentação estética. A médio prazo, o objetivo é expandir o formato para outros estados do país, mantendo o princípio que sustenta sua essência desde a primeira edição: criar experiências raras, que só fazem sentido quando vividas — e que florescem na escuridão.


