ICEC-RS volta a cair em dezembro após duas altas consecutivas

Por Marina Klein Telles

O ICEC-RS atingiu 90,2 pontos em dezembro de 2025, com queda de 2,0% em relação a novembro de 2025 e retração de 14,6% frente a dezembro de 2024, mantendo-se abaixo da linha de neutralidade (100 pontos). O resultado reflete um ambiente de confiança ainda fragilizado entre os empresários do comércio, com recuo na margem após duas altas consecutivas e queda disseminada na comparação interanual.

O Índice de Condições Atuais (ICAEC) avançou 2,1% em dezembro de 2025, alcançando 61,9 pontos. Ainda assim, o indicador permanece em patamar pessimista, com queda de 25,1% na comparação com dezembro de 2024. Entre os entrevistados, 81,5% perceberam piora na situação atual da economia, enquanto 74,3% avaliaram negativamente a situação do setor.

O Índice de Expectativas (IEEC), componente mais alta do ICEC, recuou 5,6% em dez/25, atingindo 108,4 pontos, interrompendo duas altas consecutivas, e ficou 14,2% abaixo do nível observado em dezembro de 2024. Apesar do recuo, o índice permanece acima dos 100 pontos, indicando expectativas ainda no campo otimista, embora mais contidas. Já o Índice de Investimentos dos Empresários do Comércio (IIEC) registrou 100,4 pontos, com queda de 0,3% na margem, refletindo a redução nas intenções de contratação e no nível de investimento, em um contexto de juros elevados e condições financeiras mais restritivas.

O resultado do IIEC indica um ambiente de cautela entre os empresários do comércio, especialmente no que diz respeito às decisões de contratação e investimento. Mesmo com algum ajuste pontual em indicadores específicos, o cenário segue marcado por condições financeiras mais restritivas, que limitam a disposição para ampliar operações. Para o varejo, isso se traduz em uma postura mais conservadora do ponto de vista da ampliação no quadro de funcionários e dos investimentos, em um contexto de incerteza.

De maneira geral, o ICEC, e todos os seus subindicadores tiveram médias anuais menores do que as verificadas em 2025. “As condições macroeconômicas de 2025 foram menos favoráveis do que as de 2024 para o varejo. O aperto monetário, que explica a menor expansão do crédito, e o mercado de trabalho, que teve resultados menos positivos do que o ano anterior em termos de criação de novos postos de trabalho, influenciaram negativamente a confiança do empresariado em 2025”, concluiu o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn. Confira dos dados completos e a análise econômica.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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