A equipe da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) esteve no norte do país com o objetivo de expandir a utilização do Cavalo Crioulo. O percurso passou pelas cidades de Terra Santa (PA), Óbidos (PA), Parintins (AM) e Manaus (AM). A pesquisa mostrou que a seleção genética dos animais acontece há mais de 20 anos nessas regiões, contando com a genética de exemplares premiados em provas tradicionais da entidade, como Freio de Ouro e Morfologia FICCC.
Conforme o Analista de Expansão da entidade, Lucas Lau, a maior parte das cidades visitadas utilizam a raça Crioula para o serviço, mas algumas regiões do Pará começam a utilizar os exemplares em práticas esportivas. “Observamos que o Cavalo Crioulo está se inserindo em algumas regiões do Estado através das provas de Laço Comprido, por exemplo”, destaca. “Uma das coisas mais importantes para mim é o elo cultural. O Cavalo Crioulo tem essa associação com a cultura e os costumes do Rio Grande do Sul, e na Amazônia existe essa busca por animais resistentes para o serviço no campo. O Cavalo Crioulo cumpre com esse objetivo por conta da sua resistência. Isso é muito positivo porque ele se adapta à cultura regional, a raça tem essa flexibilidade”, destaca o Executivo de Comunicação da entidade, Fagner Almeida.
O fotógrafo, que também é idealizador do projeto Em Busca do Cavalo Crioulo, iniciativa que visa acompanhar a raça em diferentes espaços e culturas, destaca que um dos propósitos do trabalho de expansão é o de inserir o Cavalo Crioulo como capaz de atender as diferentes necessidades e realidades de cada região por conta da sua grande adaptabilidade e aptidão para o trabalho. “Seja para o serviço, esporte ou lazer, ele se integra à cultura e aos costumes locais. É uma das principais missões da raça Crioula”, ressalta.
As viagens, que foram realizadas entre os dias 24 e 31 de janeiro, contaram com visitas às propriedades da região, troca de experiências com criadores e apresentação de palestras técnicas. A iniciativa auxilia no reconhecimento das oportunidades e desafios no norte do país. “Conhecemos a região de forma mais completa. Acredito que é essencial que nós, como associação, nos aproximemos das pessoas que começaram as criações. Isso auxilia na manutenção dos registros dos animais puros e diminui as dificuldades relacionadas à logística, um dos maiores desafios dessas regiões”, destaca Lau.


