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Ladies in Tech firma parceria com Sebrae e Prefeitura de Porto Alegre para impulsionar startups lideradas por mulheres

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

O Instituto Ladies in Tech, instituto que impulsiona mulheres fundadoras e líderes em tecnologia, anuncia uma nova parceria com o SEBRAE RS e o Gabinete de Inovação da Prefeitura de Porto Alegre, lançando a nova edição do StartupRS StartHer, um programa que vai além da capacitação tradicional ao abrir as portas do setor público para soluções desenvolvidas por empreendedoras. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link até o dia 31 de janeiro.

A iniciativa representa um marco para o ecossistema de inovação gaúcho. Pela primeira vez, startups lideradas por mulheres terão a chance de executar Provas de Conceito em parceria direta com a administração municipal de Porto Alegre, conectando soluções inovadoras a desafios reais do setor público em um modelo que promete transformar problemas concretos em oportunidades de negócio com impacto social.

O programa selecionará dez startups em estágio de ideação com foco em duas áreas estratégicas: Edtechs e Govtechs. As Edtechs compreendem soluções que utilizam a tecnologia como alavanca para transformar e democratizar a educação. Já as Govtechs englobam tecnologias voltadas ao setor público, com potencial para aumentar a eficiência da gestão, a transparência e a qualidade dos serviços oferecidos aos cidadãos.

Para Marceli Brandenburg, cofundadora e diretora do Ladies in Tech, a parceria representa muito mais do que um programa de aceleração. “Estamos falando de acesso real ao poder público, de validação concreta das ideias que essas mulheres trazem. Não é só sobre capacitação, é sobre abrir caminhos que historicamente foram fechados para nós. Quando uma empreendedora consegue testar sua solução dentro da Prefeitura, ela não está apenas validando um produto, está provando que mulheres podem liderar a transformação digital do país”, afirma.

As participantes terão acesso a mentorias com integrantes do Instituto Ladies in Tech, créditos em plataformas parceiras do SEBRAE Startups e facilitação de participação em feiras e eventos nacionais e internacionais. Mas o que torna o programa único é a oportunidade de ganhar tração real no mercado através da validação de soluções junto ao poder público, conectando startups lideradas por mulheres a desafios concretos da administração municipal.

Aline Busch, também cofundadora e diretora do instituto, destaca o potencial transformador da iniciativa. “O que nos move não é só colocar mulheres nos espaços de decisão, é garantir que elas tenham ferramentas reais para executar e gerar impacto concreto. Com essa parceria, estamos dizendo que as soluções lideradas por mulheres não são apenas viáveis, são necessárias para resolver problemas complexos da nossa sociedade. Cada startup selecionada carrega o potencial de mudar a forma como o setor público se relaciona com tecnologia e inovação”, ressalta.

O programa é gratuito e exclusivo para startups com endereço no Rio Grande do Sul. A seleção considerará critérios como inovação, potencial de mercado, qualidade da equipe e aderência aos desafios propostos. Mesmo negócios ainda sem CNPJ podem participar, desde que estejam cadastrados na plataforma do SEBRAE Startups.

Com mais de cinco mil mulheres já impactadas pelas ações do Ladies in Tech desde sua fundação, o programa chega para ampliar ainda mais o alcance dessa rede que transformou a conexão entre mulheres em referência nacional de impacto na inovação.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 133 Visualizações
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Be8 apresenta em Davos resultados de projeto que reduziu em até 99% as emissões de gases de efeito estufa

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Be8, empresa de energias renováveis e líder nacional em produção de biodiesel, participa pelo segundo ano consecutivo a Brazil House, que acontece de 19 a 23 de janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos. O presidente da companhia, Erasmo Carlos Battistella, integra três painéis da programação, compartilhando os aprendizados e resultados da Rota Sustentável COP 30, projeto desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz do Brasil.

A iniciativa teve como objetivo demonstrar o impacto do novo biocombustível Be8 BeVant® na redução das emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel convencional. Para isso, dois caminhões e dois ônibus da Mercedes-Benz rodaram 4 mil quilômetros do Rio Grande do Sul até Belém (PA), sede da COP 30, com os dois combustíveis. O resultado foi a redução de 99% nas emissões de gases de efeito estufa nos veículos que estavam usando o Be8 BeVant®.

Essa redução foi alcançada dentro do conceito do “tanque à roda”, com os resultados auditados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. “O objetivo de demonstrar o Be8 BeVant® como uma solução de descarbonização para o agora foi plenamente atingido, lAo longo do trajeto, sentimos o reconhecimento em cada estrada e em cada parada. A Rota Sustentável COP 30 superou nossas expectativas, e é essa experiência concreta que vamos compartilhar em Davos”, disse Battistella.

Para Camilo Adas, diretor de Transição Energética e Relações Institucionais da Be8, o projeto reforça o papel dos biocombustíveis na agenda climática. “A Rota Sustentável COP 30 conectou inovação, ciência e sustentabilidade, mostrando na prática que é possível reduzir emissões de forma imediata, sem a necessidade de grandes investimentos ou mudanças estruturais.”

Além da Brazil House, Battistella participa nesta terça-feira (20) de um encontro na Zona K do Fórum Econômico Mundial, dedicado ao futuro dos Combustíveis Limpos. A sessão privada reúne lideranças da indústria, do governo, do setor financeiro e da tecnologia para discutir políticas, investimentos e infraestrutura necessários para acelerar a implementação dessas soluções na próxima década.

Programação da Brazil House

Dia 20 de janeiro – 10h (horário local)
Projeto Be8 Rota Sustentável – COP 30
Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8
Luiz Carlos Moraes, Diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil

Dia 21 de janeiro – 11h (horário local)
COP 30 – Insights
Moderador: John Defterios – Jornalista CNN International – Moderador
Daniel Randon, CEO da Randoncorp
Grazielle Parenti, VP de Sustentabilidade – Vale
Erasmo Carlos Battistella, Presidente da Be8

Dia 21 de janeiro – 12h
Investimentos Sustentáveis: Tendências, Desafios e Oportunidades
Moderadora: Consuelo Remmert, Office of the CEO Palantir Technologies
Daniel Randon, Presidente e CEO da Randoncorp
Erasmo Carlos Battistella, Presidente Be8

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 109 Visualizações
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ICEC-RS volta a cair em dezembro após duas altas consecutivas

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

O ICEC-RS atingiu 90,2 pontos em dezembro de 2025, com queda de 2,0% em relação a novembro de 2025 e retração de 14,6% frente a dezembro de 2024, mantendo-se abaixo da linha de neutralidade (100 pontos). O resultado reflete um ambiente de confiança ainda fragilizado entre os empresários do comércio, com recuo na margem após duas altas consecutivas e queda disseminada na comparação interanual.

O Índice de Condições Atuais (ICAEC) avançou 2,1% em dezembro de 2025, alcançando 61,9 pontos. Ainda assim, o indicador permanece em patamar pessimista, com queda de 25,1% na comparação com dezembro de 2024. Entre os entrevistados, 81,5% perceberam piora na situação atual da economia, enquanto 74,3% avaliaram negativamente a situação do setor.

O Índice de Expectativas (IEEC), componente mais alta do ICEC, recuou 5,6% em dez/25, atingindo 108,4 pontos, interrompendo duas altas consecutivas, e ficou 14,2% abaixo do nível observado em dezembro de 2024. Apesar do recuo, o índice permanece acima dos 100 pontos, indicando expectativas ainda no campo otimista, embora mais contidas. Já o Índice de Investimentos dos Empresários do Comércio (IIEC) registrou 100,4 pontos, com queda de 0,3% na margem, refletindo a redução nas intenções de contratação e no nível de investimento, em um contexto de juros elevados e condições financeiras mais restritivas.

O resultado do IIEC indica um ambiente de cautela entre os empresários do comércio, especialmente no que diz respeito às decisões de contratação e investimento. Mesmo com algum ajuste pontual em indicadores específicos, o cenário segue marcado por condições financeiras mais restritivas, que limitam a disposição para ampliar operações. Para o varejo, isso se traduz em uma postura mais conservadora do ponto de vista da ampliação no quadro de funcionários e dos investimentos, em um contexto de incerteza.

De maneira geral, o ICEC, e todos os seus subindicadores tiveram médias anuais menores do que as verificadas em 2025. “As condições macroeconômicas de 2025 foram menos favoráveis do que as de 2024 para o varejo. O aperto monetário, que explica a menor expansão do crédito, e o mercado de trabalho, que teve resultados menos positivos do que o ano anterior em termos de criação de novos postos de trabalho, influenciaram negativamente a confiança do empresariado em 2025”, concluiu o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn. Confira dos dados completos e a análise econômica.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 78 Visualizações
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Fecomércio-RS Debate abre 2026 com Eduardo Leite para discutir reconstrução e desenvolvimento do Estado

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

O governador Eduardo Leite será o convidado do primeiro Fecomércio-RS Debate de 2026. O projeto recebe, periodicamente, especialistas e personalidades para conversar com empresários sobre temas econômicos e políticos ligados ao setor do comércio de bens, serviços e turismo gaúcho. A edição inaugural do ano, com o chefe do Executivo, vai acontecer no dia 25 de fevereiro, a partir das 11h30, na sede da Fecomércio-RS em Porto Alegre, com formato de palestra-almoço. A participação pode ser garantida através do site www.fecomercio-rs.org.br/debate.

Na pauta do evento, estará uma avaliação do governador sobre a situação do estado no último ano e o que ele considera como os principais avanços em termos de reconstrução via Plano Rio Grande, infraestrutura, desenvolvimento econômico, dentre outros pontos. Os participantes também terão a oportunidade de enviar perguntas ao convidado.

“O Fecomércio-RS Debate cumpre um papel estratégico ao aproximar o setor produtivo das principais lideranças do Estado. Para os empresários, esta é uma oportunidade ímpar de compreender o cenário recente, avaliar os avanços já alcançados e, sobretudo, discutir caminhos que garantam segurança jurídica, previsibilidade e um ambiente favorável aos negócios”, comenta o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn.

Fecomércio-RS Debate – Eduardo Leite

Data: 25/02 (quarta-feira)

Horário: 11h30

Local: Sede da Fecomércio-RS (Rua Fecomércio, 101 – Porto Alegre)

Inscrições: www.fecomercio-rs.org.br/debate

Mais informações: eventos@fecomercio-rs.org.br

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 173 Visualizações
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CDL de Igrejinha e Três Coroas empossa nova diretoria e conselho fiscal

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Igrejinha e Três Coroas empossou, na noite da última quinta-feira (15), sua nova diretoria e conselho fiscal para a gestão 2026/2029. A cerimônia foi realizada na Sociedade 10 de Novembro, em Igrejinha, reunindo associados, representantes de instituições e autoridades políticas. Na ocasião, a empresária três-coroense Juliana Herrmann Ribeiro assumiu a presidência da entidade. Ela sucede Natália Debarba no cargo e tem como vice-presidente Bruno Dewes Wagner.

O evento contou com a presença da diretora de Relações Institucionais e Governamentais da Federação Varejista do RS, Dra. Clarice Strassburger, representando o presidente Ivonei Pioner; do prefeito de Igrejinha, Leandro Hörlle; do prefeito de Três Coroas, Fabiel Port; do deputado estadual Joel Wilhelm, além de secretários municipais, vereadores, imprensa, representantes de entidades e parceiros da CDL. A expressiva participação dos associados foi um dos destaques da noite, reforçando a relevância do trabalho desenvolvido pela entidade.

Associado Protagonista

A gestão de Natália Debarba foi marcada pela dedicação, pelo cuidado com as pessoas e pelo compromisso com o coletivo. A valorização do associado sempre esteve entre suas principais bandeiras, colocando-o como protagonista dentro da entidade e incentivando esse posicionamento também na sociedade. Ao se despedir da presidência, Natália agradeceu a oportunidade e os aprendizados, destacando o papel dos empresários no desenvolvimento da região. “Assumi o compromisso de representar a entidade e os empresários das duas cidades. Busquei seguir um legado e entregar uma CDL forte, como a recebi. Acredito muito na importância do planejamento, de pensar o presente e o futuro, e o desenvolvimento do Plano Estratégico da CDL foi fundamental nesse processo. Entrego a presidência com a certeza de que me dediquei e cumpri o propósito de representar, fortalecer e valorizar o associado”, afirmou.

Compromisso assumido

Ao assumir a presidência, Juliana Herrmann destacou o orgulho em fazer parte da CDL e ressaltou que a decisão não foi imediata. “Sempre admirei as pessoas que passaram por aqui, as histórias construídas e a forma como esta entidade se posiciona como voz ativa do empresariado. Assumir a presidência da CDL significa, para mim, assumir um compromisso verdadeiro com a instituição e com tudo o que ela representa”, declarou.

Com base em valores como transparência, comunicação clara e justiça, itens presentes em sua vida pessoal e empresarial, Juliana projeta uma gestão pautada no diálogo e na coletividade. “Assumir a presidência da CDL é, acima de tudo, um compromisso com a responsabilidade, a escuta e o trabalho sério. Um compromisso que não é individual, mas coletivo. Que possamos, juntos, fortalecer o associativismo, apoiar os empresários, estimular a gestão consciente e contribuir para o desenvolvimento das nossas cidades”, concluiu.

Diretoria da CDL de Igrejinha e Três Coroas para o período 2026-2029:

Presidente: Juliana Ribeiro Herrmann, da Polo Contábil, de Três Coroas

Vice-presidente: Bruno Dewes Wagner, da Gráfica Igigraf, de Igrejinha

Diretora Financeira: Natália Debarba, da Loja Arrepius, de Três Coroas

Diretora de Formação e Capacitação: Priscila Veck Gil de Castilhos, da Agência Conceito, de Igrejinha

Diretora de Eventos: Saraiana Sabrina Zikoski, da Loja Sazi Baby e Teen, de Três Coroas

Diretor de Serviços e Produtos: José Emilio Wilhelm, da Ultragaz, de Igrejinha

Diretor de Convênios e Parcerias: Carlos Eduardo Zen Bononi, da Liv Saúde Integral e Odontologia, de Três Coroas

Diretor de Inovação e Tecnologia: Sérgio Joel Utz Junior, da Empório do Móvel, de Igrejinha

Conselho fiscal:

Titulares:

Libório Inácio Werlang, da Madeireira Werlang, de Igrejinha

Messias Jorge Scheffel, da Funerária Caridade, de Igrejinha

Tiago Hirt, da Ki Pneus, de Três Coroas

Suplentes:

Kelen Krichna Ferreira, da Autêntica Modas, de Três Coroas

Joel Oberherr Brodbeck, da Refinare Mármores e Granitos, de Igrejinha

Manoel Carlos Rivas Franco Junior, da Wert Assessoria e Cobranças Administrativas, de Igrejinha

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 147 Visualizações
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Fiergs aponta vantagens para a indústria do RS com o acordo Mercosul-União Europeia

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

O acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia, assinado no sábado (17), no Paraguai, é visto como um avanço importante nas relações entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pelo Sistema Fiergs. “A concretização do acordo é um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, especialmente num cenário em que a diversificação de mercado é essencial”, diz o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier. Foram mais de 25 anos de negociação.

O presidente da FIERGS entende que o acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul. “O crescimento econômico será estimulado por meio do aumento das exportações, assim como pela atração novos investimentos estrangeiros, parcerias e joint-ventures. Dessa maneira, se consolida a inserção estratégica do Brasil nas cadeias globais de valor”, diz Bier.

De acordo com estimativas elaboradas pela Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS, projeta-se que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões. No que se refere aos segmentos da Indústria de Transformação, estima-se que os que devem ser mais beneficiados são Tabaco (com expansão de US$ 410,5 milhões), Químicos (US$ 138,3 milhões), Couro e calçados (US$ 84,3 milhões), Alimentos (US$ 63,8 milhões) e Celulose e papel (US$ 7,4 milhões).

Esse aumento sustentado nas vendas industriais no longo prazo implicaria impactos relevantes sobre o mercado de trabalho formal, com a geração estimada em 31 mil novos empregos na Indústria de Transformação gaúcha. No plano macroeconômico, o efeito agregado desse choque positivo de demanda externa resultaria em um acréscimo aproximado de 4,6% (R$ 31 bilhões) no PIB do Rio Grande do Sul no horizonte de 15 anos, evidenciando que a intensificação do comércio com a União Europeia tem potencial para produzir efeitos significativos e persistentes sobre a produção, sobre o emprego e a renda no Estado, aprofundando os encadeamentos produtivos já identificados na análise de sensibilidade.

Bier ressalta que a assinatura do acordo não significa que será implantado imediatamente, uma vez que ainda é necessária a aprovação pelos parlamentos de todos os países, mas que confia no seu sucesso. “Sabemos que há pressão especialmente em países como a França, ainda tenho receio que possa ocorrer algum entrave, mas confio que será mantido o posicionamento majoritário da União Europeia para que possamos aproveitar todos os benefícios para o desenvolvimento do nosso país”, diz o presidente do Sistema FIERGS.

Expansão de mercados

Em 2025, a UE foi o segundo principal destino como bloco econômico das exportações gaúchas (US$ 2,7 bilhões), representando 13% do total exportado e a quarta principal origem das importações (US$ 1,4 bilhão), representando 11,1% do total importado. No mesmo ano, o RS foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o oitavo que mais importou do bloco.

Nos últimos cinco anos, o Rio Grande do Sul exportou 3,7 mil tipos de produtos, enquanto a União Europeia importou 5,8 mil mercadorias distintas de diferentes países. A interseção entre esses conjuntos, isto é, produtos que o RS já exporta e que a UE já importa, alcança 3,4 mil itens. Desses, cerca de 2,3 mil mercadorias são atualmente exportadas pelo Rio Grande do Sul para a União Europeia, indicando potencial de ampliação do volume exportado desses produtos com a efetivação do acordo. Os 1,1 mil itens restantes, que o RS exporta para outros mercados e que a UE importa de outros países, configuram um potencial adicional de abertura de mercado e diversificação da pauta exportadora estadual.

Naturalmente, um acordo desta magnitude poderá gerar sensibilidades em segmentos específicos, porém o tratado prevê um cronograma de desgravação tarifária e dispositivos de salvaguarda amplamente discutidos. Esse prazo gradual de desgravação é fundamental para que os setores mais vulneráveis realizem as adequações necessárias e garantam sua competitividade no mercado internacional. “Em relação aos setores industriais sensíveis, precisamos trabalhar junto aos governos estadual e federal instrumentos de defesa que preservem a competitividade, os empregos e a indústria do Rio Grande do Sul”, afirma Bier.

Oportunidades e benefícios do acordo

• Crescimento da economia, comércio e investimentos;

• Maior diversificação da economia brasileira, proporcionando ganhos mais extensos em termos setoriais;

• Impacto positivo sobre outras negociações, ampliando a inserção internacional do Brasil por meio de acordos com países prioritários;

• Redução de custos das importações de alta tecnologia, gerando ganhos de produtividade e modernização em áreas que a indústria nacional ainda não atua;

• Aumento dos fluxos de investimentos estrangeiros;

• Novas possibilidades de joint ventures e associações entre empresas;

• Maior segurança jurídica e homologação de práticas aduaneiras para transações de investimentos e comerciais;

• Aumento das linhas logísticas e eventual redução de fretes internacionais;

• Redução das barreiras técnicas e burocracia;

• Maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor;

• Aperfeiçoamento institucional do Mercosul;

• Boas oportunidades para setores como: celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas/implementos agrícolas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 149 Visualizações
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Acordo Mercosul-UE pode ampliar competitividade do tabaco brasileiro frente ao africano

Por Marina Klein Telles 16/01/2026
Por Marina Klein Telles

O anúncio do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia sinaliza a abertura de novas possibilidades de negócios entre a América do Sul e a Europa. O agronegócio está entre os setores com maior potencial de benefício, diante da perspectiva de redução e, futuramente, de isenção das taxas de importação hoje aplicadas pelos países europeus. Para o tabaco brasileiro, o anúncio representa a expectativa de ampliação dos negócios com a Europa, que já responde por mais de 30% das exportações nacionais anualmente.

Pelo texto que está sendo negociado, as exportações de tabaco brasileiro passarão a contar com redução anual das alíquotas de importação até a eliminação total do imposto. Na prática, isso poderá corrigir uma assimetria competitiva, como destaca o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing. “Atualmente, os principais concorrentes do Brasil nas exportações de tabaco são países africanos que já se beneficiam de isenções tarifárias no acesso ao mercado europeu. Nos últimos anos, Maláui, Tanzânia e Zimbábue ampliaram de forma consistente sua produção, o que reforça a necessidade de o Brasil reduzir assimetrias comerciais para preservar e ampliar sua participação no bloco europeu”, observa.

Dados do ComexStat (Sistema de Estatísticas do Comércio Exterior Brasileiro, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que, somente em 2025, a União Europeia importou do Brasil US$ 1,12 bilhão em tabaco, correspondentes a quase 204 mil toneladas. O dado confirma que o bloco é um dos principais destinos das exportações brasileiras do produto.

Após a assinatura do acordo, o Brasil passará a competir em condições mais equilibradas com os países africanos e poderá ampliar o fluxo comercial, considerando a posição brasileira de fornecedor confiável, regular e de alta qualidade do seu produto produzido dentro do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT).

Apesar da expectativa bastante positiva, Thesing alerta que os efeitos não serão imediatos. O acordo ainda depende de trâmites institucionais, como a aprovação do Parlamento Europeu, onde alguns países, como a França, ainda solicitam ajustes para salvaguardar seus produtores locais. O texto ainda precisa ser aprovado pelos congressos do Uruguai, da Argentina, do Paraguai e do Brasil para entrar em vigor.

Os benefícios do acordo econômico serão sentidos de forma gradativa, uma vez que a desgravação — a redução progressiva das tarifas de importação — ocorrerá ao longo de alguns anos. “A desgravação do tabaco manufaturado é de quatro anos, e a do tabaco não manufaturado, de sete anos”, explica o presidente do SindiTabaco. “A perspectiva é de que o acordo traga benefícios e gere potencial para novos negócios, em razão do aumento da competitividade do tabaco brasileiro no mercado europeu”, destaca.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/01/2026 0 Comentários 93 Visualizações
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Após cinco quedas consecutivas, indústria gaúcha reage, aponta pesquisa da Fiergs

Por Marina Klein Telles 16/01/2026
Por Marina Klein Telles

Depois de cinco meses seguidos de retração, a indústria do Rio Grande do Sul apresentou reação em novembro de 2025. O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou 94,6 pontos, um avanço de 0,5% na comparação com outubro, conforme pesquisa divulgada pelo Sistema FIERGS nesta quinta-feira (15). Apesar da melhora pontual, o setor ainda apresenta queda de 5,8% em relação a novembro de 2024.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o resultado positivo não descarta a necessidade de mudanças nos cenários doméstico e internacional. “Os empresários demonstram resiliência, mas a indústria gaúcha continua pressionada por juros altos e incertezas fiscais. Se esse quadro não se transformar no curto prazo, uma retomada consistente fica mais difícil”, avaliou.

O avanço mensal do IDI-RS foi sustentado pelo desempenho favorável da maioria dos indicadores. O faturamento real cresceu 0,7%, as horas trabalhadas na produção aumentaram 0,3% e as compras industriais subiram 0,5%, recuperando parte da queda expressiva de 6,8% registrada em outubro. Em sentido contrário, o emprego e a massa salarial real recuaram 0,2% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada (UCI) permaneceu estável em 78,1%.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a atividade industrial gaúcha mantém uma trajetória de desaceleração, com retração de 0,8% no IDI-RS. O resultado negativo reflete a queda generalizada dos principais indicadores de atividade, como o faturamento real (-2,5%), as horas trabalhadas na produção (-1,5%), a UCI (-1,2 ponto percentual) e as compras industriais (-0,4%). Em contrapartida, os indicadores do mercado de trabalho mostraram resiliência no período, com crescimento de 1,2% no emprego e avanço de 2,6% na massa salarial real.

O desempenho do setor até novembro foi marcado por forte heterogeneidade. O índice foi pressionado pelo resultado negativo de oito dos 15 segmentos avaliados. Entre os destaques negativos estão Veículos automotores, com queda de 10,7%, e Couros e calçados, que recuaram 6,3%. A retração acumulada não foi mais intensa graças, principalmente, ao bom desempenho de Máquinas e equipamentos, que avançou 11,4%, além de Tabaco (+12,5%) e Equipamentos de informática e eletrônicos (+7,7%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/01/2026 0 Comentários 107 Visualizações
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Fecomércio-RS apresenta resultados da Sondagem do Segmento de Varejo de Moda

Por Marina Klein Telles 15/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Sondagem do Segmento de Varejo de Moda, realizada entre 21 de novembro e 15 de dezembro de 2025, com 385 estabelecimentos do Rio Grande do Sul, todos optantes pelo Simples Nacional. O perfil das empresas revela que grande parte está há bastante tempo no mercado: 54,8% atuam há mais de dez anos, enquanto apenas 4,2% possuem menos de um ano de atividade. A operação com equipes enxutas predomina, com 50,6% dos negócios contando com até três pessoas trabalhando.

A sondagem traça um perfil do segmento no Estado. Na gestão, a maioria das empresas (73,2%) utiliza controle informatizado tanto de vendas quanto de estoques, e 84,7% acompanham o desempenho dos produtos ao menos mensalmente, com destaque para os monitoramentos diário (28,3%) e semanal (21,6%). A formação de preços é majoritariamente orientada por custos, com 46,2% adotando margem fixa sobre o custo total e 42,9% por categoria de produto. O ambiente digital tem destaque nas estratégias comerciais, já que 81,8% realizam publicações em redes sociais e 53,5% utilizam anúncios pagos em mídia digital.

Na avaliação das vendas nos últimos seis meses, 52,7% das empresas avaliaram o desempenho das vendas como regular ou ruim, e apenas 15,9% classificaram o período como muito bom ou excelente. O resultado se reflete na frustração de expectativas: para 54,5% dos empresários, as vendas ficaram abaixo do esperado; para apenas 7,5% as expectativas foram superadas. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, 43,7% relataram redução no movimento de clientes, enquanto 24,4% observaram estabilidade e 31,9% aumento.

Em relação à situação financeira, ela é considerada boa ou muito boa por 57,9% das empresas, enquanto 31,4% avaliam como regular e 10,7% como negativa. A separação entre as finanças da empresa e dos sócios é prática consolidada para 73,8% dos entrevistados, de forma que 26,2% não têm separação ou não soube responder. Sobre endividamento, 61,6% não possuem empréstimos ou financiamentos.

Apesar do desempenho recente mais contido para parcela relevante dos entrevistados, as expectativas para os próximos meses são moderadamente positivas. Para os próximos seis meses, 54,0% das empresas esperam melhora das vendas, enquanto 30,6% projetam estabilidade. A maioria pretende manter o atual quadro de pessoal (65,2%), embora 26,5% indiquem intenção de contratar, e 40,5% afirmam que pretendem investir no negócio. Em relação ao ambiente macroeconômico, a expectativa de estabilidade se destaca no caso da economia gaúcha (37,9%); 35,3% esperam melhora e 26,7% piora. Para a economia brasileira, 24,9% esperam estabilidade, 40,2% esperam piora e 34,8% melhora.

“O otimismo dos empresários sempre é uma boa notícia. O pessimismo, muitas vezes, paralisa iniciativas, e contribui para resultados ainda piores. Mas dentro de todo e qualquer cenário de otimismo precisamos estar conscientes da responsabilidade que cabe à gestão de fazer os bons resultados acontecerem. Em um cenário de consumidor cauteloso, vender de maneira ativa e eficiente é a ordem do dia”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/01/2026 0 Comentários 106 Visualizações
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Fecomércio-RS divulga resultados da PEIC-RS de dezembro

Por Marina Klein Telles 14/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS), da CNC, referentes a dezembro de 2025. O levantamento indica que 85,0% das famílias estavam endividadas, percentual estável em relação a novembro (85,0%) e inferior ao observado no mesmo mês de 2024 (90,8%). Os dados foram coletados em Porto Alegre nos últimos dez dias de novembro. A pesquisa considera apenas dívidas ligadas à tomada de crédito — como cartão de crédito, financiamentos e empréstimos — não incluindo contas de consumo, como água, energia elétrica ou telefonia.

O levantamento indica que o percentual de famílias com contas em atraso foi de 25,4% em dezembro de 2025, muito semelhante ao verificado em nov/25 (25,5%). Quanto à inadimplência por faixa de renda, observa-se que a maior dificuldade de manter as contas em dia segue concentrada entre as famílias com renda de até 10 salários-mínimos, cujo percentual passou de 31,5% em novembro de 2025 para 31,6% em dezembro de 2025, mas bastante abaixo do observado em dezembro de 2024 (39,9%). Já entre as famílias com renda superior a 10 salários-mínimos, o indicador apresentou segundo recuo consecutivo, diminuindo de 5,7% para 4,7%, também inferior ao registrado em dezembro de 2024 (14,2%). O percentual de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso, apesar de ter apresentado uma variação de apenas -0,1 p.p., ao recuar para 1,2%, alcançou o menor patamar da série histórica.

Quando se trata de endividamento e inadimplência, um dos indicadores mais relevantes de ser observado é a parcela de renda comprometida com dívidas. Esse indicador tem apresentado altas marginais consecutivas a 14 meses, fazendo com que o mesmo alcance o maior valor (29,5%) desde outubro de 2019. Para o grupo de famílias com renda de até 10 salários-mínimos, o comprometimento da renda está em 29,9% em dezembro de 2025, enquanto para a faixa de maior renda está em 27,6%. Esse comportamento altista do comprometimento da renda com dívidas é compatível com outros indicadores que, diferentemente dos da PEIC que toma por base a percepção dos indivíduos, mede de fato valores a partir de dados econômico-financeiros.

“Embora os dados da PEIC não indiquem um quadro de endividamento descontrolado, a parcela da renda comprometida com dívidas avançou para 29,5%, o maior percentual registrado em 2025 e o maior desde novembro de 2019. Essa conjuntura, além de aumentar riscos de inadimplência, limita a capacidade de consumo, especialmente daquelas famílias com orçamentos mais limitados, com impactos relevantes na dinâmica do comércio e dos serviços voltados às famílias”, avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP. Confira os dados completos e a análise econômica.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 86 Visualizações
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