Prefeito aciona MP após suspensão da obstetrícia em Montenegro

Por Jonathan da Silva

O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta (Republicanos), acionou o Ministério Público do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (10), em Porto Alegre, após a suspensão dos atendimentos de Obstetrícia pelo Hospital Montenegro. O espaço, que é referência regional do SUS, deixou de realizar partos e triagens por falta de plantonista, levando o município a assumir atendimentos emergenciais e a buscar apoio para garantir encaminhamentos de gestantes na rede estadual.

O prefeito Zanatta esteve no gabinete do procurador-geral de Justiça do estado, Eduardo Cunha da Costa, onde protocolou documento relatando a situação. No ofício, o chefe do executivo solicita auxílio do Ministério Público na mediação junto à regulação estadual para garantir a fluidez nos encaminhamentos das gestantes. No texto, o prefeito descreve o cenário como grave e aponta desassistência obstétrica.

Impacto na rede municipal

De acordo com o documento, o Hospital Montenegro suspendeu totalmente os atendimentos obstétricos por falta de plantonista, deixando de realizar inclusive as triagens. Diante da interrupção, o município passou a assumir a triagem no Pronto Atendimento, reforçando equipes médicas e de enfermagem e organizando transporte próprio para remoções.

O município seguirá adotando todas as medidas ao seu alcance para preservar as vidas das mães e dos bebês, mas o Estado precisa tomar providências urgentes”, afirma o prefeito Gustavo Zanatta.

Casos recentes e custos

No último fim de semana, segundo o relato encaminhado ao Ministério Público, houve demora na regulação estadual e exigências para autorização de vagas em hospitais como Canoas e Sapucaia do Sul, o que atrasou encaminhamentos considerados urgentes. Sem leitos disponíveis na rede pública, Montenegro contratou, em caráter emergencial, internações na rede privada. Em um dos casos, uma gestante foi internada e submetida a cesariana durante a noite. Em outro, houve necessidade de internação imediata para realização de parto normal.

Conforme o protocolo, cada procedimento pode custar até R$ 9.990, valor que chega a R$ 11.430 em casos gemelares. O município contabiliza atualmente 40 gestantes com 32 semanas ou mais de gestação e outras 15 em período expulsivo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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