Empresários, entidades empresariais, prefeitos e deputados do Vale do Sinos mantêm a mobilização contra o projeto de concessão de rodovias do Bloco 1, que inclui a RS-239 e a RS-115. O edital deve ser lançado em breve pelo governo do estado contendo algumas proposições das audiências públicas, com redução de seis para cinco do número de pontos free flow (sem cancelas, por leitura de tag/placa) na RS-239, entre Novo Hamburgo e Taquara, e confirmação de um novo ponto na RS-115, entre Taquara e Gramado.
Nesta quarta-feira, 13, o diretor, Fauston Saraiva, o presidente regional, Eduardo Luiz Gottlieb, e os integrantes do Comitê Regional da ACI em Campo Bom Gilnei Brizola e Mário Walter, juntamente com o empresário Nícholas Lau, reuniram-se no gabinete do deputado Joel Wilhem, em Porto Alegre, para manifestar contrariedade ao modelo de concessão proposto e reiterar a importância da revisão do mesmo.
Líder da mobilização regional, o deputado explica que, ainda que tenham sido incluídas obras como novos viadutos na RS-239 e terceira faixa em um trecho de 11 quilômetros entre Taquara e São Francisco de Paula, na RS-020, entre outras, os valores previstos no projeto são superestimados e tampouco foi apresentada a composição da planilha de custos.
Conforme o parlamentar, se for confirmado o valor de R$ 0,19 por km, uma viagem entre Novo Hamburgo e Taquara custará cerca de R$ 30,00, ante os R$ 6,50 pagos atualmente, o que elevará significativamente os custos dos usuários, tanto empresas quanto pessoas físicas, com impacto em toda a economia regional.
Diante disso, é estudada a possibilidade de impetrar uma ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender o edital, que deve ficar aberto durante 60 dias para conhecimento e apresentação de propostas.
O valor do aporte do governo estadual, via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), para as concessões rodoviárias é de R$ 3 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão será direcionado ao Bloco 2 (regiões do Vale do Taquari e Norte) e R$ 1,5 bilhão ao Bloco 1 (Região Metropolitana e Litoral). Nos primeiros três anos de concessão, conforme o vencedor, seja a EGR ou um grupo econômico privado, deverá fazer apenas as manutenções necessárias. Obras estruturantes estão previstas para iniciar somente após este período.


