Braskem avança na jornada de transição energética com incorporação de biometano em suas operações

Por Marina Klein Telles

A Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, deu início ao uso de biometano como substituto parcial do gás natural na planta Q2, no Polo Petroquímico de Triunfo (RS). O movimento contribui para a redução das emissões de CO₂ e impulsiona a companhia para uma matriz energética mais sustentável. “O uso do biometano é estratégico por se tratar de uma fonte térmica renovável que oferece as mesmas especificações técnicas do gás natural, sem a necessidade de ajustes nos ativos industriais.”, afirma Gustavo Checcucci, diretor de Energia e Descarbonização
da Braskem.

O combustível renovável é distribuído pela Ultragaz, a partir do aterro de Minas do Leão (RS), e conta com a capacidade de distribuição de até 46 mil m³/dia. O biometano é produzido a partir de resíduos orgânicos e promove a economia circular, além de contribuir significativamente para a redução das emissões de CO₂. “É a combinação de descarbonização, competitividade e diversificação da matriz energética. Tais frentes reforçam a nossa estratégia de ampliar o uso de fontes de baixo carbono nas operações industriais da Braskem”, diz Checcucci.

A Ultragaz também ressalta a visão positiva sobre a força do combustível renovável na descarbonização da indústria. “Ao levarmos o biometano do aterro de Minas do Leão diretamente para o processo industrial da Braskem, fechamos um ciclo virtuoso de economia circular. Este projeto reflete a visão da Ultragaz de liderar a descarbonização da indústria nacional através da inovação: entregamos não apenas uma molécula renovável, mas uma solução logística completa e sustentável que reduz as emissões desde a fonte até o consumo final”, comenta Guilherme Darezzo, vice-presidente de operações da companhia.

Estratégia de descarbonização

A iniciativa do uso de biometano está alinhada aos pilares do Programa de Descarbonização da Braskem, que inclui o aumento da participação de energia elétrica e de combustíveis de baixo carbono na matriz energética até 2030. O projeto da planta do Rio Grande do Sul também servirá como modelo para possíveis replicações em outras unidades industriais da Braskem.

O uso do combustível renovável se soma a outras frentes nas quais a companhia vem avançando para transformar sua matriz energética. A Braskem já migrou para o mercado livre de gás natural, em unidades localizadas no ABC paulista, na Bahia e no Rio Grande do Sul, de modo a ampliar sua autonomia e competitividade.

Além disso, a companhia tem investido na autoprodução de energia renovável, com participações societárias em usinas eólicas e solares. E, por meio de parcerias, desenvolveu e implementou projetos de eficiência energética, como o Vesta, que redesenhou o sistema termelétrico do complexo industrial do ABC com a substituição de turbinas a vapor por motores elétricos de alta velocidade e a implantação de uma planta de cogeração movida a gás residual rico em hidrogênio. Soma-se a esse portfólio o projeto de Biomassa, em Alagoas, que envolveu uma eletrificação de grande porte e a instalação de novas caldeiras alimentadas a partir de biomassa de eucalipto da região.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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