Entidades do Vale do Rio Pardo defendem equilíbrio na classificação do tabaco

Por Marina Klein Telles

A Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) de forma conjunta com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) emitiram manifestação conjunta defendendo maior equilíbrio na classificação e na comercialização do tabaco, na relação entre produtores e a indústria. A posição foi deliberada em assembleia ordinária realizada no fim do mês de março e será encaminhada ao Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). O documento ressalta a importância da cultura para a economia regional e aponta a necessidade de alinhar práticas de mercado à realidade dos produtores e à sustentabilidade da cadeia produtiva.

As entidades expressam preocupação com o atual contexto enfrentado por produtores e indústria, especialmente no que se refere à classificação do tabaco e à formação de preços. A avaliação é de que o cenário exige maior atenção aos custos de produção, à oferta e ao equilíbrio financeiro dos envolvidos. Nesse sentido, defendem que a classificação ocorra de forma justa e transparente, assegurando a valorização da produção e contribuindo para a estabilidade econômica do setor.

Para o presidente da Amvarp, prefeito Benito Paschoal, o posicionamento reforça o compromisso dos municípios com a base produtiva regional. “Estamos tratando de uma atividade que sustenta milhares de famílias e movimenta a economia dos nossos municípios. É fundamental que haja equilíbrio nas relações comerciais, com respeito ao produtor e previsibilidade para todos os envolvidos”, afirma. Segundo o presidente da Amprotabaco, prefeito Gilson Becker, o momento exige construção conjunta. “A cadeia do tabaco é complexa e estratégica. Precisamos fortalecer o diálogo para encontrar soluções que garantam segurança econômica e valorização ao produtor, sem desconsiderar os desafios do mercado”, complementa.

As entidades ressaltam que, embora reconheçam os desafios inerentes à negociação de commodities, é urgente avançar em mecanismos que promovam maior equilíbrio nas relações comerciais. Amvarp e Amprotabaco colocam-se como instâncias de articulação e intermediação institucional, à disposição para contribuir com a construção de soluções conjuntas. O objetivo é assegurar estabilidade, competitividade e justiça na cadeia produtiva do tabaco, uma das principais bases econômicas do Sul do Brasil. Para o presidente da Amvarp, prefeito Benito Paschoal, o momento exige responsabilidade coletiva e diálogo permanente. “Os municípios estão ao lado dos produtores e compreendem a importância de construir soluções que garantam equilíbrio e sustentabilidade para toda a cadeia. Nosso papel é contribuir para esse entendimento, fortalecendo o setor e protegendo quem está na base da produção”, complementa o presidente da Amvarp.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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