Uma das principais entidades socioassistenciais da cidade, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Novo Hamburgo completa 60 anos de atuação no dia 28 de agosto. Na quarta-feira, 21, a pouco mais de dois meses das festividades, a Câmara deu início às comemorações com uma homenagem aos serviços prestados por seus profissionais e voluntários ao longo das últimas seis décadas. A cerimônia ocorreu no início da sessão plenária, a pedido do vereador Felipe Kuhn Braun.
Fundada em 28 de agosto de 1963, a Apae de Novo Hamburgo atende pessoas de diferentes idades com entraves no desenvolvimento de seus ciclos de vida, em serviços prestados de forma gratuita e com propostas para cada singularidade. Atualmente, a associação oferece ações de assistência social, atendimentos de sua clínica interdisciplinar (composta por profissionais de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia e serviço social) e o trabalho de sua Escola Especial. Com 19 turmas, subdividas conforme idades e perfis, o educandário conta com profissionais e monitores focados na promoção da socialização e no desenvolvimento da autonomia.
Felipe Kuhn Braun ressaltou o trabalho que vem sendo realizado pela APAE, destacando que a associação atende hoje mais de 300 pessoas. “Todos nós conhecemos o trabalho sério, de amor e dedicação, que esta entidade realiza pelas crianças, jovens e adultos excepcionais. Os pais se organizaram e criaram esta associação e fazem de tudo, dedicam seu tempo, sua vida e sua rotina. É uma missão estar lá fazendo com que as portas estejam abertas para atender as crianças e adolescentes que precisam de amparo”, disse o parlamentar.
Após a fala dos parlamentares, foi entregue pelas mãos do vereador Felipe Kuhn Braun um quadro em alusão à homenagem ao presidente da Apae de Novo Hamburgo, Rodrigo Evandro da Silva.
O presidente da APAE agradeceu a oportunidade e o apoio da comunidade nos últimos 60 anos da entidade. Ele destacou que a APAE continua a acolher pessoas com deficiência intelectual múltipla e autistas sem distinção de idade e relatou que, embora a escola pública tenha se esforçado muito pela inclusão social, ainda assim não consegue ter um alcance de inclusão como o da Apae. “Fico feliz e honrado em participar da direção da Apae no ano em que comemoramos seis décadas de existência. A instituição cumpre uma missão de ajudar no processo de independência e autonomia dos alunos, como também potencializar, não a deficiência, mas o que o indivíduo tem de melhor, respeitando a individualidade e o tempo de cada um”, relatou Rodrigo Evandro da Silva.
A cerimônia ainda contou com a apresentação de um grupo de danças alemãs e uma atividade de integração com os parlamentares e o público presente na sessão.


