Canoas ultrapassa 90% da população adulta vacinada

Por Ester Ellwanger

Canoas ultrapassou nesta terça-feira, 24 de agosto, a marca de 90% da população adulta vacinada contra a Covid-19. São quase 244 mil pessoas com ao menos uma dose da vacina, o que representa 70,37% da população total. Mais de 100 mil canoenses já completaram o esquema de imunização com as duas doses ou dose única.
Nesta quarta-feira, 25 de agosto, o município segue com a aplicação de primeiras doses para a população a partir de 18 anos, nas 27 unidades básicas de saúde (confira o serviço aqui). Segue também a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades, gestantes e puérperas, na Sala de Imunização do Hospital Universitário de Canoas (HU).

Não vacinados

Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, 26 mil canoenses ainda não teriam procurado as unidades de saúde para receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19, até a tarde desta terça-feira. Essa é uma estimativa com base na população vacinável, ou seja, acima de 18 anos, segundo a secretária adjunta da Saúde, Roberta Bazzo.
Alguns fatores que podem estar associados a essa abstenção são as dúvidas que parte da população ainda tem sobre se vacinar e a resistência a alguns imunizantes. Contribui para esse pensamento a propagação de fake news, que acabam gerando dúvidas sobre a segurança das vacinas e alimentando a ideia de que algumas seriam mais eficazes do que outras. A médica do Serviço de Imunizações da Vigilância em Saúde de Canoas, Andréa Lima Leal, destaca, porém, que todas as vacinas em uso no Brasil passaram por testes rigorosos e possuem segurança e eficácia comprovadas.
Em relação aos efeitos colaterais, outro aspecto que causa receio na população, a médica salienta que algumas reações são consideradas “normais” em qualquer vacina, como dor no local da aplicação, febre, dor no corpo e indisposição, e apresentam duração limitada. No caso da vacina contra a Covid-19, é preciso ter em mente que os benefícios superam possíveis efeitos colaterais. Apesar de não impedirem que a pessoa tenha o vírus, os imunizantes reduzem consideravelmente o risco de desenvolver formas mais grave da doença, a necessidade de internações e mortes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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