Março Azul reforça prevenção ao câncer colorretal

Por Jonathan da Silva

A campanha Março Azul está mobilizando profissionais de saúde ao longo do mês para alertar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal, doença que está entre as mais frequentes no Brasil e afeta homens e mulheres. A iniciativa destaca a importância do rastreamento regular, especialmente por meio da colonoscopia, e da adoção de hábitos saudáveis como forma de reduzir os riscos. A ação ocorre em todo o país e busca ampliar a conscientização diante da estimativa de mais de 53 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028.

O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso, atingindo cólon e reto, e costuma evoluir de forma silenciosa. Segundo o coordenador médico da Doctor Clin, Thiago Serafim, a ausência de sintomas nas fases iniciais exige atenção redobrada com exames preventivos. “O câncer colorretal é um tumor que, na maioria das vezes, cresce lentamente e pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Cerca de sete em cada dez pacientes não percebem nenhum sinal no começo da doença. Por isso, o rastreamento é fundamental. A recomendação é que pessoas a partir dos 45 anos realizem a colonoscopia regularmente. Quem tem histórico familiar deve iniciar essa investigação ainda mais cedo, sempre com orientação médica”, explica Serafim.

Fatores de risco

De acordo com o médico, a redução de fatores de risco também é parte importante da prevenção. Entre eles estão o consumo de alimentos ultraprocessados, álcool, cigarro e a obesidade. Quando a doença apresenta sintomas, os principais sinais incluem sangramento nas fezes, alterações no funcionamento intestinal, dor abdominal e perda de peso, sendo recomendada a busca por avaliação médica ao identificar qualquer um desses indícios.

Como prevenir

Entre os fatores associados ao desenvolvimento do câncer colorretal estão alimentação pobre em fibras, consumo elevado de carnes processadas, sedentarismo, excesso de peso e histórico familiar. A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico periódico, contribui para reduzir o risco da doença e ampliar as chances de diagnóstico em estágios iniciais, quando as possibilidades de tratamento e cura são maiores.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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