Gaúchos marcam presença em encontros nacionais de musicoterapia e fortalecem luta pela promoção da saúde

Por Marina Klein Telles

No próximo dia 15 de setembro, data em que se celebra o Dia do Profissional de Musicoterapia, Brasília sediará o Encontro Nacional das Associações de Musicoterapia, promovido pela União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM). O evento acontece na Faculdade Teológica Batista, das 10h às 19h, reunindo representantes de todo o país para trocas de saberes, apresentação de ações e construção de propostas para o futuro da profissão. A presidente da Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Sul (AMTRS), Graziela Pires, representará o Estado no encontro.

“A musicoterapia é uma ferramenta poderosa de cuidado em saúde, pois vai além da música pela música. Ela promove bem-estar, ajuda no tratamento de doenças e na prevenção de situações de risco, como a depressão e o suicídio. Representar o Rio Grande do Sul em um encontro que fortalece nossa profissão em nível nacional é uma honra e uma responsabilidade enorme”, afirma Graziela Pires. A ocasião será marcada também pela celebração dos 30 anos de atividade ininterrupta da UBAM, marco histórico para a musicoterapia no Brasil.

Avanços na Conferência Nacional de Saúde

Outro destaque recente para a AMTRS foi a participação do musicoterapeuta Paulo Gambim, que representou a entidade na Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CNSTT), também realizada em Brasília. Ele foi eleito delegado nas etapas municipal, estadual e nacional, e, junto com outros profissionais, conquistou a aprovação de uma moção solicitando o reconhecimento do Musicoterapeuta como um profissional da Saúde por parte do CNS ( Conselho Nacional de Saúde), uma vez que a Musicoterapia já está no SUS e no SUAS por décadas. Este reconhecimento agregaria para a classe que teve a profissão regulamentada em abril de 2025 pela Lei 14842/2024.

Musicoterapia e Setembro Amarelo

Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio, a AMTRS reforça o papel fundamental da musicoterapia como recurso terapêutico para redução da ansiedade, combate à depressão e promoção da saúde mental. “A musicoterapia tem objetivos terapêuticos, ajudando o indivíduo a alcançar suas necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. Ela desenvolve potenciais, restabelece funções e melhora a qualidade de vida, seja pela prevenção, reabilitação ou tratamento de disfunções”, completa Graziela Pires. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é uma das doenças mais incapacitantes da atualidade e está no centro das discussões sobre o aumento dos índices de suicídio, principalmente entre jovens de 15 a 35 anos.

Musicoterapia na prática

A musicoterapia se diferencia de uma aula tradicional de música, pois trabalha com objetivos terapêuticos e de promoção de saúde. As sessões podem ser individuais ou em grupo, abrangendo públicos diversos, como crianças, jovens, adultos, idosos e pessoas com necessidades especiais, incluindo indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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