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Marina Klein Telles

Marina Klein Telles

Business

Cerca de 85% das exportações do RS ao Oriente Médio passam por países com portos no Golfo Pérsico

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

O Rio Grande do Sul exportou US$ 1,3 bilhão em mercadorias para o Oriente Médio em 2025, valor que correspondeu a 6% do total exportado pelo estado no período. Desse total, 85,6% desembarcam em países com portos no Golfo Pérsico, onde está o Estreito de Ormuz – fechado desde o início do conflito na região. O dado consta de estudo divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Sistema FIERGS e demonstra a dimensão dos riscos aos quais as exportações estão expostas em razão da instabilidade geopolítica.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o cenário atual exige atenção redobrada das empresas gaúchas que mantêm relações comerciais com o Oriente Médio. “A retomada e ampliação do conflito aumentou a instabilidade em uma área estratégica para o comércio internacional, especialmente no entorno do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz”, avalia.

Entre os principais parceiros comerciais do RS na região estão Emirados Árabes Unidos (US$ 471,5 milhões, equivalente a 36,4% das exportações para o Oriente Médio), Arábia Saudita (US$ 258 milhões e 19,9%) e Irã (US$ 163,9 milhões e 12,7%). “Em meio a toda essa instabilidade, é preciso que as indústrias avaliem rotas e fornecedores alternativos, revisem estratégias e reforcem mecanismos para redução de riscos”, alerta Bier.

Os principais ramos exportados pelo Rio Grande do Sul para o Oriente Médio envolvem produtos do abate de aves (US$ 461,9 milhões, equivalente 35,6% do total exportado pelo ramo), óleos vegetais em bruto (US$ 85,7 milhões, 5,5%), cultivo de milho (US$ 84,1 milhões, 5,4%) e processamento industrial do tabaco (US$ 79,6 milhões, 2,8%).

Do lado das importações, a vulnerabilidade concentra-se sobretudo na aquisição de insumos químicos e produtos ligados à cadeia de fertilizantes. As importações dos intermediários para fertilizantes somaram US$ 414,7 milhões, ou 36,9% das compras do Rio Grande do Sul provenientes dessa região. Um eventual aumento no custo dos fertilizantes por questões logísticas pode impactar a produção agrícola gaúcha e, consequentemente, os produtos do agronegócio.

Acesse o estudo completo no link: https://observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-estrategica/relacoes-comerciais-com-o-oriente-medio-2/

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 174 Visualizações
Variedades

Trabalhadores da indústria entram no debate da Conicq e estabelecem canal de diálogo com o governo

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco) participou nesta semana de uma agenda considerada histórica na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília, durante reunião vinculada à Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq). Embora a comissão seja composta exclusivamente por órgãos do governo federal, o encontro abriu espaço para ouvir representantes da cadeia produtiva, permitindo que trabalhadores apresentassem suas trajetórias e a realidade social e econômica associada à produção de tabaco no Brasil.

A delegação da Fentitabaco foi formada pelo presidente da entidade, Rangel Marcon, pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa), Éder Rodrigues, além dos trabalhadores Camili Aparecida Rodrigues do Prado, do Rio Grande do Sul, e Jorge Jorge Neto, do Paraná. Durante a reunião, os representantes compartilharam experiências que evidenciam a dimensão social da atividade e a presença da cadeia produtiva em diferentes regiões do país.

Camili relatou que sua ligação com o tabaco atravessa gerações familiares e que foi a renda da produção que permitiu acesso à educação e oportunidades profissionais. Filha e neta de produtores, afirmou que a atividade representa mais do que uma fonte de renda para muitas famílias do meio rural. “A renda do tabaco sempre fez parte da nossa história. Foi ela que permitiu estudar, construir uma profissão e permanecer no campo com dignidade”, afirma. O trabalhador da indústria Jorge Jorge Neto destacou que a atividade sustenta milhares de trabalhadores e municípios inteiros. “Quando se discute o futuro do tabaco, não estamos falando apenas de um produto. Estamos falando de empregos, de famílias e de regiões que dependem dessa atividade”, afirma.

Entre os integrantes da comissão, o representante do Ministério da Agricultura, Gustavo Henrique Marquim Firmo de Araújo, destacou o significado da presença dos trabalhadores na reunião. Para ele, o encontro marca um momento importante na trajetória da comissão ao abrir espaço para ouvir diretamente quem vive da cadeia produtiva. “Este é um dia histórico na Conicq, porque até então os trabalhadores não haviam participado de uma audiência da comissão. A presença de vocês aqui amplia o diálogo e contribui para que possamos compreender melhor as diferentes realidades envolvidas nesse processo”, afirma.

A secretária executiva da Conicq, Vera Luiza da Costa e Silva, ressaltou que o espaço de escuta integra o compromisso institucional previsto no tratado internacional e que o diálogo com os setores envolvidos faz parte do processo de construção das políticas públicas relacionadas ao tema. “O tratado também considera os aspectos sociais relacionados ao trabalho e à produção. Por isso esses momentos de escuta são importantes para compreender diferentes realidades”, afirma. Ao encerrar sua manifestação, dirigiu-se aos trabalhadores com um gesto simbólico de acolhimento e concluiu com a expressão “até a próxima”, sinalizando que a participação da cadeia produtiva é bem-vinda no processo de diálogo.

“Nada sobre nós, sem nós”

O presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, afirmou que a participação dos trabalhadores em espaços de debate sobre políticas públicas é fundamental para que decisões considerem a realidade social e econômica do setor. Ele destacou que a cadeia produtiva do tabaco envolve aproximadamente 1,6 milhão de brasileiros entre empregos diretos, indiretos e induzidos, além de gerar cerca de R$ 30 bilhões anuais em impacto fiscal para União, estados e municípios.

Marcon defendeu que o debate sobre o setor precisa incluir aqueles que vivem diretamente dessa atividade. “Nada de nós, sobre nós. Quando se discutem políticas públicas que afetam trabalhadores e suas famílias, é fundamental que essas pessoas também sejam ouvidas”, afirma.

O dirigente avaliou que a reunião foi produtiva e abriu um canal de diálogo importante com a Conicq. Segundo ele, a federação permanece à disposição para contribuir com informações e para receber representantes das instituições públicas nas regiões produtoras, ampliando a compreensão sobre a realidade social da cadeia produtiva.

Representação sindical

A agenda com a série de visitas institucionais foi programada junto com lideranças dos cinco sindicatos representados pela Fentitabaco. Participaram desta construção o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo do Alto Vale do Itajaí, Planalto Norte e Oeste Catarinense (Sintifavi); o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo da Região Sul de SC (Sitifursc); o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo de Uberlândia (Sintraf); o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo de Rio Negro, no Paraná (Sitifumo) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa). O convite para a representação foi aberto e acolhido pela direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa), que dentro da federação é o maior sindicato em número de trabalhadores representados, alcançando a marca de 15 mil trabalhadores do setor vinculado, especialmente em períodos de safra.

Para o presidente do Stifa, Éder Rodrigues, a presença junto à delegação reforça a importância da organização sindical na defesa dos trabalhadores da indústria do tabaco. Segundo ele, não somente dentro do grupo que representa os trabalhadores na indústria do tabaco, o Stifa é uma das maiores e mais representativas entidades, que diariamente oferta serviços nas áreas médicas, odontológica, jurídica e de bem-estar ao trabalhador.

Rodrigues afirma que a cadeia produtiva do tabaco representa emprego formal, renda estável e organização social consolidada em diversas regiões produtoras. “A abertura desse diálogo em Brasília representa um avanço importante para que trabalhadores participem das discussões que impactam diretamente o futuro da atividade. E para nós, do Stifa, assim como os demais sindicatos, torna-se fundamental acompanhar de perto toda esta mobilização pró-trabalhador”, complementa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 172 Visualizações
Variedades

Do Brasil para o mundo: o agro brasileiro que exporta talentos

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

Embora as mulheres já representem cerca de um terço das lideranças no agronegócio brasileiro e pouco menos na indústria, a presença feminina em posições técnicas e executivas globais ainda é proporcionalmente menor. É nesse cenário que três brasileiras ocupam hoje cargos globais na JTI, em países como Espanha, Alemanha e nos Estados Unidos, em áreas estratégicas ligadas à indústria e à cadeia produtiva do agro, ilustrando um avanço gradual e consistente, e colocando o agro brasileiro em destaque na formação de talentos.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que mulheres ocupam aproximadamente 29% dos cargos de liderança, enquanto em áreas técnicas, o desafio tem sido maior: segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), cerca de 20% dos profissionais registrados em engenharia no país são mulheres. Já os dados recentes do Observatório das Mulheres Rurais indicam crescimento consistente no número de propriedades lideradas por mulheres na última década, que hoje representam cerca de 19% do total no país.

É nesse contexto que as histórias dessas três profissionais ganham relevância.

Aos 47 anos, Samara Bandones Correa atua hoje como Gerente de Compras (Categoria Global Marketing & Vendas) em Madrid. A trajetória internacional foi construída ao longo de candidaturas internas até a conquista da posição. “Acreditei no processo. Foram várias etapas até conseguir essa posição internacional e cada passo me preparou para o seguinte”, afirmou.

A mudança para a Espanha mobilizou toda a família. O marido, que trabalhava como gerente no setor de telecomunicação, optou por deixar o emprego para acompanhar a nova fase profissional da esposa. Os dois filhos e nove pets também fizeram parte da mudança. “Foi uma decisão construída em família. Sabíamos que seria uma grande transformação, mas entendemos que era uma oportunidade importante”, relatou Samara.

Em Trier, na Alemanha, Roberta Hoffmann Machado, 35 anos, atua na área de Qualidade Global em um dos hubs globais na área da companhia. Engenheira de Produção com mestrado voltado à inovação e sustentabilidade, ela construiu sua trajetória majoritariamente em ambientes técnicos. “Eu estabeleci metas muito claras para mim. Queria me tornar gerente até os 35 anos e ter uma experiência internacional antes dos 40. Consegui alcançar esses dois objetivos antes do que tinha planejado”, disse.

O marido, que também atuava na indústria de tabaco no Brasil, também deixou seu emprego para acompanhá-la na Alemanha. “Meu diferencial sempre foi dedicação e consistência. Eu me preparei para cada etapa e sempre tive o apoio da minha família – e isso fez toda a diferença. Sem apoio, não conseguimos ir para frente”, afirmou Roberta.

Essas mudanças refletem um fenômeno mais amplo: uma geração de profissionais que vê na mobilidade global uma oportunidade de expandir horizontes e acumular experiências, entendendo que decisões de carreira muitas vezes envolvem a família inteira. Em alguns casos, os parceiros apoiam essas escolhas a ponto de abrir mão dos próprios empregos para acompanhá-las, um movimento que, até poucos anos atrás, ainda era pouco comum nas trajetórias femininas.

Natural do interior do Rio Grande do Sul e filha de produtores rurais, Catieli Patrícia Kohl, 30 anos, construiu sua carreira ao longo de quase uma década até assumir, em 2025, a gerência de Qualidade Técnica em Danville, nos Estados Unidos. Foi produtora rural por um tempo, mas nutria o sonho de ingressar no meio corporativo e trabalhar no exterior. Para isso, começou no chão de fábrica e investiu nos estudos. “Minha trajetória foi construída com disciplina e constância. Sempre busquei aprender em cada função que desempenhei”, contou. “Cada etapa trouxe aprendizados importantes para assumir responsabilidades maiores.”

Além do preparo individual, políticas corporativas de mobilidade e desenvolvimento são determinantes para ampliar a presença feminina em posições globais. “Na JTI, a mobilidade internacional é resultado de uma cultura que estimula protagonismo, desenvolvimento e visibilidade, especialmente para talentos femininos. Temos visto cada vez mais mulheres brasileiras assumindo projetos e posições em outros países, fortalecendo o Brasil como um hub de talentos, globalmente. Mais do que uma movimentação de carreira, esse avanço representa confiança, preparo e ampliação da presença feminina em espaços estratégicos. Nosso compromisso é seguir criando oportunidades para que mais mulheres se sintam prontas e apoiadas para dar esse passo”, afirma Paloma Ferreira, Gerente de Experiência do Colaborador da área de Pessoas & Cultura da JTI no Brasil.

Nos últimos seis anos, a JTI registrou 44 movimentações internacionais a partir do Brasil. Nesse período, a participação feminina esteve presente em todos os anos, refletindo um avanço consistente na presença de brasileiras em posições globais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 193 Visualizações
Variedades

Cenp-Meios: Região Sul concentrou R$ 1,1 bilhão de investimento em propaganda em 2025

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

Os estados da Região Sul do Brasil receberam um investimento de R$ 1,1 bilhão de reais em mídia durante o ano de 2025, de acordo com dados compilados pelo Painel Cenp-Meios, divulgado pelo Cenp, Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário. A região teve participação de 4,04% do valor total nacional, que atingiu R$ 28,9 bilhões – crescimento de 10% sobre o ano anterior, em desempenho quatro vezes melhor que o PIB nacional de 2,3%, recentemente anunciado pelo IBGE.

O painel, que reúne dados de 330 agências no Brasil (258 matrizes e 72 filiais), reflete o faturamento dos Pedidos de Inserção (PIs) efetivamente veiculados e consolidados por meio, período, estado e região. As veiculações nacionais responderam por 68% do total investido. As realizadas na região Sudeste concentraram 19,4%, seguidas por Nordeste (4,5%), Centro-Oeste (2,9%) e Norte (1,1%).

A expansão dos investimentos publicitários no ano passado acontece após um 2024 marcado por grandes eventos midiáticos, como os Jogos Olímpicos de Paris, e pelo calendário eleitoral. “Mesmo num ano sem grandes marcos, o mercado publicitário brasileiro demonstrou resiliência e dinamismo”, diz Luiz Lara, presidente do Cenp. “Fazemos parte de um setor estratégico, que une negócios, criatividade e conexão com os consumidores, que gera empregos de qualidade e ajuda a impulsionar a economia. É um setor que cresce porque se transforma e continua a gerar valor para as empresas e para a sociedade.”

O Painel Cenp-Meios é acompanhado pelo Núcleo de Qualificação Técnica (NQT), organismo estatutário especializado no setor de pesquisa, mídia, circulação e métricas, composto por representantes de anunciantes, agências, elos digitais e veículos de comunicação. O Cenp-Meios também conta com a aferição da KPMG, responsável pela análise de integridade e pela segurança do sistema.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 188 Visualizações
Business

Da fazenda ao mercado premium: mulheres impulsionam a Carne Angus Certificada

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

Por 30 anos, Simone Romancini acompanhou o pai em uma empresa que produzia equipamentos para a pecuária. Em 2020, tornou-se proprietária da Fazenda Nossa Senhora Aparecida I e II, em Novas Laranjeiras (PR), no centro-sul do estado, e buscou fazer diferente para alavancar a produção de carne de qualidade. “De três anos para cá, percebi que poderia ter muito mais se eu partisse para uma carne premium, uma carne diferenciada. Foi nesse momento que a carne Angus surgiu na minha vida. Comecei a pesquisar um consumidor mais detalhista, que busca algo diferente. Com esse objetivo, entrei para o Programa Carne Angus Certificada”, conta a pecuarista.

Simone nasceu em uma família apaixonada pelos animais e pela vida no campo, com irmão e filhos veterinários. Entretanto, apesar de estar acostumada com a lida, a pecuarista salienta que encontrou dificuldades no período inicial no comando da propriedade, não apenas por estar situada em um setor predominantemente masculino, mas também por almejar mudanças. Mas, ela acreditou no propósito e seguiu em frente. “Lá atrás, não foi nada fácil, porque eu via alguns olhares de desdém, alguns comentários pejorativos. Com o passar do tempo, meu trabalho começou a se sobressair, as coisas estão diferentes. Com o decorrer dos anos, fiquei mais confiante, sabendo me posicionar melhor em um mercado que era masculino”, destaca.

A partir da parceria com a Padrão Beef, Simone passou a entregar carne premium e está se especializando para alcançar qualidade ainda maior. “Com mais cuidado, mais capricho. De uns três anos para cá, é só Angus que temos na fazenda”, destaca, ao concluir que o trabalho não se diferencia entre ser de homem ou de mulher. “Existem pessoas que são qualificadas e pessoas que não são. Temos que fazer o nosso melhor e acreditar que vamos conseguir”, assegura.

Outro exemplo de produtora que entrega seu melhor para produzir Carne Certificada Angus vem de Lídia Massi Serio. A proprietária da Fazenda São Luiz, em Mato Grosso do Sul (MS), é a terceira geração de produtores rurais da família e vem conduzindo de perto o trabalho com gado Angus, que, segundo ela, chegou para agregar muita qualidade ao rebanho. “A raça Angus foi uma forte aliada para o melhoramento dos resultados na pecuária. Iniciamos com o projeto de aproveitar o excelente desempenho desses animais, principalmente no ganho de peso e na qualidade da carne. Existe uma demanda alta do mercado por carne de qualidade, portanto, a produção com genética Angus tem se tornado cada vez mais atrativa, principalmente na comercialização”, destaca.

Em relação ao programa de certificação, Lídia evidencia os benefícios de lidar com um padrão superior de proteína no mercado. “Entram as bonificações e a maior valorização da carcaça no frigorífico, o que incentiva o melhoramento genético do rebanho. Também abre a possibilidade de comercializar uma carne premium com selo de qualidade reconhecido pelo mercado, algo que tem se tornado cada vez mais atrativo e necessário”, acentua a produtora, que recomenda resiliência e persistência para vencer desafios que ainda se impõem no campo, como a imprevisibilidade das leis rurais e a falta de mão de obra qualificada. “Os obstáculos, por muitas vezes, fogem da nossa capacidade de controle, mas o campo é surpreendente, é como um filho querido que faz malcriação, mas depois te abraça e beija com carinho. Não dá para resistir”, afirma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 172 Visualizações
Business

Sistema Ocergs mira em hub de negócios para ampliar a competitividade das cooperativas gaúchas

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

O Sistema Ocergs está avançando para um novo posicionamento estratégico: tornar-se um hub de negócios capaz de ampliar a competitividade das cooperativas gaúchas no mercado nacional e internacional. Mais do que a representação institucional, a entidade passa a atuar como articuladora de oportunidades comerciais, conectando cooperativas, indústrias, compradores e novos mercados.

A proposta é organizar demandas, estimular rodadas de negócios qualificadas e apoiar a inserção das cooperativas em grandes canais de comercialização. Entre as frentes estruturantes dessa estratégia estão projetos estaduais de trade marketing, voltados a fortalecer a presença coordenada de produtos cooperativos no varejo. Além disso, o novo momento visa qualificar estratégias comerciais, além de incentivar a participação em feiras nacionais e internacionais.

Neste contexto, o novo posicionamento terá sua estreia na Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque. Durante o evento, a Casa do Cooperativismo será estruturada como um ambiente de conexões e articulação de negócios, aproximando cooperativas, indústrias e agentes de mercado.

Com ambientes destinados a reuniões, encontros institucionais e ativações, o espaço foi concebido para funcionar como ponto de apoio às cooperativas presentes na feira. Mais do que apresentar produtos, a proposta é viabilizar oportunidades comerciais e fortalecer relações estratégicas.

O destaque da programação será o evento Conexão de Negócios, que acontecerá no dia 12 de março, às 16h, e funcionará como o espaço oficial de networking da Casa do Cooperativismo, recebendo cooperativas, grandes nomes da indústria agrícola e entidades representativas. A iniciativa foi criada para aproximar cooperativas compradoras, fornecedores e parceiros estratégicos, reforçando o papel do Sistema Ocergs como articulador de negócios para o setor.

Outro diferencial desta edição será um espaço dedicado à apresentação do portfólio de serviços da entidade. O Time de Soluções do Sistema Ocergs estará disponível para apresentar iniciativas voltadas ao acesso a mercados, promoção comercial conjunta e apoio personalizado às cooperativas. Entre os ambientes da Casa, o Espaço SomosCoop também estará presente, reunindo produtos de cooperativas gaúchas que utilizam o carimbo SomosCoop e integram atualmente a Vitrine SomosCoop.

Para o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, a iniciativa representa mais um passo para posicionar o cooperativismo como uma representação empresarial organizada para competir em escala. “Estamos estruturando o modelo de negócio para disputar mercado em outro patamar, com mais inteligência comercial, presença estratégica e geração de valor para o desenvolvimento econômico do Estado”, destaca.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 200 Visualizações
Ensino

Feevale Portas Abertas reúne comunidade com programação de cultura, serviços e empregabilidade

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

A Universidade Feevale realizou, no sábado, 7, mais uma edição do Feevale Portas Abertas, reunindo estudantes, famílias e moradores da região no Câmpus II, em Novo Hamburgo. Com entrada e estacionamento gratuitos, o evento ofereceu uma programação diversificada, com atrações culturais, feiras, serviços comunitários e atividades voltadas à orientação profissional e empregabilidade.

A programação artística contou com um pocket show da cantora Luiza Barbosa e foi encerrada com apresentação da banda Pagode do Madre, atração da Calourada Feevale.

Ao longo da manhã e início da tarde, o público pôde circular pelo Câmpus e participar de diferentes ações promovidas por cursos da Universidade. Entre os serviços oferecidos estiveram aferição de pressão arterial, testes de glicose, tipagem sanguínea e cadastro para doação de medula óssea. Também foram realizadas oficinas de quiropraxia e massagem quick, além de orientações nutricionais, ações de promoção da saúde renal e iniciativas de conscientização sobre o descarte correto de medicamentos.

Outro destaque foi o atendimento à comunidade para esclarecimento de dúvidas sobre a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. Já o Núcleo de Práticas Jurídicas prestou orientações sobre direitos e questões legais. Os visitantes também puderam participar da MiniTrilha do Empreendedor, atividade que apresentou conceitos de inovação e ferramentas para avaliação de oportunidades de negócio.

O evento contou ainda com a Feira de Empregabilidade, que aproximou empresas e candidatos interessados em oportunidades profissionais. Os participantes tiveram a possibilidade de cadastrar seus currículos diretamente nos estandes das organizações presentes, que divulgaram vagas em diferentes áreas. Participaram da feira a Feevale – Gestão de Pessoas, o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee), Azzas 2154, Grupo Herval, Hospital Sapiranga, Artecola, Alphaway Logistics e Clean Net. Além das atividades acadêmicas e de serviços, o público aproveitou atrações culturais e opções gastronômicas oferecidas por empreendedores locais.

O reitor da Feevale, José Paulo da Rosa, comemorou o sucesso do evento. “Estamos muito felizes pois a comunidade aceitou o nosso convite, temos um público expressivo aproveitando as atrações que preparamos. A ideia era realmente que a população conhecesse, interagisse e estivesse conosco. Ficamos extremamente satisfeitos com a presença e o envolvimento da comunidade aqui no Câmpus II da Feevale”, destacou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 223 Visualizações
Business

Primeira edição do Conecta UnidaSul reuniu lideranças do varejo e parceiros estratégicos para alinhamento de negócios

Por Marina Klein Telles 06/03/2026
Por Marina Klein Telles

A UnidaSul realizou, na quarta-feira, 4 de março, na Fecomércio, em Porto Alegre (RS), a primeira edição do Conecta UnidaSul, evento fechado que reuniu parceiros de negócios, fornecedores, lideranças de marcas e executivos da companhia. A iniciativa teve como objetivo promover alinhamento estratégico, fortalecer relações comerciais e apresentar as diretrizes e prioridades do planejamento da empresa até 2029.

Na ocasião, também foi apresentada a nova composição da estrutura de governança corporativa da empresa, reorganizada para estabelecer uma gestão baseada na atuação conjunta entre Augusto De Cesaro, presidente do Conselho Consultivo, e Eneo Karkuchinski, novo diretor-presidente da companhia.

O Conecta UnidaSul foi concebido como um espaço de conteúdo, benchmarking e troca qualificada, voltado à construção conjunta de soluções para o varejo e à ampliação do diálogo entre indústria, fornecedores e a companhia, em um ambiente que privilegia visão estratégica e colaboração de longo prazo.

A programação teve início às 13h, com saudação de Sergio Alvim, CEO da SA+ Ecossistema de Varejo. Na sequência, diretores de diferentes áreas da UnidaSul conduziram apresentações sobre expansão, desempenho comercial, estratégias de marketing, investimentos e agenda ESG, compartilhando movimentos e diretrizes que impactam diretamente o mercado varejista.

O evento contou com painéis conduzidos por nomes de referência do varejo, da economia e do marketing, reforçando o pilar de troca de conhecimento, atualização de mercado e ampliação do networking entre fornecedores, executivos e lideranças do varejo gaúcho. A programação também incluiu a premiação Parceiros UnidaSul, consolidando o Conecta UnidaSul como um espaço estratégico de relacionamento, geração de valor e construção de parcerias alinhadas às transformações do setor e aos compromissos de longo prazo da companhia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/03/2026 0 Comentários 103 Visualizações
Gastronomia

20BARRA9 estreia unidade em cartão-postal de Canela

Por Marina Klein Telles 06/03/2026
Por Marina Klein Telles

Referência em parrilla em Porto Alegre, o 20BARRA9 inaugura sua primeira unidade fixa fora da capital gaúcha. O endereço escolhido é o emblemático Parque do Caracol, em Canela, um dos cartões-postais da serra. A nova unidade será inaugurada ainda neste ano e no mirante da Cascata do Caracol, com queda de 131 metros de altura. Além da gastronomia, o visitante também poderá aproveitar o destino com trilhas, mirantes e outras atrações.

Com dez anos de história e três casas consolidadas, bem como a operação sazonal de verão do 20BARRA9 Bali Hai, a marca dá um passo importante na Serra Gaúcha. Diferentemente da unidade da praia, que funciona apenas na temporada, a nova casa terá operação permanente, reforçando o movimento de expansão do Grupo Manda Brasa, que tem no fogo, na carne e na cultura gaúcha seus principais pilares de conexão com o público. A chegada da marca ao parque também reflete a intenção do grupo de se integrar a patrimônios naturais do estado, caso das unidades do Cais Embarcadero e Atlântida.

O menu mantém a identidade que transformou o 20BARRA9 em ponto de encontro para quem aprecia cortes preparados na brasa, com técnica e respeito ao produto. Entre os destaques do cardápio estarão clássicos como o entrecôte lote9 e o vazio lote9, ideais para compartilhar, além de acompanhamentos já conhecidos, como o arroz de tutano e o purê de abóbora na brasa. Os burgers com blend exclusivo da casa também marcam presença. A carta de vinhos segue com ênfase em rótulos gaúchos, valorizando a produção local e fortalecendo a conexão com o território.

Serviço

20BARRA9 Parque do Caracol
Rodovia RS 466, km 0, s/n – Caracol, Canela – RS
Abertura prevista para meados de 2026

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/03/2026 0 Comentários 152 Visualizações
Cidades

Municípios tratam adaptação climática como prioridade regional

Por Marina Klein Telles 06/03/2026
Por Marina Klein Telles

A Câmara Setorial do Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realizou a primeira reunião de 2026 com foco na implementação do sistema AdaptaCidades, plataforma exigida pelo governo federal que orienta os municípios na construção de políticas públicas voltadas à adaptação climática e à resposta a eventos extremos da natureza. A ferramenta estabelece diretrizes para diagnóstico de vulnerabilidades, elaboração de planos de contingência e organização de estratégias locais capazes de fortalecer a resiliência das comunidades diante de fenômenos cada vez mais frequentes.

O AdaptaCidades integra a política nacional de enfrentamento às mudanças climáticas e passa a ser um instrumento estratégico para o planejamento ambiental e urbano dos municípios. Por meio da plataforma, os governos locais precisam organizar informações sobre riscos climáticos, infraestrutura, áreas vulneráveis e medidas de prevenção, estruturando planos de adaptação e resiliência que também servirão de base para a captação de recursos federais e internacionais destinados a projetos ambientais e de proteção civil. A complexidade da ferramenta exige capacitação técnica e organização interna das administrações municipais para utilização adequada do sistema.

A necessidade de preparação das equipes foi reforçada após participação de técnicos da Câmara Setorial em uma capacitação realizada recentemente em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes de diferentes municípios e apresentou orientações práticas sobre a utilização da plataforma e os requisitos técnicos exigidos pelo governo federal. A partir dessa experiência, os integrantes da Câmara trouxeram para a região a recomendação de que os municípios organizem grupos de trabalho específicos para conduzir o processo de adaptação e inserção de dados no sistema.

O presidente do Cisvale, prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, afirma que o debate regional é fundamental para que os municípios consigam se preparar de forma estruturada para essa nova realidade climática. “O AdaptaCidades exige organização técnica e planejamento. Ao tratar o tema de forma conjunta, fortalecemos a capacidade dos municípios de estruturar equipes, compreender a ferramenta e acessar recursos que serão fundamentais para projetos de adaptação e prevenção”, afirma Becker.

Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a complexidade do sistema exige capacitação e integração entre diferentes áreas das administrações municipais. “Não se trata apenas de preencher um sistema. É um processo que envolve diagnóstico ambiental, planejamento estratégico e preparação das equipes municipais para atuar com base em dados e cenários de risco”, explica Léa. Segundo ela, o trabalho conduzido pela Câmara Setorial permite compartilhar conhecimento técnico e construir soluções regionais para desafios comuns.

A hora de planejar é agora, segundo o coordenador do setor de Meio Ambiente do município de Encruzilhada do Sul, Lucas Bonifácio Selbach. Ele reforçou a urgência do tema ao tratar das mudanças climáticas e seus impactos. “Esta é a última década para conseguirmos criar mecanismos de adaptação e resiliência. Depois dela, não será mais possível, pois os eventos extremos farão parte do cotidiano”, afirma Selbach.

Ainda no mesmo encontro, foi realizada a eleição da nova coordenação da Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale. O atual presidente, representante de Vera Cruz, Ricardo Konzen, foi reconduzido ao cargo, tendo eleito como vice-coordenador Vladmir Machado Panta, de Rio Pardo. A próxima reunião geral do grupo está agendada para o dia 9 de abril.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/03/2026 0 Comentários 111 Visualizações
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