O Rio Grande do Sul foi um dos destaques da 8ª edição do Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC), ao conquistar 74 medalhas com queijos artesanais produzidos no Estado. O número representa um crescimento de quase 28% em relação ao ano anterior e reforça o avanço da produção local, impulsionado por iniciativas de qualificação, assistência técnica e ações de mercado.
Entre os premiados, o queijo PIPO, do Laticínio Pipo, de Nova Roma do Sul, foi selecionado entre os dez melhores do país na Seleção Queijista, categoria de excelência da premiação, que avaliou 2.291 produtos nacionais. O empreendimento integra o projeto estratégico estadual do Sebrae RS voltado ao fortalecimento da cadeia leiteira e à valorização do queijo artesanal.
Segundo Aline Balbinoto, coordenadora de Leite e Derivados do Sebrae RS, o reconhecimento é resultado de um processo de escuta e aprimoramento técnico contínuo. “Os proprietários do Laticínio Pipo, Natal e Fernanda, destacam que o resultado nacional só foi possível após a participação no concurso realizado em Porto Alegre, onde receberam uma devolutiva técnica precisa dos jurados. Os ajustes feitos a partir dessas orientações foram decisivos para o desempenho na premiação”, afirma.
Atualmente, cerca de 30 queijarias participam do projeto estadual do Sebrae RS, que atua de forma personalizada em todas as etapas do processo, desde a avaliação da qualidade da matéria-prima até o desenvolvimento de estratégias de comercialização. Na edição deste ano, 34 produtos de empresas atendidas pelo projeto foram premiados, embora nem todas tenham enviado seus queijos ao concurso, já que a inscrição e avaliação são feitas por produto, e não por empresa.
Além da premiação, o Prêmio Queijo Brasil promoveu debates técnicos, oficinas de harmonização, rodadas de negócio e palestras voltadas ao desenvolvimento do setor. Os produtores atendidos pelo Sebrae RS participaram do evento com apoio da unidade nacional da instituição, contando com estande, capacitações e suporte logístico.
Para Balbinoto, eventos como esse ajudam a abrir novos mercados. “Além da repercussão, eles funcionam como um selo de qualidade. Mostram que o produto passou por uma avaliação criteriosa, feita por especialistas, e isso chama a atenção de consumidores e empórios interessados em itens diferenciados e de alta qualidade”, avalia.
Nos próximos meses, o Sebrae RS seguirá com ações voltadas à comercialização e à expansão da presença dos queijos artesanais gaúchos em outros estados. “Um dos focos é um projeto-piloto em andamento, que busca melhorar a logística e capacitar os empreendedores em técnicas de negociação, ampliando a competitividade no mercado nacional”, conclui Aline.


Na casa de parrilla do Pobre Juan, em Porto Alegre, uma charmosa adega ocupa posição de destaque no salão, com mais de 130 rótulos de diferentes países e origens. A carta de vinhos oferece produtos cuidadosamente selecionados para acompanhar os sabores marcantes das carnes. “Entre os destaques, estão os feitos com uva Malbec, emblemática na Argentina, que revelam todo o seu potencial quando servidos ao lado de carnes grelhadas com sabor intenso, como o Bife Pobre Juan. Eles também harmonizam muito bem com cortes com osso, como o Tomahawk e o Porterhouse, que pedem alternativas robustas e aromáticas”, indica Enrique Ribeiro, gestor da casa.





