Líder que gera resultados é especialista em pessoas

Por Marina Klein Telles

Empresas extraordinárias não são construídas por processos extraordinários. São construídas por pessoas extraordinárias que foram desenvolvidas por líderes extraordinários. A afirmação é uma das muitas feitas por Leandro Rodrigues, empresário e mentor de negócios, em palestra no Conecta Regionais: Campo Bom, que a ACI realizou, na última quinta-feira, 09, no auditório do Feevale Techpark. O evento foi aberto presidente regional, Eduardo Luiz Gottlieb, e moderado por Renata Kleinkauf Pereira de Sá, diretora da Imunisinos e integrante do Comitê Regional ACI Campo Bom.

Conforme Rodrigues, o líder que foca na operação esquece de cuidar da equipe, que é quem faz a empresa funcionar. “O líder que gera resultados é especialista em pessoas”, afirmou. O palestrante disse que relatório da Gallup, empresa global de consultoria e análise, indica que a falta de engajamento no trabalho custa US$ 438 bilhões à economia global, o que evidencia a importância da avaliação do clima organizacional para a retenção de talentos e a relevância do líder para a gestão de pessoas.

Por isso, cada vez mais empresas se voltam para o desenvolvimento de pessoas e abandonam o modelo tradicional de liderança, em que o foco está em processos, metas e cobrança, gerando equipes dependentes e de baixa maturidade. “O que gera resultados são pessoas que executam a estratégia”, destacou para os cerca de 90 profissionais que lotaram o auditório do Feevale Techpark.

Alternando momentos de seriedade e bom humor, o palestrante também explicou que empresas não crescem por causa de processos, mas crescem quando as pessoas crescem executando processos bem-definidos. Para isso, cada vez mais, deve haver uma mudança no papel do líder. Em vez de gestor de tarefas, que monitora processos, exige resultados e mantém o controle, o líder deve ser formador, desenvolver pessoas, formar novos líderes e construir maturidade.

O líder deve ser educador, porque toda liderança eficiente funciona como um processo estratégico. “O líder ensina constantemente e leva a equipe a uma nova mentalidade, novas responsabilidades, novos comportamentos e nova forma de pensar”, disse.

Conforme Rodrigues, a educação corporativa possui três pilares: exemplo (as pessoas copiam muito mais do que escutam), direcionamento (líder mostra o caminho a ser seguido) e correção (líder ajusta comportamentos em tempo real). 

Por que empresas quebram

Mais do que produtos ruins, são pessoas mal desenvolvidas a principal causa de fechamento de empresas. Por isso, o líder deve ser um especialista em pessoas e ser o primeiro a cumprir com os valores pessoais e o propósito da empresa. “Pessoas seguem a visão do líder e ninguém segue quem não sabe para onde vai”, argumentou.

Rodrigues disse que capacidade de leitura de pessoas, facilidade de comunicação, motivação e capacidade de ensinar são atributos que o líder deve exercitar continuamente. “Liderança não é dominar processos. É desenvolver pessoas e orientar, ensinar, acompanhar, corrigir, fortalecer, delegar e formar novos líderes”, concluiu, destacando que o objetivo do líder não é ser indispensável. É formar pessoas que caminhem sem ele”.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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